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Teste: Street 750 traz sangue novo à Harley-Davidson

28 de January de 2015
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Arthur Caldeira

Quadro e motor novos, design jovial e acabamento simples. Assim é a Harley-Davidson Street 750, o primeiro modelo realmente inédito apresentado pela fábrica americana desde que a V-Rod chegou ao mercado em 2001. Além de ser uma novidade no portfólio da H-D, a linha Street tem como objetivo trazer “sangue novo” para a marca, ou seja, atrair novos consumidores. Focada em um público mais jovem e urbano – e menos endinheirado – a família Street, chamada de XG pela marca, é a mais acessível entre todas as motos Harley-Davidson à venda em todo o mundo. Lançada na Europa e nos Estados Unidos em 2014, tive a oportunidade de experimentar o modelo de 750cc durante o lançamento mundial da linha 2015 da marca realizado na Califórnia, Estados Unidos. 

Não por acaso, a linha Street - há também um modelo de 500 cc - utiliza o motor Revolution X, derivado do propulsor da V-Rod, desenvolvido em parceria com a Porsche. São dois cilindros dispostos em “V” a 90° com quatro válvulas por cilindro e refrigeração líquida – como é praxe, a Harley divulga apenas o torque máximo de 6,1 kgf.m a 4.000 rpm, mas não revela a potência.

Além do motor mais moderno, a Street aposta em um visual mais jovem e urbano. Não há muitos cromados e a cor preta domina do motor à ponteira única de escapamento. A pequena carenagem que cobre o farol remete às motos personalizadas, assim como as sanfonas que cobrem as bengalas dianteiras. Um design bem minimalista, na linha Dark Custom, que caracteriza modelos como a Sportster Iron 883, a Forty-Eight e a Street Bob.

Urbana
Ao montar na Street 750, seu porte esguio chama a atenção. As pernas abraçam com facilidade o tanque arredondado e com capacidade para 13,1 litros. O assento, largo, fica somente a 70,9 cm do solo e até mesmo os mais baixos apóiam os pés no chão com facilidade. Tudo pensado para rodar na cidade, afinal a engenharia e o marketing da Harley não cansam de ressaltar que a Street foi projetada para o ambiente urbano.

A posição de pilotagem confirma a proposta: as pedaleiras ficam no centro da moto e o guidão é baixo. Com isso, o piloto assume uma posição semelhante à das nakeds, quase curvado à frente. Bom para proporcionar agilidade na pilotagem, porém não muito confortável para longas viagens.

Para dar partida no motor, os já conhecidos punhos da H-D utilizado em outros modelos. O Revolution X desperta discretamente. O ronco é contido – mais ainda por rodarmos nos modelos homologados para a Califórnia – e a vibração menor do que em outros motores da marca, como o Evolution usado na família Sportster.

No pedal de câmbio, a primeira marcha entra com uma facilidade surpreendente. São seis marchas de engates suaves para os padrões da Harley. A resposta do motor é linear, sem sustos e capaz de acompanhar o fluxo das estradas com limites de 55 e 60 milhas por hora – aproximadamente 100 km/h. Só mesmo em uma subida de serra, foi necessário reduzir para não perder o ritmo.

Peso “pena”
Sua ciclística segue o tradicional – quadro tubular em aço, garfo telescópico na dianteira, e balança com bi choque, na traseira. Embora pese 222 kg em ordem de marcha, a Street 750 é a mais leve da linha H-D. A Iron 883, por exemplo, marca 255 kg na balança. Com isso, a Street 750 serpenteia com facilidade pelas curvas da sinuosa estrada californiana com facilidade. As pedaleiras centralizadas e altas não paspam no asfalto com tanta frequência.

Os freios são bem simples, aliás, como tudo na moto. Um disco simples de 292 mm de diâmetro na frente e outro de 260 mm atrás – ambos com pinça de pistão duplo. O sistema ABS não está disponível nem como opcional. Mas, o conjunto presente dá conta do recado, já que a Street é “leve” e seu desempenho, comedido.

Espartana demais
Pude rodar cerca de 100 milhas (160 km) pelas estradas da costa oeste americana – mais que isso já seria um incômodo, afinal a posição de pilotagem não é das mais confortáveis. É preciso ter em mente que se trata de um modelo urbano para curtas viagens. Dentro desta proposta, a Street 750 cumpre o que promete: fácil de pilotar, ágil na cidade e com um visual mais jovem. A Harley ainda promete um consumo de 18 km/litro, bom para um motor V2 de 750cc.

Porém, essa nova H-D peca no acabamento: há conectores e fios aparentes e por todo lado, onde nota-se a “economia” do projeto. O resultado é o preço: a partir de US$ 7.499 dólares (cerca de R$ 19.500) nos Estados Unidos. Ou US$ 900 a menos do que a Iron 883 (US$ 8.399), modelo também à venda no Brasil por R$ 34.100. Por um simples cálculo, a Street 750, caso viesse para nosso mercado, deveria custar cerca de R$ 30.500.

De acordo com a Harley-Davidson do Brasil, não há previsão oficial de quando o modelo deverá chegar ao País, mas a intenção existe. Afinal, a linha Street foi projetada para mercados como o Brasil e a Índia, onde ela também é fabricada e comercializada. Mas a aura de marca premium da Harley em nosso mercado pode ser um empecilho para que a espartana Street 750 traga novos clientes para a marca no País.

FICHA TÉCNICA
Motor: Dois cilindros em “V” a 60°, 8 válvulas com refrigeração líquida
Capacidade cúbica: 749 cm³
Potência máxima: não declarada
Torque máximo: 6,1 kgf.m a 4.000 rpm
Câmbio: Seis marchas
Partida: Elétrica
Transmissão final: Correia dentada
Alimentação: Injeção eletrônica
Quadro: Tubular em aço
Suspensão dianteira: Garfo telescópico convencional com 37 mm de diâmetro com 140 mm de curso
Suspensão traseira: Balança com sistema bichoque com 89,5 mm de curso
Freio dianteiro: Disco simples de 292 mm de diâmetro e pinça com dois pistões
Freio traseiro: Disco de 260 mm de diâmetro e pinça de dois pistões
Pneu dianteiro: 100/80 R 17
Pneu traseiro: 140/75 R 15
Comprimento total: 2.225 mm
Largura total: 820 mm
Altura total: 1.058 mm
Distância entre eixos: 1.534 mm
Altura do assento: 709 mm
Tanque de combustível: 13,1 litros
Peso em ordem de marcha: 222 Kg
Cores: Preta metálica, preta fosca e vermelha metálica
Preço: Não disponível no Brasil



Fonte:
Agência Infomoto
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