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Teste: Yamaha VMax é pura força bruta

02 de October de 2014
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Roberto Brandão Filho

A Yamaha VMax é aquele tipo de moto que dispensa apresentações e, no Brasil, virou um ícone de força, brutalidade e velocidade em retas. O primeiro modelo vendido por aqui era equipado com motor de quatro cilindros em “V”, o famoso V4, de 1.198 cm³ capaz de gerar nada menos que 140 cavalos de potência. Desde que parou de ser comercializada no País, em meados dos anos 2000, a VMax deixou saudades em muitos brasileiros. Atendendo aos pedidos dos aficionados, a anunciou durante o Salão Duas Rodas 2013 o retorno da poderosa motocicleta em sua versão atualizada ao mercado nacional.

A nova geração da VMax, apresentada ao mundo pela primeira vez em 2008, está disponível nas concessionárias Yamaha de todo o Brasil, importada, por um preço público sugerido de R$ 99.000, na cor preto fosco em seu modelo 2014. Quando sofreu as modificações, apesar de ter sido mantida a mesma arquitetura de motor V4, a máquina recebeu um propulsor de maior capacidade cúbica, com 1.679 cm³. Além disso, o tetracilindrico em “V” atual ganhou também em cavalaria e torque, o que torna a VMax ainda mais agressiva e rebelde. Uma vez que, sem controle de tração ou freios ABS, é difícil controlá-la.

Design robusto e agressivo
O novo motor veio acompanhado de uma reestilização radical. A partir daquele ano, ganhou ares de moto conceito que ressaltaram ainda mais sua robustez e agressividade. E o que mudou em relação ao modelo de 1.200 cc? O farol redondo foi substituído por outro em forma de gota e protegido por uma carenagem, enquanto os escapes receberam ponteiras duplas e ficaram mais curtos, deixando a roda traseira exposta. Já a principal característica da VMax não apenas foi mantida, como acentuada. As entradas de ar na lateral do tanque foram redesenhadas para ficar mais evidentes, mas ainda se assemelham a uma corneta e são agora de alumínio escovado.

Quase indomável
Só de olhar, a Yamaha VMax 2014 já intimida. Porte robusto, grande motor, visual agressivo. Mas, foi ao receber as instruções e especificações técnicas da moto, antes mesmo de montar sobre a máquina, que o sentimento de receio surgiu. O propulsor V4 de 1.679 cm³ é capaz de gerar impressionantes 200 cv de potência às 9.000 rpm e torque máximo de 17 kfg.m logo aos 6.500 giros. Até aí, tudo bem. Foi o fato de não contar com nenhum tipo de auxílio eletrônico, como controle de tração, mapas de motor ou freios ABS, que assustou. Aqui, a bordo da VMax, quem comanda é a experiência e habilidade do piloto.

Só o fato de apertar o botão de ignição da VMax, com seu grave ronco expelido pelas quatro ponteiras, já arrepia. Mas, foi a primeira saída com a moto que nos deixou de cabelos em pé. Acionar o manete de embreagem, engatar a primeira marcha e simular uma largada como nas pistas de corrida é uma emoção a parte. Ao subir o giro até a marca de 3.000 rpm e soltar a embreagem deslizante de uma vez só, a gigantesca roda traseira da VMax (200 mm de largura) patina sobre o asfalto, de um lado para o outro, quase arrancando pedaços dele. Engatando a segunda marcha e continuando a acelerar da mesma maneira, essa power cruiser irá queimar borracha quase até o limite do conta-giros. Só ao soltar o acelerador antes de engatar a terceira marcha que a VMax parou o “show”.

Com isso, ela deixou bem claro o que ela é: uma moto de arrancada, feita para atingir sua velocidade máxima o mais rápido possível. Durante o teste, na reta mais longa do campo de provas da Pirelli, o computador de bordo digital – completo, com idicador de marcha engatada, nível de combustível e etc – apontava 260 km/h em quinta marcha.

Por outro lado, ao sair com a VMax normalmente, o acelerador eletrônico ride-by-wire YCC-T (Yamaha Chip Controlled Throttle) entrega a potência de maneira suave e progressiva para a roda traseira por meio do eixo-cardã. Cabe ao piloto lembrar-se que se trata de uma máquina de 200cv sem controle de tração, e dosar a aceleração para cada situação.

