moto.com.br
Publicidade:

Testes

Teste: Honda PCX 150 x Dafra Cityclass 200i

22 de February de 2016
Compartilhe este conteúdo:

O sucesso dos scooters pode ser visto nas ruas de São Paulo: praticamente todo bolsão de estacionamento para motocicletas há um ou mais desses práticos veículos urbanos. Os números também não mentem. Em um ano ruim para o mercado – e para o Brasil – como 2015, o segmento de scooters foi um dos poucos a apresentar aumento nas vendas. Em 2014 foram comercializadas 19.560 unidades, enquanto no ano passado houve um crescimento de 8,5%, chegando a 22.896 novos scooters nas ruas.

Pensando nisso, colocamos frente a frente dois modelos do segmento que têm propostas semelhantes: o Honda PCX e o Dafra Cityclass 200i. Ambos têm rodas maiores que os pequenos Honda Lead e Suzuki Burgman i e também oferecem melhor desempenho. Confira como esses dois veículos urbanóides se saíram nesse comparativo e escolha o seu para ganhar mobilidade e fugir do trânsito.

Visual
Sabemos que o visual é uma questão de gosto pessoal. Ambos agradam e recebem elogios pelas ruas. Mas a diferença entre eles é também estrutural.

O Dafra Cityclass utiliza a tradicional receita italiana de scooters: banco alto com uma grande plataforma onde o piloto pode apoiar os pés ou carregar alguma sacola. Já o PCX tem uma influência mais asiática: o grande túnel central passa a impressão de que se está montando em uma moto e não em um scooter.

O novo PCX 2016 ganhou linhas mais angulosas e sistema de iluminação (farol e lanternas) em LED. Quando se olha apenas para o novo modelo isoladamente parece que nada mudou, mas basta um dos antigos PCX parar ao lado para notar as diferenças. O scooter da Honda ficou mais elegante e moderno.

O Dafra Cityclass foi lançado em 2014 e recebeu apenas alguma maquiagem para este ano. O scooter tem bom acabamento e linhas harmoniosas – exceto pelo conjunto óptico frontal, que traz uma grande cobertura plástica que não me agrada. Porém, impressiona pelo seu porte, reforçado pelas rodas de liga leve de 16 polegadas.

Desempenho
Tanto o PCX como o Cityclass contam com conjuntos motrizes bastante semelhantes: motor de um cilindro e câmbio CVT. Mas existem diferenças importantes. O PCX 2016 conta com motor de 149,3 cm³, uma leve redução de capacidade em relação ao modelo anterior (que tinha 152,9 cm³), e arrefecimento líquido. Já o Cityclass tem motor maior, de 199,1 cm³, porém com arrefecimento a ar.

Apesar da diferença de capacidade, os números de desempenho declarados pelos fabricantes são bem próximos. O scooter da Honda tem potência máxima de 13,1 cv a 8.500 rpm e torque máximo de 1,36 kgf.m a 5.000 rpm. Já o modelo Dafra produz 13,8 cv a 7.500 giros e 1,4 Kgf.m de torque máximo a 6.000 rpm. Ou seja, deveriam ter o mesmo desempenho. Mas, na prática, não é bem assim.

O PCX é mais leve (125 kg a seco) e arranca na frente do Cityclass (135 kg), deixando até mesmo motos de 250cc e 300cc para trás. Não só por ser mais leve, mas o câmbio CVT proporciona ao pequeno Honda uma arrancada impressionante de 0 a 60 km/h. Já o Cityclass tem saída mais lenta e acorda mesmo somente após os 4.000 rpm, indicados no conta-giros digital.

Mas em velocidades mais altas, o Dafra leva certa vantagem, chegando até a 120 km/h, já que o novo PCX aparenta ter algum dispositivo que limita a velocidade a 110 km/h, quando o motor parece “cortar”.

Consumo e autonomia
Com desempenho semelhante, era de se esperar que o consumo também fosse. Mas na prática, a teoria também é outra. Em nosso teste, o Cityclass 200 i mostrou-se “beberrão”: o consumo variou entre 21 e 26 km/l em uso urbano, e chegou a fazer 29 km/l na estrada.

Para se ter uma ideia, o scooter da Honda chegou a fazer mais de 40 km/l na cidade e 39 km/l na estrada. Nossa pior média com o PCX foi de 37 km/litro. Claro que o sistema idling stop, que desliga o motor em paradas longas por mais de três segundos, ajuda a melhorar o consumo do PCX, mas mesmo assim os números do Cityclass ficaram muito abaixo do esperado.

Outro detalhe que pesa contra o modelo da Dafra foi a capacidade do tanque de apenas 6 litros – e a reserva já acende em torno dos 110 km percorridos. Essa característica, em conjunto com o alto consumo do Cityclass, resulta em baixa autonomia. Na nova versão, o novo PCX ganhou tanque maior, de 8 litros, e com isso exige menos paradas para abastecer.

Ciclística
Na parte ciclística, os dois scooters se destacam por ter bons freios, um item importante de segurança para rodar na cidade. Ambos também oferecem o sistema combinado, no qual ao apertar qualquer um dos manetes, tanto o freio dianteiro como o traseiro são acionados. O Cityclass leva certa vantagem por usar freio a disco em ambas as rodas, enquanto o PCX tem tambor na roda traseira.

O scooter da Dafra também oferece rodas maiores – de 16 polegadas – que ajudam a isolar melhor o piloto das imperfeições do piso. O PCX tem rodas de 14 polegadas e sofre um pouco mais nos buracos, embora tenha ganhado amortecedores novos na traseira. Mas vale dizer que os dois scooters preferem avenidas e ruas com asfalto liso e “pulam” demais em ruas com muitas ondulações.

