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Teste: KTM 200 Duke é uma pequena grande diversão

23 de October de 2015
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As linhas angulosas com grafismos arrojados, o garfo telescópico invertido com 43 mm de diâmetro e a balança traseira de alumínio chamam tanto a atenção que mal se nota o pequeno motor monocilíndrico que equipa a pequena KTM 200 Duke. Montada em Manaus (AM) pela Dafra, a caçula da linha naked da marca austríaca chega às lojas por R$ 15.990. Um preço alto se levarmos em conta sua capacidade cúbica, mas um valor justo pela diversão que proporciona.

Basta um olhar mais apurado para ver que a pequena Duke traz outros diferenciais em relação às motos mais vendidas da categoria 250 e 300 cc. Freio a disco com mangueiras aeroquip em ambas as rodas, suspensão invertida (upside down) na dianteira, painel digital com computador de bordo, guidão e rodas de alumínio e refrigeração líquida. Fora isso, ainda tem o ar de novidade que, ajudado pelo desenho moderno, chama a atenção por onde passa.

Nota-se também o esmero no acabamento de suas peças, não se encontra cantos vivos ou peças mal encaixadas. Alguns detalhes chamam atenção como o desenho da balança traseira e o sistema de fixação e regulagem da roda, tudo muito prático e elegante. Porém sentimos falta da alça para prender o capacete. Como em qualquer pequena naked/street o pequeno espaço sob o banco limita sua praticidade no dia a dia. Ou seja, com a 200 Duke sempre é preciso estar com uma mochila nas costas. Voltada para o jovem que quer se destacar na multidão de motos japonesas de 250cc, a Duke ainda tem lanterna e piscas em LED, painel totalmente digital que oferece até computador de bordo.

Bastante leve (129,5 kg a seco) e com assento baixo (810 mm) e estreito, a 200 Duke é uma ágil naked urbana com excelente ângulo de esterço para serpentear entre os carros. A posição de pilotagem é bem esportiva. Talvez não muito confortável para quem queira fazer longas viagens ou passar o dia inteiro sobre a moto, mas na medida para quem busca uma moto pequena e acessível para os deslocamentos entre trabalho e faculdade ou até mesmo para um passeio de final de semana.

Motor de 26 cv de potência
Alimentado por injeção eletrônica e com refrigeração liquida, o motor de 199,5 cc e 26 cv de potência máxima, tem 72 mm de diâmetro e 49 mm de curso, uma configuração que favorece altas rotações. Mas, mesmo em baixos e médios giros que ele se destaca: o câmbio de seis marchas foi bem escalonado para aproveitar o torque do motor - 1,95 kgf.m a 8.000 rpm.

Nas avenidas com velocidade limitada da capital paulista, é possível rodar a 50 km/h em sexta marcha sem nenhum engasgo e com fôlego para ultrapassagens. Essa disposição também ajuda no trânsito mais travado quando o piloto precisar saltar à frente dos carros.

Mas em altas velocidades, ele mostra sua limitação volumétrica: os giros crescem devagar e a 120 km/h o conta-giros está a 9.000 rpm, com pouca folga para chegar aos 10.500 giros quando o motor corta o giro e a velocidade não passa dos 135 km/h. Porém para uma tocada esportiva em meio a uma serra, por exemplo, a caçula da linha Duke se mostrou muito divertida, enquanto se troca de marchas (seis velocidades) o painel vai mostrando a marcha engatada. Até mesmo nas subidas o motor mostrou folego e o piloto conta ainda com o shifit-light para avisar que é a hora de trocar de marcha.

Os freios são bons, o destaque fica para as mangueiras cobertas com malha de aço que ajudam na eficiência do sistema. Quando exigidos responderam à altura e até de forma brusca. Exigindo que o piloto aprenda a dosar a mão. Uma pena que, para manter o preço competitivo, o fabricante não ofereça o sistema ABS.

Embora o conforto seja prejudicado pelo banco de espuma mais rígida e a localização das pedaleiras bem recuadas, que forçam os joelhos a ficarem flexionados, a posição de pilotagem instiga a uma tocada mais agressiva. Nessa condição a suspensão mostra equilíbrio permitindo contornar as curvas com muita confiança. Para completar, as rodas de liga são calçadas com pneus radiais Pirelli Diablo Rosso que garantem muita aderência.

O consumo na cidade foi de 25 km/l, enquanto na estrada atingiu 29,39 km/l. Porém é bom lembrar que o motor foi usado de forma esportiva. Alias, é bem difícil usar a 200 Duke de forma racional. Ela inspira o piloto a usá-la com o “cabo torcido”!

Disponível nas cores branca e laranja a 200 Duke custa mais caro do que as nakeds japonesas, porém ela é destinada a um público que busca algo diferente e quer se destacar na multidão. Para esse consumidor ela tem a fórmula ideal.

FICHA TÉCNICA
Motor DOHC, um cilindro, quatro válvulas com refrigeração líquida
Capacidade cúbica 199,5 cm³
Potência máxima 26 cv a 10.000 rpm
Torque máximo 1,95 kgf.m a 8.000 rpm
Câmbio Seis marchas
Transmissão final corrente
Alimentação Injeção eletrônica
Partida Elétrica
Quadro Treliça de aço
Suspensão dianteira Garfo invertido com tubos de 43 mm de diâmetro e 150 mm de curso
Suspensão traseira Monoamortecedor com 150 mm de cursoFreio dianteiro Disco simples de 300 mm de diâmetro, pinça radial de quatro pistões
Freio Traseiro Disco simples de 230 mm de diâmetro, pinça radial flutuante
Pneus 110/70 ZR17 (dianteira) /150/60 ZR17 (traseira)
Comprimento total 2002 mm
Largura 873 mm
Altura total 1.274 mm
Distância ao solo 165 mm
Altura do assento 810 mm
Distância do solo 170 mm
Peso a seco 129,5 kg (a seco)
Tanque de combustível 11 litros
Cores branca e laranja
Preço estimado R$ 15.900



Fonte:
Agência Infomoto
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