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Teste Yamaha R3, novidade nas miniesportivas

18 de August de 2015
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Arthur Caldeira

Inaugurado pela Kawasaki com a pequena Ninja há alguns anos, o segmento de motos esportivas de baixa capacidade cúbica acaba de ganhar mais uma forte concorrente: a Yamaha YZF-R3. A miniesportiva japonesa, apresentada no exterior em 2014, desembarca agora no Brasil com design agressivo e um motor de dois cilindros, 321 cm³ de capacidade, que produz 42 cavalos de potência máxima. 

A nova R3 chegará às concessionárias da marca na segunda quinzena de setembro com preço de R$ 19.990 na versão standard – porém, com freios ABS só começa a ser vendida em novembro por R$ 21.990. O modelo, montado em Manaus (AM), estará disponível em três opções de cores: azul/cinza fosco; vermelho racing e preta.

Pequena, mas sofisticada
Ao exemplo de outras marcas, a Yamaha buscou inspiração em motos maiores para desenhar a nova R3. A miniesporiva carrega o DNA da família “R”, como mostram as linhas da carenagem e o conjunto óptico duplo com uma entrada de ar central, inspirados em sua irmã maior, a YZF-R6. A massa concentrada na dianteira e a rabeta minimalista completam o visual.

Seu painel traz conta-giros analógico, velocímetro digital e até computador de bordo. E no melhor estilo das esportivas maiores incorpora indicador de marcha engatada e shift-light, aviso luminoso que indica a rotação certa para trocar de marcha. Uma bem acabada mesa em alumínio dá suporte a dois semiguidões no cockpit dessa miniesportiva.

Outros detalhes, como as rodas de liga-leve calçadas com pneus radiais, as pedaleiras em alumínio e os piscas com lentes transparentes dão ar sofisticado ao modelo. E também diferenciam a nova YZF-R3 das motos de 250cc e 300cc mais vendidas no mercado.

Pistões forjados
Mas não é apenas na aparência que a nova R3 se destaca. A miniesportiva traz um inédito motor de dois cilindros em linha, 321 cm³ de capacidade, DOHC (duplo comando de válvula) e arrefecimento líquido. Com objetivo de garantir bom desempenho em baixas e médias rotações e vigor em altos giros, os pistões da R3 são forjados e, segundo a marca, 10% mais leves que os pistões fundidos. Além disso, suportam temperaturas maiores e proporcionam respostas mais rápidas ao acelerador.

Com um diâmetro e curso dos pistões de 68 mm x 44,1 mm e uma taxa de compressão de 11.2:1, esse compacto motor é capaz de desenvolver 42 cavalos de potência a 10.750 rpm e torque máximo de 3,02 kgf.m aos 9.000 giros. O sistema de escapamento, no estilo 2 em 1, é inspirado na R6 e está posicionado próximo ao quadro, para melhorar a centralização de massa e deixar a moto mais ágil em mudanças de direção.

Leve e compacta
O chassi da R3 é construído em tubos de aço com o compacto motor fazendo parte da estrutura (tipo diamante). O peso de apenas 167 kg em ordem de marcha confirma sua filosofia de ser uma esportiva leve para o dia-a-dia. Para isso contribui também a baixa altura do banco - 780 mm do solo – que permite a pilotos de diferentes biótipos apoiarem os dois pés no chão.

Outra característica da R3 herdada de suas irmãs maiores é a longa balança traseira, herdada da YZF-R1. A peça apresenta menor variação na geometria do chassi durante a aceleração, curvas e frenagem, tornando a pilotagem mais estável. A suspensão traseira é monoamortecida, com 125 mm de curso, e ajuste na pré-carga da mola. Já na dianteira, os garfos telescópicos convencionais KYB com tubos de 41 mm de diâmetro têm curso de 130 mm, mas nenhum ajuste.

A miniesportiva tem rodas aro 17 de liga leve de 10 pontas, que são equipadas com pneus radiais nas medidas 110/70, na dianteira, e 140/70, na traseira. A frenagem fica por conta de um disco flutuante de 298 mm de diâmetro mordido por pinça de dois pistões, na frente; e disco simples de 220 mm de diâmetro acionado por pinça de um pistão na traseira.

Na pista: primeiras impressões
Coube ao piloto espanhol Jorge Lorenzo, da equipe oficial da Yamaha na MotoGP, a honra de apresentar o novo modelo no autódromo Velo Città, em Mogi Guaçu (SP). E, embora tenha a filosofia de ser uma esportiva para todos os dias, o primeiro contato com a YZF-R3 aconteceu na pista.

