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Teste Suzuki GSX-R 1000: Um convite para as pistas

05 de March de 2014
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Paulo Souza

A Suzuki lançou durante o último Salão Duas Rodas, a nova GSX-R1000, uma superesportiva equipada com o conhecido motor SRAD quatro tempos de 1000 cm³, quatro cilindros em linha, com 16 válvulas e refrigeração líquida.

Com visual renovado e novo grafismo a principal mudança estética ficou em seu escapamento, que deixou de ser duplo voltando a ser único. O Banco continua o mesmo, mas a opção de monoposto já não existe mais e o sistema de freios foi substituído por um mais eficiente. Para avaliar melhor esta moto fomos até a pista e tiramos nossas conclusões, confira!

Comportamento
Com toda sua história nas pistas não poderíamos testar esta moto fora dela. Com o apoio da Motoschool conseguimos utilizar o Autódromo de Interlagos para acelerar esta máquina japonesa e avaliar seu comportamento com as mudanças que recebeu.

O seu propulsor não teve alterações e continua sendo o velho conhecido SRAD capaz de gerar 185 cv de potência a 11.500 rpm e torque de 11,9 kgf.m a 10.000 rpm. Um verdadeiro canhão esportivo japonês, que convida o piloto para as pistas. Seu comportamento em baixas rotações é suave, não assusta o piloto, agora conforme os giros vão subindo a “brincadeira” vai ficando mais emocionante.

Na reta principal de Interlagos em quarta marcha ela ultrapassa os 240 km/h, quem tiver habilidade para frear em cima da curva pode engatar marcha e chegar próximo a 280 ou 290 km/h.

A moto é indicada para quem já tem um pouco de experiência nas pistas para aproveitar o máximo que ela pode oferecer. Sem controle de tração, ela dispõe apenas de três modos de pilotagem, que pode te dar 100% do motor, ou tirar cerca de 30% de sua potência, o que ajuda para pilotos menos habilidosos e pilotagens em dias de chuva, por exemplo.

Na estrada apesar do desconforto que uma esportiva oferece da para encarar uma viagem de média distância tranquilamente, principalmente se tratando de uma superesportiva com motor de 1000 cc na mão. Rodando em 6ª marcha a 120 km/h o motor roda a 5.000 giros, e basta acelerar para que este número dispare. Mesmo em marchas elevadas seu torque garante boas respostas.

Ciclística
Andar com um modelo esportivo é sempre um prazer para os amantes de velocidade, principalmente quando se tem a oportunidade de andar na pista, onde podemos fazer curvas que não vemos nas estradas. Neste quesito a GSX R1000 se saiu super bem e bastante eficiente.

Seu conjunto de suspensões permite que o piloto faça as curvas de forma linear, sem dar aquelas chacoalhadas e mantendo uma estabilidade muito boa. Ela vem equipada com conjunto Showa com regulagens de fácil acesso.

Na dianteira ela utiliza o sistema BPF (Big Piston Front forks), no qual as válvulas de compressão e retorno correm diretamente dentro do tubo interno, sem a necessidade de cartucho interno. Na traseira os ajustes podem ser feitos no retorno, compressão e na pré-carga da mola.

O modelo apesar de ser esportivo desperta interesse de diversos públicos motociclistas e mesmo não indicado para transitar na cidade, a moto encara bem o trânsito. Claro, que vai ter suas limitações de esterço, porém, por possuir fácil condução e ser dócil em baixas rotações ela te permite transitar na cidade. E os seus espelhos retrovisores apesar de fixos são pequenos e permitem passar entre os carros.

Mudanças
Além do visual renovado a superesportiva da Suzuki recebeu algumas modificações que melhoraram ainda mais o seu conjunto. A principal delas foi a substituição dos freios, que passou a ter pinças da marca Brembo, sendo disco duplo na roda dianteira e simples na traseira.

Este sistema é extremamente eficiente para frear esta máquina, porém, ainda não possui o sistema ABS, que chegou para equipar a Hayabusa. Na pista ele foi suficiente para frear a moto nas diversas vezes que utilizei, mas, mangueiras com aeroquip poderiam deixá-los ainda mais eficientes evitando a fadiga dos freios.

O painel foi um item que permaneceu igual, com hodômetro total e dois parciais, temperatura do líquido de arrefecimento, alerta de pressão do óleo e seleção do mapa de gerenciamento do motor escolhido. Além disso, para quem anda na pista está disponível um cronômetro de volta e um shift light, que sinaliza que o motor está perto do corte de giro. Faltou somente um marcador de combustível, possui apenas um alerta da reserva.

Conclusão
A GSX R 1000 é sem dúvidas uma moto com tradição e com qualidade já conhecida nas pistas há muito tempo. Ela continua com suas características positivas destacando-se o conjunto motor e ciclística apurada, que deixa a moto na “mão” do piloto. A versão 2014 continua praticamente a mesma, porém com freios mais precisos e com um visual mais bonito.

O único ponto a discutir além da falta de tecnologia aplicado ao modelo é o seu preço praticado. Ela sai por R$ 58.900, o que a deixa na mesma faixa de preço de suas concorrentes. Cada uma possui suas características e tecnologias embarcadas, a Suzuki provou mais uma vez que tem potencial para esta briga. A GSX-R 1000 esta de cara nova e pronta para as pistas!

O jornalista utilizou no teste macacão e luvas Race Tech, Capacete LS2 Carbon e botas Dainese

Agradecimento
Escola de Pilotagem Motoschool
(11) 5524-5684
www.motoschool.com.br

Ficha Técnica
Motor: SRAD 4 tempos, 4 cilindros em linha, 16 válvulas, DOHC, refrigeração líquida
Cilindradas: 999 cm³
Diâmetro X Curso: 74,5 x 57,3mm
Taxa de compressão:12,8:1
Sistema de lubrificação: Cárter úmido
Sistema de Partida: Elétrica
Alimentação: Injeção eletrônica
Tipo de ignição: Eletrônica
Potência máxima: 185 hp (métrico) a 11.500 rpm
Torque máximo: 11,90 kgf.m a 10.000rpm
Transmissão: 6 Velocidades
Sistema de transmissão: Corrente
Suspensão Dianteira: Telescópica invertida de amortecimento hidráulico, mola helicoidal
Suspensão Traseira: Balança articulada, tipo link de monoamortecimento hidráulico, mola helicoidal, com ajuste de pré-carga da mola, ajustes de forças de retorno e compressão
Freio Dianteiro: Disco duplo
Freio Traseiro: Disco simples
Comprimento Total: 2.045 mm
Largura Total: 705 mm
Altura Total: 1.130 mm
Distância entre Eixos: 1.405 mm
Distância do Solo: 130 mm
Altura do Assento: 810 mm
Peso (ordem de marcha) 203 kg
Pneu Dianteiro: 120/70 ZR17 M/C (58W), sem câmara
Pneu Traseiro: 190/50 ZR17 M/C (73W), sem câmara
Tanque de Combustível: 17,5 litros
Óleo do Motor: 3,3 litros (com troca de filtro)

Fotos: Marcelo Alves/Paulo Souza



Fonte:
Equipe MOTO.com.br
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