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Teste Triumph Daytona 675R: Emoção em qualquer lugar!

07 de November de 2013
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Paulo Souza

A Daytona 675 sempre foi um modelo de sucesso pelo mundo, até mesmo aqui no Brasil, quando ainda era comercializada através de importação. Com a chegada oficial da Triumph em terras canarinhas, iniciou-se a produção deste modelo em Manaus através do sistema CKD, o que barateou o custo e empolgou os fãs desta esportiva.

O que também fez brilhar os olhos dos motociclistas foi a transformação do modelo, totalmente reestilizado com novo chassi, maior potência do motor e novos conjuntos de suspensões. Após o teste das primeiras impressões na pista, foi a vez de testar a moto em território urbano. Confira como ela se comportou em mais um teste do Moto.com.br!

Radical
Em qualquer território é impossível não sentir emoção com a Daytona 675R, ela é aquela moto que você não quer largar mais, nem para ir à padaria. Levando em consideração é claro, que ela é uma superesportiva e sua posição de pilotagem não é confortável para o dia a dia.

Seja na saída do semáforo, na acelerada após o pedágio ou mesmo na linha de largada da pista, esticar as duas primeiras marchas da Daytona 675R é uma sensação incrível, que mistura velocidade com um lindo ronco do seu motor três cilindros, o que te faz querer andar o dia todo.

No entanto, é preciso tomar cuidado e dosar bastante o acelerador quando está circulando em vias urbanas, pois qualquer acelerada mais forte com certeza você estará bem acima do limite de velocidade da pista, mesmo se ela for de 120 km/h. Esta moto possui uma retomada incrível, é jogar uma marcha pra baixo e acelerar que sentirá toda a força e potência de um motor três cilindros.

Mais um detalhe incrível é a sua agilidade, com a nova centralização de massa do modelo quando entramos nas curvas ou utilizamos o limite do motor nas retas a moto permanece muito estável, sua ciclística é muito bem acertada. Porém, sua posição de pilotagem é bastante agressiva totalmente voltada para a radicalidade das pistas.

Motor
As características do motor três cilindros faz da Daytona 675R uma forte concorrente na categoria 600cc, isso por que possui uma potência incrível semelhante aos modelos de quatro cilindros e força intermediária de um motor dois cilindros. Também houve mudanças nas peças internas do motor permitindo maior potência e menor peso.

Com isso, a moto ficou um quilo mais leve pesando 184 quilos em ordem de marcha e teve um aumento para 128 cv de potência e torque de 7,64 kgm.f. Contra suas concorrentes o fator peso potência e um maior índice de torque deixa esta inglesa no topo da lista.

Além deste incrível motor a Daytona 675R recebeu novo chassi e novas suspensões de primeira linha da marca Öhlins, com bengalas invertidas na dianteira e monoamortecida na traseira. Ambas com regulagens, elas trabalham da forma que desejar, seja para o uso nas pistas ou para viagens e passeios aos finais de semana, basta acertar de acordo com seu peso e proposta de pilotagem.

Tecnologia
A tecnologia aplicada pelos ingleses nesta esportiva também favorece e muito os amantes de velocidade, para começar sua embreagem é do tipo deslizante com slip-assist, que previne o travamento da roda traseira, é uma “manteiga”. Para quem a utiliza em pistas o sistema de transmissão quick-shift de mudança rápida das marchas faz a emoção ficar ainda mais forte, pois você não precisa soltar o acelerador para passar as marchas. Experimente esta sensação em uma reta e vai sentir a diferença na hora de baixar seu tempo na pista.

Outro item interessante para quem anda em circuitos é o sistema de freio equipado com ABS de série, ele possui três funções diferentes, você pode optar por desligar, manter o sistema acionado ou então utilizar o modo racing, indicado para as pistas. Neste módulo permite que você utilize os freios quase em seu limite e se errar na dose ela evita o travamento da roda. Não há do que reclamar sobre este item, bastante preciso nas duas funções.

Conclusão
Não há dúvidas, a Daytona 675R é uma forte concorrente no mercado das médias esportivas. Toda sua potência em conjunto com sua agilidade garante grandes emoções aos pilotos. Ela é bastante precisa e esperta principalmente nas mudanças rápidas de direção e esta pronta para as pistas.

