moto.com.br
Publicidade:

Testes

Teste: Yamaha T 115 Crypton é prática e econômica

05 de August de 2015
Compartilhe este conteúdo:

Cícero Lima

Simplicidade e robustez são as receitas da Yamaha T 115 Crypton para atrair o consumidor que busca um veículo fácil de pilotar e econômico para ir e vir. A simplicidade mecânica vem do motor de um cilindro, 114 cm³, alimentado por carburador e com refrigeração a ar. Em conjunto com o câmbio rotativo e embreagem semi-automática faz dela uma moto simples de conduzir para os menos experientes.

Já a robustez dessa CUB está principalmente nas rodas de 17 polegadas, que ajudam a enfrentar as imperfeições de nossas ruas com mais conforto e segurança do que os scooters de entrada como o Suzuki Burgman i e o Honda Lead 110, equipados com rodas de 10 e 12 polegadas, respectivamente.

Fácil, fácil
A versão avaliada (ED) tem a partida elétrica que faz o motor pegar fácil. Com o auxilio do afogador, em alguns minutos o propulsor atinge a temperatura ideal. Para usar o câmbio de quatro marchas não é preciso se preocupar com a embreagem. Seu câmbio é semiautomático, e não existe manete de embreagem. Para trocar de marcha basta pressionar o pedal (que aciona a embreagem centrífuga). As quatro marchas têm engate fácil e o melhor: o piloto não se preocupa se o motor vai morrer nas saídas de farol, situação que é um verdadeiro tormento para iniciantes. Mesmo não sendo tão fácil de pilotar como os scooters (que têm câmbio CVT, automático), a Crypton é mais simples do que uma motocicleta.

Apesar de seu desempenho modesto, potência máxima de 8,2 cv a 7.500 rpm e torque de 0,9 kgf.m a 5.500 giros, o motor e a facilidade da embreagem semi-automática permitem que a Crypton arranque na frente de outros carros no semáforo. Capaz de levá-la à velocidade máxima de 100 km/h é suficiente para rodar em avenidas de trânsito rápido, mas pouco para viagens em rodovias.

Uma das grandes qualidades da Crypton é o baixo consumo de combustível. Seu motor possui uma válvula solenóide de cut-off (que interrompe o fornecimento de combustível ao se tirar a mão do acelerador). Com isso seu melhor consumo foi de 38 km/litro e o pior, de 31 km/litro. Entretanto, o piloto deve ficar atento ao marcador de combustível, pois a capacidade do tanque é de parcos 4,2 litros, o que projeta uma autonomia na casa dos 140 km.

Ciclística
Poucos veículos motorizados pesam menos de 100 kg, mas esse é o caso da Crypton. Seu peso em ordem de marcha é de 98 kg e suas dimensões reduzidas fazem dessa Yamaha uma moto muito ágil. Para ajudar os iniciantes e as mulheres, o banco fica a apenas 755 cm do solo. Na hora de estacionar (ou da manutenção) é possível contar com o cavalete central – item de série.

As rodas raiadas são resistentes e têm 17 polegadas de diâmetro - o que é uma grande vantagem para encarar as ruas esburacadas, pois não entram totalmente nos buracos. São calçadas com pneus estreitos (2.25, na dianteira, e 2.50, na traseira), mas que mantêm a moto na trajetória escolhida, além de suportar bem as irregularidades e trechos de chão batido. Eles transmitem segurança nas curvas e se mostram “bem casados” com o restante da pequena CUB, principalmente na hora de mudar de direção ou serpentear entre os carros.

A suspensão bichoque na traseira é firme e não atingiu fim de curso (70 mm) nem mesmo com garupa. Na dianteira, o garfo telescópico oferece curso de 100 mm. Ambos são bem ajustados para a “buraqueira” de nossas ruas. O disco de freio, com 220 mm de diâmetro, dá conta do recado e segura bem a pequena Crypton nas emergências. Na traseira, o ultrapassado sistema a tambor cumpre seu papel. Além de eficiente, o sistema de freios tem manutenção de baixo custo: por R$ 34,00 é possível trocar pastilhas e lonas.