De perto, o bom acabamento surpreende e reforça o caráter diferenciado da R3. Ao montar na moto, seu porte compacto impressiona e o assento é realmente baixo. A posição de pilotagem é mais ereta do que aparenta ser, apesar dos semiguidões.

Ao girar a chave e dar partida, o ronco do motor é típico de um bicilíndrico tradicional. A embreagem é macia e facilita o engate da primeira marcha no câmbio de seis velocidades.

Logo na saída dos boxes, o motor mostra que tem algum torque em baixos giros, mas nada que surpreenda. Até que entro na pista e “enrolo” o cabo com vontade: os leves pistões fazem os giros crescerem rapidamente e acima de 7.000 rpm o propulsor demonstra seu vigor. Com a primeira marcha curta, logo se atinge essa rotação. Depois bastou manter os giros lá em cima em marchas mais altas para descobrir o caráter esportivo e o fôlego desse motor.

Até 9.000 rpm ainda há bastante torque para uma aceleração extra – ou uma ultrapassagem na estrada. Mas para ter a potência máxima (42 cv) é preciso fazer o motor chegar a quase 11.000 rpm no conta-giros de fácil leitura. No final de reta dos boxes, era possível alcançar mais de 160 km/h, antes de frear para a primeira curva. E os freios são bons, suficientes para parar a R3 com segurança.

A ciclística é outro ponto positivo do conjunto. Obediente e fácil de deitar, a R3 tem boa distribuição de peso – 50/50 em cada eixo, de acordo com a Yamaha – e mostrou-se bem equilibrada em curvas mais fechadas, por conta da curta distância entre-eixos, e estável nas de alta, em função da balança alongada. As suspensões, embora não tenham ajustes, são bem acertadas, porém macias demais para o uso esportivo. Somente em reduções mais bruscas, o quadro mostrou certa instabilidade, já que a embreagem não é deslizante como na Ninja 300.

Mercado
O bicilíndrico da Yamaha, em função de sua maior capacidade em relação às concorrentes, mostrou mais força em médios regimes, embora goste de girar alto. A posição de pilotagem menos esportiva deve ser boa para o uso urbano. O que confirma seu propósito de ser uma esportiva para todos os dias.

A nova YZF-R3 deve protagonizar uma briga interessante com a Kawasaki Ninja 300 pela preferência dos consumidores. Com motor mais potente, menos peso e praticamente o mesmo preço, a nova Yamaha quer alcançar a liderança no segmento. A previsão de vendas da fábrica é de 400/450 motos por mês, ou cerca de 5.000 unidades ao ano, de acordo com Marcio Hegenberger, diretor comercial da Yamaha Motor do Brasil. Uma meta que, caso se concretize, deixará a Ninjinha e suas 2.478 unidades vendidas em 2014 para trás.

Ficha Técnica
Yamaha YZF-R3
Motor Dois cilindros paralelos, oito válvulas, DOHC e arrefecimento líquido
Capacidade cúbica 321 cm³
Diâmetro x curso 68 x 44,1 mm
Taxa de compressão 11,2:1
Potência máxima 42 cv a 10.750 rpm
Torque máximo 3,02 kgf.m a 9.000 rpm
Câmbio Seis marchas
Transmissão final Corrente
Alimentação Injeção eletrônica
Partida Elétrica
Quadro Tubular em aço do tipo diamond
Suspensão dianteira Garfo telescópico convencional de 41 mm de diâmetro com 130 mm de curso
Suspensão traseira Balança monoamortecida com 125 mm de curso e ajuste na pré-carga da mola
Freio dianteiro Disco flutuante de 298 mm de diâmetro com pinça de dois pistões (ABS opcional)
Freio traseiro Disco simples de 220 mm de diâmetro com pinça de um pistão (ABS opcional)
Pneus 110/70-R17 (diant.)/ 140/70-R17 (tras.)
Comprimento 2.090 mm
Largura 720 mm
Altura 1.135 mm
Distância entre-eixos 1.390 mm
Distância do solo 160 mm
Altura do assento 780 mm
Peso em ordem de marcha 167 kg (179 kg com ABS)
Tanque de combustível 14 litros
Cores Azul/prata, vermelha e preta
Preço R$ 19.990 (R$ 21.990 com ABS)

- Vídeo de apresentação da Yamaha YZF-R3 com o piloto Jorge Lorenzo no Brasil



Fonte:
Agência Infomoto
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