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Teste: Triumph acrescenta tecnologia à Tiger Sport

19 de October de 2016
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Lançada no Brasil há dois anos, a Triumph Tiger Sport é mais uma representante do segmento de aventureiras esportivas. Com motor tricilíndrico, chassi de alumínio e monobraço traseiro, traz design e desempenho que fazem faz jus ao seu sobrenome Sport dentre as aventureiras da família Tiger – composta pela Tiger 800 e a Tiger Explorer 1200.
 
Renovado para esse ano, o modelo chega a sua terceira geração e desembarca no Brasil com diversas novidades. O motor de 1.050 cc foi atualizado, como na Speed Triple R, e traz acelerador eletrônico, modos de pilotagem e controle de tração. Uma boa dose de eletrônica embarcada para justificar o aumento de preço: passou dos antigos R$ 45.990 somente com freios ABS para R$ 52.990. 

Face-lift discreto
O conjunto óptico duplo que caracteriza a Tiger Sport foi mantido e ainda não traz faróis de LED. Visualmente, os grafismos são mais atuais, assim como a nova opção de cor preto fosco com detalhes amarelos, que enche os olhos ao vivo. Há também uma opção prata com detalhes vermelhos. 



Destaque para o novo desenho do para-brisa, agora fumê e com difusores laterais, além da inclusão de protetores de mãos maiores e espelhos retrovisores redesenhados. O acabamento da roda traseira, em alumínio, contrasta bem com o motor agora pintado de preto. O painel também é novo, com visor LCD que informa a velocidade, médias de consumo, marcha engatada e outros dados. Já o conta-giros, analógico, tem boa dimensão. Agora a moto oferece, além da tomada 12V frontal, uma entrada USB sob o assento.

Primeiras impressões
O primeiro contato com a nova versão da aventureira esportiva inglesa aconteceu em seu habitat natural: o bem cuidado asfalto da Rodovia dos Imigrantes, que liga a capital paulista ao litoral. A primeira impressão ao rodar com essa Triumph é de uma moto madura, que passou por retoques visuais mas não perdeu suas raízes; leia-se uma tocada esportiva e confortável. 

Logo ao dar a partida, nota-se que o motor atualizado está mais suave, sem ecoar tão alto aquele “zunido” característico do motor “triplo”. O ronco esportivo do novo escapamento em aço inox, que tem fluxo interno 38% mais livre, instiga a acelerar. 

O motor passou por pouco mais de 100 mudanças internas e, entre elas, as mais marcantes são: o novo cabeçote de duplo comando com refrigeração otimizada (além de radiador de água maior); taxa de compressão aumentada (de 12 para 12,25:1) e um sistema de injeção eletrônica aperfeiçoado; inclusive com novos bicos injetores. 



Junto do acelerador eletrônico, o resultado é um motor mais “cheio”, que oferece força já perto das 4.000 rpm e “cresce” rápido de giro. Apesar de ganhar apenas 1 cavalo extra (de 125 para 126 cv, a 9.475 rpm), o torque máximo – 10,81 kgf.m a 7.000 giros – impressiona, com uma curva mais plana e mais força desde os baixos regimes. 

Após rodar cerca de meia hora, o panorama é de uma mecânica que “casa” melhor com a Tiger do que com a Speed Triple R. Porém, fica a sensação de que poderia ter mais potência. Até por que a restrição para atingir os 140 cv da naked com quem divide seu motor é apenas eletrônica. 

Uma bem-vinda evolução é a possibilidade de escolher entre os três modos de condução: Sport, o mais bruto; Road e Rain, os quais reduzem a potência para 110 cv em pisos escorregadios. Outras novidades são os controles de elevação da roda (anti-wheeling) e controle de tração, ambos podem ser desligados, e o cruise control (piloto automático). 



A embreagem passa a ser do tipo assistida e deslizante, com promessa de acionamento 48% mais leve ao manete. Embora o sistema a cabo esteja mais leve, não aparenta estar assim tão suave. No entanto, as seis marchas têm engates precisos e um escalonamento adequado a estradas, com a última mais longa – fazendo o motor girar 5.000 rpm a 120 km/h. 

Frenagens são potentes, graças ao sistema Nissin com duplo disco dianteiro (de 320 mm), e disco traseiro de 225 mm. O sistema antitravamento (ABS) revelou precisão. 

A proteção aerodinâmica desta Tiger é positiva e longe de ser exagerada. Agrada o conforto ao pilotar, com tanque largo que encaixa bem entre as pernas e leva 20 L, além do guidão alto e largo. Assento manteve-se largo e espaçoso, com mesma altura de 830 mm do solo, enquanto as pedaleiras receberam acabamento mais esmerado.



Suspensões revelam ação progressiva e permitem ajustes diversos, com bengalas dianteiras invertidas e monoamortecedor traseiro. Os pneus nas rodas de liga-leve de 17 polegadas agora são os Pirelli Angel ST, de medidas 180/55 (traseiro) e 120/70 na frente. Para a nova Tiger, a marca terá 38 acessórios originais, entre eles a ponteira da grife Arrow, 2,3 kg mais leve, e malas diversas. 

Com garantia de dois anos, a Triumph projeta vender cerca de 15 unidades ao mês da nova Tiger Sport em 2017. Como principais concorrentes dessa inglesa estão a Yamaha MT-09 Tracer (R$ 47.329), BMW S 1000 XR (R$ 70.700) e Ducati Multistrada 1200 ABS (a partir de R$ 62.900).

FICHA TÉCNICA 
Triumph Tiger Sport 2016
Motor: Três cilindros em linha, 12 válvulas, DOHC, com refrigeração líquida
Capacidade cúbica: 1050 cm³
Potência máxima: 126 cv a 9.475 rpm
Torque máximo: 10,61 kgf.m a 4.300 rpm
Câmbio: Seis marchas
Partida: Elétrica 
Transmissão final: Corrente
Alimentação: Injeção eletrônica multiponto sequencial
Quadro: Dupla trave superior em alumínio
Suspensão dianteira: Garfo telescópico invertido Showa com 43 mm de diâmetro totalmente ajustável com 140 mm de curso
Suspensão traseira: Monobraço com um conjunto de mola e amortecedor Showa totalmente ajustável com 155 mm de curso
Freio dianteiro: Disco duplo de 320 mm de diâmetro e pinça de fixação radial Nissin com quatro pistões e sistema ABS
Freio traseiro: Disco de 255 mm de diâmetro e pinça Nissin de dois pistões com ABS
Pneu dianteiro: 120/70 ZR 17 
Pneu traseiro: 180/55 ZR 17 
Comprimento total: 2.150 mm
Largura total: 850 mm
Altura total: 1.330 mm (sem os espelhos retrovisores)
Distância entre eixos: 1.540 mm
Altura do assento: 830 mm
Tanque de combustível: 20 litros
Peso em ordem de marcha: 218 Kg
Cores: Preta e prata
Preço: R$ 52.990

TEXTO: Guilherme Silveira / Agência INFOMOTO 
FOTOS: Divulgação



Fonte:
Agência Infomoto
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