Ciclistica 
Por conta de toda sua potência e peso total (310 kg em ordem de marcha), o sistema de freios, apesar de não contar com ABS, é de ponta, digno de motos superesportivas. Na dianteira, dois discos de 320 mm são mordidos por pinças monobloco de montagem radial da Brembo com seis pistões. Enquanto isso, a roda traseira conta com disco simples de 295 mm de diâmetro e pinça Brembo de pistão único. Dentro do campo de provas da Pirelli, o conjunto de freios mostrou-se muito eficiente. Mas, após 10 voltas rápidas seguidas houve superaquecimento do conjunto, causando falhas no sistema. Portanto, leva-la ao limite não deve ser algo feito de maneira contínua.

Com 1.700 mm de entre-eixos e uma longa balança traseira, a nova VMax foi claramente desenvolvida para ter um melhor desempenho em retas. No entanto, isso não significa que a power cruiser é ruim em curvas. Para contribuir com a centralização de massa e tornar a tarefa de contornar curvas mais divertida e fácil, a Yamaha optou por colocar o tanque de combustível de 15 litros embaixo do banco do piloto. No novo modelo, que conta com chassi de alumínio e suspensão dianteira com regulagens nas três vias (compressão, retorno e pré-carga) e traseira na pré-carga, ficou muito mais fácil entrar e sair das curvas. Até a posição de pilotagem ficou mais agressiva, com as pedaleiras recuadas e com guidão avançado, deixando o condutor em posição de ataque.

No entanto, o piloto deve tomar cuidado para não ser “ejetado” da moto principalmente na saída das curvas. Com um toque mais pesado no acelerador, a VMax despeja muita força na roda traseira, fazendo com que a mesma derrape. Isso pode causar o famoso “high-side”, ou queda na saída de curva, quando o piloto acelera e a moto, sem controle de tração, exerce mais força contra o solo do que necessário, “jogando” o condutor para fora, como um genuíno cavalo bravo.

Mercado
A VMax é, definitivamente, uma motocicleta para poucos. Não só por seu preço público sugerido de R$ 99.000, mas também por suas características. Mistura de moto custom com naked e superesportiva, seus 200 cv de potência ficam na memória para sempre, já que parece capaz de arrancar os braços de pilotos desavisados. É o produto perfeito para aqueles que gostam de sair queimando borracha e preferem percorrer um trecho de reta no menor tempo possível a contornar curvas com facilidade. O consumidor dessa power cruiser da Yamaha não está interessado em conforto ou capacidade para longas viagens. O que ele quer mesmo é poder e a bordo da VMax, ele encontra, de sobra.

FICHA TÉCNICA
Yamaha VMax

Motor Motor DOHC, quatro cilíndros em “V”, de arrefecimento líquido, 16 válvulas
Capacidade cúbica 1.679 cm³
Potência máxima 200 cv a 9.000 rpm
Torque máximo (declarado) 17,0 kgf.m a 6.500 rpm
Câmbio Cinco velocidades
Transmissão final Eixo-cardã
Alimentação Injeção eletrônica
Partida Elétrica
Quadro tipo diamond de alumínio
Suspensão dianteira Garfo telescópico com 120 mm de curso
Suspensão traseira Balança oscilante tipo link de 110 mm de curso
Freio dianteiro Discos duplos de 320 mm de diâmetro mordidos por pinça Brembo de seis pistões
Freio traseiro Disco simples de 298 mm de diâmetro e pinça Brembo de único pistão
Pneus 120/70-18 M/C 59V (dianteira) /200/50- 18 M/C 76V (traseira)
Comprimento 2.395 mm
Largura 820 mm
Altura do assento 755 mm
Distância entre-eixos 1.700 mm
Distância do solo 140 mm
Peso em ordem de marcha 310 kg
Peso a seco Não disponível
Tanque de combustível 15 litros
Cores Preto fosco
Preço sugerido R$ 99.000 



Fonte:
Equipe MOTO.com.br
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