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Teste MV Agusta Brutale 1090RR: Ela gosta de falar alto!

08 de April de 2014
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Paulo Souza

Um dos modelos mais atraentes do último Salão Duas Rodas a MV Agusta Brutale 1090RR foi apresentada renovada e ganhou elogios do público. Mas além da exaltação esta naked recebeu também mais potência, melhorias na eletrônica e sistema de freios ABS.

Com todas as mudanças o modelo passou de 144 cv a 10.300 rpm para 158 cv de potência máxima a 11.900 giros. Seu torque, no entanto caiu um pouco, passou de 11,2 kgmf a 8.100 rpm para 10,2 kgfm a 10.100 rpm.

Isso mostra que a marca italiana priorizou as tocadas em altos giros e manteve o espírito de radicalidade que tem tudo a ver com o seu nome, a moto é bruta! Confira nossa avaliação!

Mudanças
Uma das maiores vencedoras do Campeonato Mundial de MotoGP a MV Agusta abandonou as pistas, porém, continua investindo em modelos de alta performance como é o caso da Brutale 1090RR. A empresa mostrou que tudo o que já é bom pode ficar ainda melhor!

A nova versão da naked italiana continua utilizando o mesmo propulsor quatro cilindros de 1.078 cm³, porém com alterações no comando de válvulas e também na injeção eletrônica, o que deixou a moto com 14 cv a mais de potência máxima.

A principal diferença na hora de acelerar este motor ficou por conta da entrega de potência, que está mais suave em relação à versão antiga. Porém, quando falo mais suave quero dizer na forma da distribuição da força, seu torque diminuiu cerca de 1 kgmf.

O modelo já possui o nome de Brutale e quem já pilotou sabe o quanto ela é bruta. Quando se estica a primeira marcha conforme a velocidade vai aumentando o pneu dianteiro sai facilmente do chão, e a cada marcha engatada a moto continua respondendo fortemente.

A marca optou em aprimorar o desempenho deste motor em altos giros e isso ficou claro. Podemos chamar esta naked de um modelo esportivo sem as carenagens, pois o seu comportamento está muito parecido com modelos superesportivos.

Outro item que a versão RR recebeu foi o sistema de freios com ABS de série. Ele é digno de elogios e á altura para frear esta máquina. Na dianteira ela vem equipada com dois discos de 320 mm com pinças Brembo Monobloco de quatro pistões de fixação radial. Na traseira o disco fica fixado no cubo da roda e possui 210 mm.

Este sistema de freios conta com duas configurações diferentes, o modo ABS convencional e também o acerto “Race”, indicado para o uso em pistas. Há ainda a opção de desligar totalmente o sistema. Para garantir maior precisão o modelo conta com mangueiras do tipo aeroquip.

Radical
Não há outra palavra para intitular esta naked se não radical! A esportividade e o desempenho são totalmente voltados à esportividade. Seu conjunto de suspensão é totalmente ajustável e contam com equipamentos de primeira linha para que o piloto aproveite toda a potência da moto sem perder o controle, seja na pista ou na estrada.

Na dianteira ela vem equipada com garfos telescópicos invertidos Marzocchi com tubos de 50 mm e monobraço traseiro com amortecedor Sachs. Ela segue a direção do piloto com uma ciclística estável e precisa, mas exige certo nível de experiência do piloto para aproveitar tudo o que a moto tem a oferecer.

A posição de pilotagem é esportiva com as pedaleiras recuadas, andar dentro da cidade pode ser um tanto quanto chato, pois em baixas rotações a moto esquenta bastante e possui um ângulo de esterço muito pequeno, ruim para transitar em meio aos veículos.

Outro ponto que não agradou foi a posição do encaixe da pedaleira. Andando em posição esportiva com as pontas dos pés nas pedaleiras ao pressionar o lado de dentro nas curvas você sentirá a balança traseira trabalhando, pois o suporte mesmo com ajuste impede de você forçar para sentir melhor as reações da moto.

Suas características pedem para o piloto andar sempre com o motor cheio, pois só assim você sentirá toda a brutalidade da moto e a esportividade que esta naked tem. Viajar com ela exige cuidado, pois facilmente você estará acima dos limites de velocidade da via. Em velocidade cruzeiro de 120 km/h o motor trabalha com apenas 5.000 giros, basta acelerar e sentir a moto “voar”.

A tecnologia aplicada neste modelo também merece elogios, ela possui dois modos de pilotagem (normal e sport), controle de tração em oito níveis além do sistema ABS. Você poderá configurar a moto de acordo com o seu estilo de pilotagem e das condições do terreno. No entanto é melhor ler bem o manual de instruções, pois configurar a moto pelo painel é um pouco complicado.

Modelo Premium
Pagar R$ 64.000 em uma moto naked pode parecer loucura, mas a Brutale 1090RR mostrou que está mais atualizada e é uma das mais potentes da categoria. Seu forte como já falado é ser bruta e esportiva feita para pilotos que gostam de velocidade e adrenalina.

O motor renovado deixou claro que a moto não foi feita para quem deseja um modelo potente e atraente só para desfilar, pois seu comportamento em baixas rotações não são dos melhores devido ao calor emitido e também por possuir uma relação bastante curta, qualquer esticada em marcha baixa irá fazer a frente da moto subir facilmente.

Seus pontos negativos ficaram por conta do difícil modo de operar seus sistemas de controle de tração e também as pedaleiras que não se encaixam perfeitamente ao tornozelo do piloto durante as curvas. Entretanto, ela possui regulagens no guidão que ajudam bastante na posição de pilotagem de acordo com o tamanho de cada piloto.

Sem dúvidas esta naked italiana é uma das motocicletas mais atraentes e com porte de superesportiva da categoria. Se o seu estilo de pilotagem for agressivo esta é a moto perfeita para você, pois ela se sente a vontade com os giros elevados do motor.

Ficha Técnica
MV Agusta Brutale 1090RR ABS
Motor: Quatro cilindros em linha, 16 válvulas, DOHC, com refrigeração líquida
Capacidade cúbica: 1078 cm³
Potência: 158 cv a 11.900 rpm
Torque: 10,2 kgm a 10.100 rpm
Alimentação: Injeção eletrônica Magneti Marelli IAW 5SM com 2 mapas e controle de tração ativo ajustável em 8 níveis
Câmbio: 6 velocidades
Embreagem: Multidisco banhada a óleo e sistema Antislip
Quadro: Treliça em aço tubular
Suspensão dianteira: Telescópica invertida (upside-down) Marzocchi com 50 mm de diâmetro e 125 mm de curso, com ajuste de pré-carga da mola, retorno e compressão
Suspensão traseira: Monoamortecedor Sachs fixado ao monobraço traseiro por link, com curso de 120 mm e ajuste de pré-carga da mola, retorno e compressão
Freio dianteiro: Duplo disco flutuante de 320 mm com pinças monobloco Brembo de quatro pistões fixadas radialmente
Freio traseiro: Disco simples de 210 mm, com pinça de 4 pistões
Pneu dianteiro: 120/70 – 17
Pneu traseiro: 190/55 – 17
Comprimento: 2.100 mm
Largura: 780 mm
Altura: não informada
Distância entre eixos: 1.438 mm
Altura do banco: 830 mm
Altura mínima do solo: 150 mm
Tanque de combustível: 23 litros
Peso (a seco): 183 kg
Cores: Pérola/preto e vermelha/prata
Preço Sugerido: R$ 64.000,00

Fotos: Paulo Henrique



Fonte:
Equipe MOTO.com.br
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