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Teste: Yamaha Factor 2ª geração, praticidade e economia

14 de June de 2013
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Paulo Souza

A Yamaha iniciou no ano de 2000 as vendas de seu primeiro modelo popular com motor de quatro tempos, nomeada de YBR 125. Com o passar dos anos esta moto foi ganhando espaço no mercado e sofrendo alterações, a principal delas em 2008, quando recebeu um visual totalmente reestilizado passando a se chamar Yamaha YBR 125 Factor.

Desde então o modelo permaneceu o mesmo com poucas alterações, agora a Yamaha apresentou a segunda geração da Factor, que já está nas concessionárias disponíveis em quatro versões: K1 (versão básica de entrada) - R$ 5.390, K (versão básica) - R$ 5.690, E (partida elétrica) R$ R$ 6.120, ED (partida elétrica e freio dianteiro a disco) R$ R$ 6.490.

Mudanças

A Factor segunda geração recebeu diversas alterações, algumas bem vindas outras nem tanto. Durante o teste perguntamos para frentistas, amigos, e para alguns motociclistas o que eles notaram de diferença em relação à Factor modelo 2012. A grande maioria notou primeiramente a cor, no caso a branca em que estávamos usando. Na sequência perceberam o design da traseira e das laterais, que sofreram pequenas alterações, e só. Ninguém percebeu as outras mudanças da moto.

O design em geral melhorou, deixou o modelo mais moderno, ainda que sejam alterações sutis. Foi redesenhado o paralama dianteiro, os detalhes das aletas do tanque, a rabeta, além de receber um novo escapamento. Outro detalhe a elogiar é o painel, que trocou o conjunto de velocímetro e marcador de combustível com fundo preto das últimas gerações da Factor por um novo de cor branca, de melhor visualização.

Agora vamos falar dos detalhes e alterações que não gostamos na Nova Factor. Começando pela remoção do engine stop, um diferencial, que sua principal concorrente não possui e que equipava o modelo. Outro acessório que deixou de existir foi o lampejador de farol alto, muito útil em uma pilotagem noturna.

Além destes pequenos itens, a Factor Nova Geração também eliminou o cavalete central, optando por deixar apenas o pedal de descanso. Outro detalhe que também mudou e poucos perceberam foi o suporte da pedaleira do garupa, no modelo anterior a versão ED, possuía um desenho moderno e com material diferente, já as versões 2014, estão equipadas com o mesmo suporte dos modelos básicos da primeira Factor, de ferro e pouco estilizado.

Todas estas alterações são para justificar a redução de preço do modelo, que a nosso ver não foi bem acertada, pois a versão completa que custava R$ 6.920, baixou apenas R$ 430 reais. Se fossemos instalar por conta os acessórios perdidos da última versão o valor seria muito maior.

Tradição

A Factor Nova Geração seguiu a tradição e manteve o propulsor de 124 cm³, ainda alimentado por carburador e refrigerado a ar. Portanto os números de potência e torque permaneceram o mesmo, são: 10,2 cv de potência a 7.800 rpm e torque de 1,0 kgf.m a 6.000 rpm. Todas as características mecânicas permaneceram no modelo, já conhecido pelos motociclistas.

Possui um motor macio com baixos índices de vibrações e seu destaque fica por conta da economia. Durante o teste a Factor Segunda Geração fez a média de 38 km/l de combustível andando dentro do perímetro urbano. Ressaltando que o modelo do teste era zero quilômetro e estava em fase de amaciamento, não duvide que esta moto tenha potencial de ultrapassar os 40 km/l.

Fidelidade/Conclusão

A Yamaha anunciou junto do lançamento da Factor Segunda Geração a revisão com preço fixo, com intuito de deixar o consumidor atento aos valores que irá gastar com a moto.  Uma boa novidade para o consumidor, que ficará sabendo os preços o da primeira à sétima revisão, ou seja, até os 18 mil km rodados.

Os preços ficaram assim: 1ª revisão com 1.000 km, como custo de R$ 21; a segunda com 3.000 km por R$ 21; a terceira com 6.000 km por R$ 116; a quarta com 9.000 km por R$ 116; a quinta com 12.000 km por R$ 157; a sexta com 15.000 km  e a sétima com 18.000 km saem por R$ 116.

Apesar da renovação, a Yamaha pecou em retirar alguns itens da Nova Factor. Mesmo assim, esta moto segue sendo uma boa opção para a cidade, pois reúne o conforto e a praticidade, além de ser muito econômica. Basta escolher uma das versões disponíveis e se livrar do trânsito e do transporte público.

O jornalista utilizou no teste capacete LS2, jaqueta, calça, botas e luvas Alpinestar

Ficha Tecnica

Motor: monocilíndrico
Cilindrada: 125 cc    
Diâmetro x curso: 54 x 54 mm    
Taxa de compressão: 10:1    10:1
Potência máxima: 10,2 cv (7800rpm)
Torque máximo: 1,13 kgf.m a 6.000 rpm
Sistema de lubrificação: Cárter úmido
Alimentação: Carburador BS 25 Mikuni     
Embreagem: Multidisco banhado a óleo    
Câmbio: 5 velocidades, engrenagem constante
Sistema de ignição: Eletrônica Digital (CDI)    
Sistema de partida: Elétrica
Transmissão primária: Engrenagens    
Transmissão secundária: Corrente
Bateria: 12 V x 5,5 Ah    
Chassi: Diamond    
Suspensão dianteira / curso Telescópica / 120 mm    
Suspensão traseira / curso Braço oscilante, 2 amortecedores, mola helicoidal, 5 regulagens de carga / 105 mm    
Ângulo de cáster: 26º20′    
Freio dianteiro: Tambor de 130 mm de diâmetro    
Freio traseiro: Tambor de 130 mm de diâmetro    
Pneu dianteiro: 2,75 – 18 42P Metzeler ME 22    
Pneu traseiro:  90/90 – 18 57P Metzeler ME 22    
Comprimento x Largura x Altura: 1.980 X 760 X 1.080 mm    
Distância entre eixos 1.290 mm    
Altura do assento: 780 mm    
Altura mínima do solo: 175 mm    
Peso seco: 112 Kg    
Capacidade do óleo do motor: 1,2 litros    
Capacidade do tanque de combustível: 13 litros   

Fotos: Leandro Lodo



Fonte:
Equipe MOTO.com.br
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