moto.com.br
Publicidade:

Testes

Teste: Nova NC 750X ficou mais atraente, esportiva e cara

21 de July de 2016
Compartilhe este conteúdo:

A Honda NC 750X chega à sua terceira geração com mudanças significativas. O modelo deixou de ser uma crossover racional e agora apela para o lado emocional dos motociclistas ao oferecer design mais atraente, farol e lanternas e LED, painel multifuncional e novas suspensões, entre outras novidades. Rodamos com o modelo para descobrir o resultado dessas mudanças e para saber se vale a pena pagar os R$ 38.590, pedidos pela nova geração da NC 750 X nas concessionárias de São Paulo (SP), para ter uma na sua garagem.

À primeira vista a nova NC 750 X se mostra muito mais interessante. As novas linhas cativam quem busca uma moto imponente que transmite mais status. Para isso a moto ganhou novas aletas laterais, novo paralama dianteiro e um descolado suporte para mala sobre o falso tanque. Por falar nisso, a capacidade de bagagem do compartimento no lugar do falso tanque aumentou para 22 litros o que permite encaixar um monte de tralha. Lá cabe até um capacete fechado e continua sendo um forte apelo a favor da moto, principalmente para quem a utiliza diariamente.


Mais esportiva
Mas a grande mudança só será sentida quando o piloto ligar a moto. O escape ganhou uma ponteira esportiva, deixando de lado o visual comportado da ponteira presente nas gerações anteriores. Além da esportividade, o som do motor está mais agradável e instiga a uma tocada mais agressiva. Muitas pessoas que vieram conferir a novidade de perto, pediram para acelerar e se empolgaram com o novo som. “Aí sim”, muitos disseram.

O propulsor ganhou novo mapeamento da injeção eletrônica e continua com 54,5 cv a 6.250 giros, porém a grande atração do conjunto é o torque de 6,94 kgf.m disponível a 4.750 giros. Com ele é possível manter a velocidade de 120 km/h na casa dos 3.500 giros. Quem se empolgar pode passar dos 180 km/h de velocidade máxima – acima disso precisa de muita pista livre e paciência para ganhar mais velocidade. 

Para a avaliação rodamos centenas de quilômetros com a nova geração da crossover. Seu novo conjunto de suspensão, que ganhou novos componentes e um acerto mais rígido na dianteira, mas ainda não oferece ajustes. Caso o piloto viaje com garupa e muita carga é possível fazer a regulagem na pré-carga da mola da suspensão traseira. O conjunto se mostrou eficiente, principalmente, em curvas de alta velocidade, quando a NC mantêm-se na trajetória desejada. 



Nas longas retas, o parabrisa maior, agora com 38 centímetros, cinco a mais que a versão anterior, desvia bem o vento frontal. Segura na estrada, a NC exige que o piloto pare a cada 200 km para esticar as pernas e abastecer. Aqui vale uma observação: parece que a NC perdeu parte do seu conforto por conta da suspensão mais firme. 

Outro detalhe é a intermitente luz de reserva. Apesar de o tanque ter capacidade para 14,1 litros, a luz chegou a piscar com menos de 200 km rodados. Foram vários abastecimentos e dependendo do ritmo o consumo variava entre 24 e 30 km/litro. Mesmo sabendo que ainda teria muitos quilômetros a percorrer, o aviso de reserva acaba forçando uma parada. Usando a moto esportivamente nos trechos de serra, o consumo foi de 24 km/litro por conta do uso do câmbio (de seis marchas) em constantes reduções. 



Camaleão que incomoda
O painel da NC 750X realmente é uma evolução. Repleto de informações, fornecidas pelo computador de bordo, permite acompanhar de forma instantânea tudo o que acontece com a moto. Em relação ao consumo de combustível o painel muda de cor de acordo com a tocada do piloto. No começo é até interessante, porém o balé colorido – que lembra um camaleão oscilando entre vermelho, amarelo, azul e verde, acaba perturbando principalmente à noite. Ainda bem que é possível desligar a função e manter uma cor mais neutra. Se desejar é possível priorizar as informações sobre rotação ou mesmo autonomia.