Praticidade
Em scooters, os detalhes fazem a diferença, afinal quem busca um veículo desse tipo procura praticidade. Nesse quesito, ambos têm bom espaço sob o banco e acomodam um capacete fechado. Porém, no PCX há mais espaço sob o assento, permitindo guardar até mesmo uma jaqueta. Por outro lado, em função da plataforma, o Cityclass oferece gancho para levar sacolas e um porta-luvas maior no anteparo do escudo frontal. Caso, o espaço sob o banco não seja suficiente para o seu dia-a-dia, os dois modelos vêm com bagageiro com furação para instalar um baú.

Outro sinal de modernidade, é que o PCX traz tomada 12 V (que precisa de um adaptador), enquanto o Cityclass traz uma entrada USB, para carregar o celular ou utilizar um GPS, por exemplo.

O painel do Cityclass conta com relógio, conta giro, indicador de combustível e alerta de manutenção. Já o PCX apresenta velocímetro, dois hodômetros, marcador de combustível, além de luzes-espia da injeção eletrônica e sistema de parada automática. Embora não haja conta giros no modelo Honda, ele oferece um simples computador de bordo que indica o consumo médio.

Conclusão
Tanto o PCX como o Cityclass cumprem sua proposta de serem práticos para rodar na cidade. Entretanto, o scooter da Honda leva grande vantagem na economia de combustível, autonomia e capacidade de carga. A diferença no consumo é tanta que nem mesmo o preço maior pesa contra o PCX. A unidade avaliada, a versão DLX, com pintura branca fosca e rodas douradas, sai por R$ 11.234, mas a versão básica que só muda a pintura começa em R$ 10.814. Já o Cityclass 200i 2016 está cotado a R$ 10.990.

Outro item que reforça a vitória do Honda PCX é a garantia de três anos, sem limite de quilometragem e com fornecimento gratuito de óleo em sete revisões – outro item no qual você irá economizar. Já no caso do Cityclass, a garantia é de um ano, sem limite de quilometragem.

FICHAS TÉCNICAS

Honda PCX 150 2016
Motor: OHC, monocilíndrico, 149,3 cm³, quatro tempos, duas válvulas, arrefecimento líquido
Potência: 13,1 cv a 8.500 rpm
Torque: 1,36 kgf.m a 5.000 rpm
Diâmetro e curso: 57,3 mm x 57,9 mm
Alimentação: Injeção eletrônica
Transmissão: CVT
Partida Elétrica
Suspensão dianteira Garfo telescópico com 100 mm de curso
Suspensão traseira Sistema bichoque com 85 mm de curso.
Freio dianteiro Disco simples de 220 mm de diâmetro com pinça de dois pistões e CBS
Freio traseiro Tambor com 130 mm de diâmetro
Pneus 90/90-14 (D) e 100/90-14 (T)
Dimensões: 1.931 mm de comprimento, 737 mm de largura, 1.103 mm de altura;
Distância entre-eixos: 1.315 mm
Distância mínima do solo: 138 mm
Altura do assento: 761 mm
Peso a seco: 125 kg
Capacidade do Tanque: 8,0 litros
Cores: Branca fosca com rodas douradas
Preço público sugerido: R$ 11.234 (versão DLX)

Dafra Cityclass 200i 
Motor OHC, monocilíndrico, 199,1 cm³quatro tempo e com refrigeração a ar
Potência 13,86 cv a 7.500 rpm
Torque 1,41 kgf.m a 6.000 rpm
Diâmetro x curso 65 X 60 mm
Alimentação Injeção eletrônica
Transmissão CVT
Partida Elétrica
Suspensão dianteira Garfo telescópico com 87 mm de curso
Suspensão traseira Bichoque com 65,6 mm de curso (ajustável)
Freio dianteiro Disco duplo de 240 mm, com triplo pistão (FH-CBS)
Freio traseiro Disco simples de 220, com pinça simples (FH-CBS)
Pneus 100/80-16 M/C 50P (D) e 120/80-16 M/C 60P (T)
Dimensões 2.087 mm de comprimento; 711 mm de largura; 1.300 mm de altura;
Distância entre-eixo 1.440 mm;
Distância mínima ao solo 128 mm
Altura do assento 785 mm;
Peso a seco 135 Kg (146 kg em ordem de marcha)
Capacidade do tanque 6 l (Reserva: 1,2l)
Cores preto com detalhes em cinza e branco
Preço sugerido R$ 10.990



Fonte:
Agência Infomoto
Compartilhe este conteúdo:

Teste: BMW F 700 GS é uma máquina surpreendente

Teste: Nova Honda CB 650F impressiona de modo racional

Teste: Com injeção e motor flex, nova Factor é 125 completa

Teste: Nova Honda Africa Twin aposta em motor torcudo e chassi leve

Teste: Nova Kawasaki Versys 650 ganha fôlego extra para viajar

Primeiras Impressões: Novas Vespa Primavera 125 e 150

Teste: Fazer 150 UBS ganha freios combinados para ficar na lei

Teste: Nova Honda Africa Twin aposta em motor torcudo e chassi leve

Teste: Nova Kawasaki Versys 650 ganha fôlego extra para viajar

Teste: Com injeção e motor flex, nova Factor é 125 completa

Teste: Pega de Honda Bros 160 e Yamaha Crosser

Teste da Falcon NX4 por um usuário

Yamaha Drag Star 650: Na medida certa

Teste: Nova Africa Twin é bigtrail para ir a todo lado


Comente

Para comentar é necessário autenticar, clique aqui!


Busca Rápida

Busca avançada

Comprar ou vender

Cadastre-se | Anuncie agora!

Anúncios em Super Destaque

Montadoras