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Vespa está de volta ao Brasil

13 de February de 2007
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Arthur Caldeira

Desde que Gregory Peck levou Audrey Hepburn na garupa de uma Vespa pelas ruas de Roma no filme “A Princesa e o Plebeu”, esse inusitado scooter e seu zumbido característico transformaram-se em ícone da cultura pop.

Poucos veículos até hoje fizeram tanto sucesso como a Vespa. Produzida há mais de 60 anos pelo grupo italiano Piaggio, já foram vendidas 17 milhões de exemplares em todo o mundo. Inclusive no Brasil.
 
Depois de alguns anos ausente, a marca retorna ao país, por meio de um representante oficial, oferecendo dois modelos importados: a Vespa LX 150 e a GTS 250 i.e.
 
Moderna

Apesar de manter seu inconfundível design, a Vespa que chega ao motociclista brasileiro é bem mais moderna, do ponto de vista técnico, do que o modelo MP5 de 1945 ou mesmo que a PX 200, sucesso de vendas no Brasil na década de 80.
 
O zumbido do motor dois tempos foi substituído pelo ecologicamente correto motor quatro tempos. Testamos o modelo GTS 250 i.e., top de linha, equipado com um moderno monocilíndrico de quatro válvulas e 244 cm³, a maior capacidade jamais vista em uma Vespa. Alimentado por injeção eletrônica e refrigeração líquida o propulsor atende às rígidas normas leis européias antipoluição Euro 3.

Além de ser o maior, é um dos mais potentes a equipar o scooter da Piaggio, produzindo 22 cv a 8.250 rpm. Essa potência máxima aliada ao sistema de injeção eletrônica garante rápidas respostas quando se acelera essa Vespa do século XXI. O câmbio CVT, com transmissão por polia variável, demonstra também o caráter prático e urbano do modelo.

Ciclística

Não só o motor foi modernizado, a parte ciclística também. Apesar de adotar o tradicional quadro monocoque em aço estampado, o processo de fabricação é de última geração, garantindo mais rigidez e resistência às imperfeições do piso.

As suspensões também seguem a receita dos modelos mais antigos. Na dianteira, um pequeno monobraço com amortecedor hidráulico e mola coaxial. Na traseira, são dois amortecedores com ajuste na pré-carga da mola. A grande diferença está nas rodas. Agora são de 12 polegadas e trazem pneus em generosas medidas: 120-70 na frente e 130/70, atrás, ambos sem câmara.

As rodas maiores enfrentam um pouco melhor a buraqueira de uma cidade como São Paulo. Mesmo assim é bom pilotar com atenção e desviar dos buracos para evitar sustos ou trancos nas suspensões.

Os freios da GTS 250 merecem destaque. Na dianteira, um disco de 220 mm com pinça de dois pistões. Na traseira, acionado no manete esquerdo um pistão simples morde um disco de mesmo diâmetro. Muito mais segurança que nos antigos modelos.

Ergonomia e tecnologia

O conjunto ciclístico resulta em uma Vespa mais pesada (148 kg a seco) que a conhecida PX 200 (97 kg) dos anos 1980. Entretanto, parece ser mais equilibrado e estável.

O mais importante é que mantém a posição de pilotagem “sentada”, tradicional das Vespas. Basta sentar no confortável banco, apoiar os pés nas plataformas e acelerar. Praticidade para o uso urbano com todo o estilo desse veículo “cult”.
 
Praticidade também existente no porta-luvas no escudo dianteiro e no grande espaço sob o banco. Infelizmente, não cabe um capacete fechado no compartimento, mas há espaço para carregar alguns objetos. Outro charme dessa Vespa 250 é o bagageiro estilo retrô.
 
Rodando com a GTS 250, o piloto tem várias informações no painel LCD de aparência high-tech. Além de medidor de combustível, há conta-giros digital, dois hodômetros, relógio, temperatura ambiente e do motor. Ao lado, o design italiano de bom gosto posicionou o velocímetro analógico de fundo branco e algumas luzes de advertência.

Preço da exclusividade

O sucesso da Vespa pode ser constatado não apenas nos números de venda. Ao rodar com esse lançamento nas ruas da capital paulista é surpreendente a quantidade de motoristas e curiosos que param para ver o renomado scooter italiano.

Quando respondemos à pergunta “que moto é essa?” com um sonoro “a nova Vespa” muitos se espantam. Perguntam do barulho do motor e da fumaça típica dos dois tempos.
 
Se essas duas características não existem mais nessa nova geração dos scooters italianos, permanece a simpatia de todos pela Vespa. Rodar com o modelo 2007 do scooter italiano significa se destacar na multidão.

Importado e uma grande novidade no país, a Vespa GTS 250 i.e. chega ao mercado nacional com um preço salgado. Cotado na Europa por 5.000 euros, o modelo importado para o Brasil é a versão americana e custa R$ 24.500,00 (sem frete).

Apesar do alto valor, o importador acredita que a Vespa vai conquistar um segmento premium de motociclistas, que buscam um veículo prático, moderno e exclusivo. Qualidades que, sem dúvida, a Vespa 250 têm de sobra.

Ficha Técnica

Motor: 244 cm³, monocilíndrico, 4 tempos, 4 válvulas, arrefecimento líquido
Potência máxima: 22 cv a 8.250 rpm
Torque máximo: 2,03 kgf.m a 6.500 rpm
Partida: Elétrica
Capacidade do tanque: 9,2 litros (reserva 2,0 litros)
Transmissão: Automática - CVT com conversor de torque
Suspensão dianteira: Monobraço com amortecedor hidráulico e mola coaxial
Suspensão traseira: Dois amortecedores com ajuste na pré-carga
Freio dianteiro: Disco de 220 mm de diâmetro e com pinça flutuante de dois pistões
Freio traseiro: Disco de 220 mm de diâmetro e pinça de pistão simples
Pneu dianteiro: 120/70 – 12 (sem câmara)
Pneu traseiro: 130/70 - 12 (sem câmara)
Quadro: Monocoque em aço
Comprimento: 1.940 mm
Largura: 755 mm
Altura do banco: 790 mm 
Peso: 148 kg a seco
Cor: Vermelha, preta e prata
Preço sugerido: R$ 24.500,00 (sem frete)
Onde encontrar: (11) 5506-5080 – Piva imports – São Paulo (SP)

Fotos: Caio Mattos


Fonte:
Agência Infomoto
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