Durante a noite surge outra atração da nova NC, o farol em LED. O brilhante facho branco e concentrado ilumina bem e facilita a visualização de placas, sinais ou obstáculos na estrada – ajuda até mesmo os outros veículos a verem a moto no espelho retrovisor e dar passagem. A luz alta praticamente não foi usada, somente no momento de chamar atenção.



Conclusão
Após quase mil quilômetros rodados foi possível perceber que a NC 750X é outra moto. Tem mais “pegada” na sua aceleração e gosta de contornar curvas de forma mais esportiva. O problema é o preço. Em São Paulo, por exemplo, os concessionários estão pedindo R$ 38.590 – embora o preço público sugerido pela Honda seja de R$ 36.500. Com três de garantia e assistência 24 h em todo o Brasil e América do Sul. Valor que a coloca próximo a modelos como a Triumph Tiger 800 XR: equipada com motor de três cilindros e 95 cv de potência, o modelo inglês traz ainda controle de tração e freios ABS por R$ 37.990.

Ficha Técnica
Honda NC 750X 2016
Motor Dois cilindros em linha, OHC e arrefecimento líquido
Capacidade cúbica 745 cc
Diâmetro x curso 77 x 80 mm
Relação de compressão 10,7: 1
Potência máxima 54,5 cv a 6.250 rpm
Torque máximo 6,94 kgf.m a 4.750 rpm
Sistema de alimentação Injeção Eletrônica 
Sistema de lubrificação Forçada, por bomba trocoidal
Câmbio 6 velocidades
Embreagem Multidisco em banho de óleo
Sistema de partida Elétrica
Chassi
Tipo Diamond em aço
Suspensão dianteira Garfo telescópico com 153,5 mm de curso
Suspensão traseira Monoamortecedor fixado por links com 150 mm de curso e ajuste na pré-carga da mola
Freio dianteiro Disco de 320 mm de diâmetro ABS
Freio traseiro Disco de 240 mm de diâmetro ABS
Pneu dianteiro 120/70 ZR17M/C
Pneu traseiro 160/60 ZR17M/C
Comprimento x Largura x Altura 2.228 x 844 x 1.353 mm
Distância entre-eixos 1534 mm
Distância mínima do solo 164 mm
Altura do assento 832 mm
Capacidade do tanque 14,1 litros (2,9 litros para a reserva)
Peso seco 210 kg 
Cores disponíveis Preta e prata
Preço Praticado R$ 38.590 (São Paulo – SP)

 

TEXTO: Cicero Lima / Agência INFOMOTO
FOTOS: Mario Villaescusa / Agência INFOMOTO



Fonte:
Agência Infomoto
Compartilhe este conteúdo:

Teste: BMW F 700 GS é uma máquina surpreendente

Teste: Nova Honda CB 650F impressiona de modo racional

Teste: Com injeção e motor flex, nova Factor é 125 completa

Teste: Nova Honda Africa Twin aposta em motor torcudo e chassi leve

Teste: Nova Kawasaki Versys 650 ganha fôlego extra para viajar

Primeiras Impressões: Novas Vespa Primavera 125 e 150

Teste: Fazer 150 UBS ganha freios combinados para ficar na lei

Teste: Nova Honda Africa Twin aposta em motor torcudo e chassi leve

Teste: Nova Kawasaki Versys 650 ganha fôlego extra para viajar

Teste: Com injeção e motor flex, nova Factor é 125 completa

Teste: Pega de Honda Bros 160 e Yamaha Crosser

Teste da Falcon NX4 por um usuário

Yamaha Drag Star 650: Na medida certa

Teste: Nova Africa Twin é bigtrail para ir a todo lado


Comente

Para comentar é necessário autenticar, clique aqui!


Busca Rápida

Busca avançada

Comprar ou vender

Cadastre-se | Anuncie agora!

Anúncios em Super Destaque

Montadoras