Quem desejar optar por um modelo esportivo, mas que não irá utilizar em pistas pode encontrar a partir de março de 2014 a versão mais básica da Daytona 675, que foi apresentada durante a 12ª edição do Salão Duas Rodas, ainda sem preço definido. Os principais detalhes que as diferenciam são o conjunto de suspensões e freios, inferiores a versão R.

Com o preço sugerido de R$ 48.690, a Daytona 675R provoca uma grande dúvida para os motociclistas que desejam uma esportiva de média cilindrada, uma vez que suas concorrentes estão com preços mais elevados, como exemplo, a Honda CBR 600RR por R$ 50.900 (ABS) e a Kawasaki ZX-6R por R$ 52.990 (ABS). Para ficar totalmente completa faltou apenas o sistema de controle de tração.

O jornalista utilizou no teste capacete LS Carbon, Macacão e luvas Race Tech e bota Dainese.

Cotação de Seguro (*)
À vista: R$ 4.511,53
Franquia: R$ 3.790,14
Seguro somente contra roubo/furto
A vista R$ 2.719,00

(*) Perfil médio: Homem, 25 a 35 anos, casado, sem filhos, com garagem em casa e no trabalho, morador de São Paulo e com residência em região razoável (bairro da zona sul ou zona oeste, por exemplo).

Agradecimento
Cycle Assessoria e Corretora de Seguros
(11) 3159-0733
www.cycleseguros.com.br

Ficha Técnica:

Motor: Refrigeração líquida, 12 válvulas, DOHC, três cilindros em linha.
Cilindrada: 675 cc
Diâmetro x Curso: 76 x 49,6 mm
Potência máxima: 128 cv a 12.500 rpm
Torque máximo: 74 Nm a 11.900 rpm
Alimentação: Injeção eletrônica multiponto sequencial, com dois injetores por cilindro
Capacidade de óleo: 3,6 litros
Marchas: 6 marchas
Transmissão final: Corrente
Embreagem: A banho de óleo, com discos múltiplos deslizantes.
Chassi Quadro: Dianteiro com perfil de alumínio com dupla viga e traseiro com duas peças fundidas sob alta pressão.
Roda dianteira: Liga de alumínio fundido, de cinco raios, 17 x 3,5 polegadas.
Roda traseira:  Liga de alumínio fundido, de cinco raios, 17 x 5,5 polegadas.
Pneu dianteiro: 120/70 ZR17
Pneu traseiro:  180/55 ZR17
Suspensão dianteira: Öhlins de 43 mm, garfos NIX30 invertidos com regulagem de amortecimento de pré-carga, rebote e compressão de alta/baixa velocidade, curso de 120 mm.
Suspensão traseira:  Amortecedor único Öhlins TTX36 Twin Tube com dois cilindros internos e com reservatório, regulagem de amortecimento de rebote e compressão, curso de 133 mm.
Freio dianteiro: Discos flutuantes duplos de 310 mm, pinças radiais em monobloco com 4 pistões Brembo, sistema ABS regulável como item de série.
Freio traseiro: Disco único de 220 mm, pinça de pistão único Brembo, sistema ABS regulável como item de série.
Painel Funções: Pacote de instrumentos com tela de LCD multifunções, velocímetro digital, medidor de combustível, computador de bordo, conta-giros analógico, contador de volta, indicador de marcha engatada, luzes de mudança de marchas programáveis, relógio, preparação para instalação de Sistema de Monitoramento de Pressão dos Pneus e sistema de freios ABS.
Equipamentos de série
Painéis internos do cockpit em fibra de carbono, para-lama dianteiro de fibra de carbono, para-lama traseiro do tipo hugger, câmbio com sistema quick-shift com o recurso e imobilizador com código de chave.
Tanque de combustível: 17,4 litros
Comprimento: 2.045 mm
Largura: 695 mm
Altura: 1.112 mm
Altura do assento:  830 mm
Distância entre eixos:  1.375 mm
Ângulo de inclinação/Distância horizontal    23°/87,9 mm
Peso (ordem de marcha): 184 kg
Garantia: 2 anos, sem limite de quilometragem.

Fotos: Aladim Gonçalves/Cine Photo/Stephan Solon



Fonte:
Equipe MOTO.com.br
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