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Teste Triumph Tiger 800: A irmã indicada para o asfalto!

24 de November de 2014
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Paulo Souza

Desde que iniciou suas operações no Brasil a Triumph vem conseguindo conquistar aos poucos o público das duas rodas, isso por que, possui diversos modelos de vários segmentos e com opções distintas de preços. Nosso teste da vez trás a Tiger 800, um bom exemplo para mostrar a filosofia da marca, que oferece preços competitivos com versões mais simples, porém com o mesmo chassi e motor, que pode atender um bom público.

Lançada um pouco depois da Tiger 800 XC, o modelo mais simples chega para ser a versão de entrada da     linha Adventure. Apesar de conter rodas e suspensões diferentes que sua irmã mais velha, ela não abre mão do conforto e do espírito de aventura presente na linha 800. Confira todos os detalhes deste modelo, que vai aos mesmos lugares que a XC, porém com um preço menor, em mais um teste do Moto.com.br!

Semelhanças

Com a mesma estrutura de chassi e motor que a Tiger 800 XC, este modelo possui as mesmas configurações, com o famoso propulsor de três cilindros de 799 cm³, que alcança potência máxima de 95 cv e torque de 8,06 kgfm, ou seja, a velocidade final, entrega de potência e força é igual ao da sua irmã.

Alias, vale resaltar e destacar a facilidade de condução desta moto com este propulsor, ele despeja a potência de forma progressiva sem dar sustos ao piloto, mas ao mesmo tempo em que os giros vão subindo ela vai mostrando todo o seu potencial. A partir dos 4 mil rpms ela começa a falar mais alto, porém, mesmo em baixa rotação ela é forte o bastante para encarar o dia a dia.

A posição de pilotagem também não muda muita coisa, apesar de ser mais baixa a Tiger 800 possui um entre eixo um pouco menor também e cinco quilos a menos que a versão XC, isso faz a moto ser bem fácil de ser pilotada, principalmente em mudanças rápidas de direção. Ela pode ser facilmente guiada por pessoas de baixa estatura, a Tiger 800 possui banco ajustável em duas alturas, sendo 810 mm e 830 mm de distância do solo. Já o modelo XC possui alturas de 845 mm e 865 mm.

É uma moto extremamente confortável, seja na estrada em viagens ou mesmo na cidade, onde seu elástico motor consegue rodar em sexta marcha em baixas velocidades em dar trancos e economizando combustível. Rodando em trecho misto com 70% cidade e 30% estrada o consumo médio ficou em 16,5 km/l de combustível. Dependendo da mão do piloto é possível chegar aos 20 km/l com este modelo.

Detalhes

O design da Tiger 800 agrada desde a primeira vista, ela possui um desenho muito semelhante à versão XC, porém, com rodas de liga leve e com um paralama superior muito menor. Os pneus são mais largos com medidas de 100/90 19 na dianteira e 150/70 17 na traseira e são mais voltados para o asfalto.

O conjunto de freios é o mesmo em ambas as versões e agrada. Com seu ABS de série ela vem equipada com dois discos de 308 mm na dianteira, mordidos por pinças flutuantes de dois pistões, já na traseira possui um disco simples de 255 mm com pistão único, ambos da marca japonesa Nissim, um freio bastante preciso para qualquer ocasião.

O painel de instrumentos é o mesmo da XC e conta com medidor de combustível, indicador de marcha, computador de bordo, relógio e hodômetros digitais e conta-giros analógico, além de um gerador com 645 W de série, que permite a instalação de acessórios elétricos.

A Tiger 800 está disponível em três cores, Branco Crystal, Preto Phantom e Azul Sapphire e conta com inúmeros acessórios disponíveis para ela, como protetores de mão, cavalete central, paralama elevado entre outros.

Desfecho

A Triumph reuniu nesta motocicleta o motor e chassi da versão XC e deixou a moto com inúmeras características semelhantes e positivas entre elas, porém com o preço de 3.500 reais mais barato. Para quem não arrisca uma aventura fora de estrada ela supre todas as necessidades para ser utilizada no dia a dia e também em viagens e é uma opção interessante.

O modelo Tiger 800 agradou e mostrou mais uma vez a política adotada pela fabricante em manter motos semelhantes com preços mais competitivos para um público que se encaixe nestas características. Com o espírito de aventureira ela vai bem na cidade, mas sua cara é mesmo na estrada!

O jornalista utilizou no teste capacete LS2, Jaqueta, calça, luvas e botas Alpinestar

Ficha Técnica

Motor: 12 válvulas, DOHC, três cilindros em linha, refrigeração líquida.
Cilindrada:  799 cc
Diâmetro/Curso: 74 x 61,9 mm
Potência Máxima: 95 cv a 9.300 rpm
Torque Máximo: 79 Nm a 7.850 rpm
Alimentação: Injeção eletrônica multiponto sequencial
Capacidade de Óleo: 3,7 litros
Transmissão: Câmbio 6 marchas
Transmissão Final: Corrente x ring
Embreagem: Hidráulica, multi-discos.
Chassi:     Quadro Trellis de aço tubular
Braço Oscilante: Bilateral, liga de alumínio fundido.
Roda Dianteira: Liga de alumínio fundido com 10 raios. 19x2.5 polegadas
Roda Traseira: Liga de alumínio fundido com 10 raios 17x4,25 polegadas.
Pneu Dianteiro: 100/90 ZR19
Pneu Traseiro: 150/70 ZR17
Suspensão Dianteira: Garfos invertidos Showa de 43 mm, 220 mm de curso.
Suspensão Traseira: Monoshock Showa com reservatório de óleo remoto, pré-carga ajustável hidraulicamente, ajuste de amortecimento rebote, 170 mm de curso da roda traseira.
Freio Dianteiro: Discos duplos flutuantes de 308 mm, pinças flutuantes Nissin de dois pistões, com sistema ABS.
Freios Traseiro: Disco único de 255 mm, pinça flutuante de pistão único Nissin, com sistema ABS.
Pinel: Pacote de instrumentos multifuncional em LCD, com velocímetro digital, computador de bordo, tacômetro analógico, indicador de marchas, medidor de combustível e indicador de manutenção.
Capacidade do Tanque de Combustível: 19 litros
Comprimento:     2.215mm
Largura: 795 mm
Altura sem espelhos retrovisores: 1.350 mm
Altura do Assento: 810 mm e 830 mm
Distância entre Eixos: 1.530 mm
Ângulo de inclinação/Distância horizontal: 23,9°/92,4 mm
Peso (tanque de combustível cheio): 210 kg

Fotos: Marcio Viana 

 



Fonte:
Equipe MOTO.com.br
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