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Bonito na lama: Turismo de aventura e belas paisagens

31 de July de 2015
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Aldo Tizzani

O mercado de quadriciclos (ATVs) vendeu mais de 10 mil unidades em 2014. Volume maior que, por exemplo, o total de motos Harley-Davidson comercializadas no ano passado (7.586 unidades). Muita gente não vê, mas este tipo de veículo é muito usado como ferramenta de trabalho e também instrumento de lazer.

As competições, eventos e passeios envolvendo os ATVs e UTVs (espécie de jipinho no qual o piloto vai sentado e dirige com as mãos ao volante) vêm crescendo em todo o País. Prova disso é a realização da quarta edição do evento “Bonito na Trilha”, que reuniu no mês de junho, na capital nacional do ecoturismo, em Mato Grosso do Sul, cerca de 240 pessoas e 110 veículos – dos quais 33 quadriciclos, 13 UTVs e outros veículos com tração 4x4.

Cerca de 300 quilômetros distante de Campo Grande (MS), Bonito ofereceu o que há de melhor aos turistas motorizados: belas paisagens, completa infraestrutura, boas rotas, além de um clima de muita amizade e cooperação. Durante três dias, os aventureiros puderam praticar o turismo de aventura, enfrentando vários tipos de terreno, e testar suas habilidades em provas contra o relógio.

Para recepcionar os aventureiros, nada melhor que a tradicional costela de chão e a desafiadora “gangorra”, onde ganhava o piloto que tivesse a habilidade de equilibrar o veículo por mais tempo em uma prancha a mais de metro do chão. Depois de muitas gargalhadas, o grupo saiu para uma trilha curta na Estrada Boiadeira, no entorno de Bonito, em direção ao badalado Ecoresort Zagaia.

O monstro do lago
O sol nem despontou e muitos aventureiros já estavam a postos para participar da trilha principal. O percurso total teve pouco mais de 120 quilômetros. A trupe cruzou estradas pantaneiras, onde se pode desenvolver uma boa velocidade, enfrentou trilhas fechadas com muitos galhos, raízes e pedras, além, é claro, de áreas alagadas, uma característica da região.

E este “molho” foi o principal ingrediente para abrir o apetite dos destemidos pilotos. Para chegar ao tradicional almoço dos tropeiros os pilotos precisavam cruzar uma pequena área alagada, batizada de “Lago Ness”, em referência ao Loch Ness, nas Terras Altas da Escócia. Em vez do possível monstro, o desafio era não ficar atolado.

“O Bonito na Trilha é considerado o melhor encontro off-road do Mato Grosso do Sul. Participo desde a segunda edição por ter muitos desafios e ser ponto de encontro dos amigos trilheiros e seus jeeps, ATVs e UTVs de todas as marcas e todo tipo de adaptações”, explica Fábio Velloso Vilela, dono de um quadriciclo Can-Am Outlander XT 1000.

Para ele o maior desafio da trilha ainda continua sendo o intransponível Lago Ness. “Este ano tentei atravessar com aceleração máxima, na metade o quadri parou e atolou. Meu ‘brinquedo’ tem muita força, mas o ‘monstro do Lago Ness’ estava lá segurando todos que tentam passar. Até hoje não vi ninguém atravessar sem ajuda”, conta o aventureiro Vilela.

Reunião em família
Neste passeio no meio do Pantanal o que ficou evidente foi o companheirismo entre os aventureiros. O empresário Gilberto de Andrade, de Campo Grande (MS), participou do Bonito na Trilha ao lado de três de seus quatro filhos – Felipe, Gildo e João Gilberto, de seis anos, que pilota quadriciclos há três. “Minha maior alegria é compartilhar estes momentos com meus filhos. Além disso, este convívio entre trilheiros desenvolve o sentimento de solidariedade, de união e de extrema parceria”, enfatiza o empresário. No evento pantaneiro Gilberto conduziu seu jipinho Troller, enquanto os filhos pilotavam quadriciclos Honda TRX 420 Fourtrax.

O evento também reuniu Ito e Diogo Melo. O pai com o UTV Polaris Ace 570 e o filho com seu Honda Fourtrax. A opção de seu Ito pelo modelo Ace foi pela maior segurança. “O piloto vai sentado, centralizado e com as mãos no volante e, de quebra com a proteção da ‘gaiola’, já que expõe menos o piloto”, explica o experiente aventureiro. Já Diogo prefere a robustez do Fourtrax. “É quase indestrutível!”, observa.

Arrancadão
O último dia foi reservado para competições na pista construída na Fazenda São Geraldo, às margens do Rio Sucuri. Dia de adrenalina em nível máximo. Lá os pilotos mais experientes em quadriciclos e UTVs travaram uma corrida contra o relógio. Ganhou quem fez o percurso de 1.600 m em menor tempo. De acordo com o idealizador do percurso, o piloto de rali Rodrigo Khezam, a pista indoor deste ano foi mais longa e travada. “Nosso objetivo foi deixar o trajeto mais radical e emocionante para os participantes usarem todos os recursos dos equipamentos”, afirma Khezam. Entre os quadris, vitória de Marcelo Righetti, com um Can-Am Renegade 800. Nos UTVs, o vencedor foi André Luiz, com um Polaris RZR 1000.



Fonte:
Agência Infomoto
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