Estrada? Esqueça...
Quem precisa pegar a estrada diariamente deve reconsiderar a compra de uma motoneta de motor tão pequeno. Rodar na estrada com a Crytpton exige experiência e disposição. Experiência para não se colocar em situação de risco e atrapalhar os outros veículos – sua velocidade máxima chega com esforço aos 100 km/h. O farol oferece boa iluminação, porém a luz laranja no painel (TOP - indicando que a quarta marcha está engatada) incomodou bastante, principalmente nos deslocamentos à noite.

Levar bagagem para viajar ou carregar objetos do dia-a-dia não é o forte da Crypton. O espaço limita-se a um pequeno compartimento debaixo do banco com capacidade para a sua carteira e um par de luvas. Porém, existe um sistema prático para prender até dois capacetes que tenham argolas – há pinos sob o banco que podem prendê-los, mas somente com a motoneta estacionada. Ao levantar o banco (há uma trava abaixo da lanterna traseira) o piloto tem acesso ao bocal do tanque e ao limitado jogo de chaves originais. Por falar em chaves, a chave de ignição é simples até demais – lembra a dos antigos VW.

As ruas esburacadas e a esperteza proporcionada pelo câmbio são bons argumentos de vendas para as CUBs de rodas grandes, como a Yamaha Crypton, sobre os scooters. Sem falar no preço. Com freio a disco e partida elétrica, a Crypton ED sai por R$ 6.480 – mais em conta do que o Honda Lead 110, vendido por R$ 7.012, e do que o Suzuki Burgman i, com preço sugerido de R$ 7.490. O preço menor e a maior versatilidade das CUBs refletem no número de vendas: em 2014 foram vendidas 16.830 Crypton contra 10.137 unidades do Lead e 3.837 do Burgman i.

Ficha Técnica
Yamaha T115 Crypton ED
Motor Monocilíndrico, OHC, refrigerado a ar
Capacidade cúbica 113,7 cm³
Potência máxima 8,2 cv a 7.500 rpm
Torque máximo 0,9 kgf.m a 5.500 rpm
Alimentação Carburador
Embreagem – Centrífuga, semi-automática
Câmbio Quatro marchas
Transmissão final Corrente
Suspensão dianteira Garfo telescópico convencional com 100 mm de curso
Suspensão traseira Sistema bichoque com 70 mm de curso
Freio dianteiro Disco simples de 220 mm
Freio traseiro Tambor de 130 mm
Pneus
Dianteiro 2.25 x 17
Traseiro 2.50 x 17
Chassi Tubular em aço - tipo Underbone
Dimensões (C x L x A) 1.930 mm x 660 mm x 1.055 mm
Altura do assento 755 mm
Altura mínima do solo 126 mm
Entre-eixos 1.235 mm
Capacidade do tanque 4,2 litros
Peso em ordem de marcha 98 kg
Cores Roxo, Preto, Vermelho, Laranja e Branco
Preço público sugerido R$ 6.480,00 versão ED (posto São Paulo, sem frete e seguro)



Fonte:
Agência Infomoto
Compartilhe este conteúdo:

Teste: BMW F 700 GS é uma máquina surpreendente

Teste: Nova Honda CB 650F impressiona de modo racional

Teste: Com injeção e motor flex, nova Factor é 125 completa

Teste: Nova Honda Africa Twin aposta em motor torcudo e chassi leve

Teste: Nova Kawasaki Versys 650 ganha fôlego extra para viajar

Primeiras Impressões: Novas Vespa Primavera 125 e 150

Teste: Fazer 150 UBS ganha freios combinados para ficar na lei

Teste: Nova Honda CB 650F impressiona de modo racional

Teste: BMW F 700 GS é uma máquina surpreendente

Teste: Com injeção e motor flex, nova Factor é 125 completa

Longa Duração: Honda Pop 110i supera os 1.000 km rodados

Teste: Pega de Honda Bros 160 e Yamaha Crosser

Teste: CG 125i Fan, R$ 6.790, é motocicleta mais barata da Honda

Teste da Falcon NX4 por um usuário


Comente

Para comentar é necessário autenticar, clique aqui!


Busca Rápida

Busca avançada

Comprar ou vender

Cadastre-se | Anuncie agora!

Anúncios em Super Destaque

Montadoras