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Teste Honda CBR 500R: Diversão na medida para iniciantes

16 de April de 2014
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Paulo Souza

A Honda mais uma vez mostrou por que está na liderança de vendas de motos no Brasil e lançou no mercado a família 500 em três versões resgatando uma faixa de cilindrada onde não havia opções para quem está subindo de categoria.

A versão esportiva batizada de CBR 500R é uma boa opção para os motociclistas que estão começando no mundo da motovelocidade e também para os que ainda se assustam com o preço e a potência de uma superesportiva.

Durante o teste de sete dias com a motocicleta podemos afirmar que é sem duvida um modelo que proporciona bastante diversão ao piloto, confira o porquê em mais um teste do Moto.com.br!

Prazer ao pilotar
Quem já pilotou um modelo esportivo sabe que a posição de pilotagem não é nada confortável, entretanto, existem novas versões projetadas para ser adaptadas ao uso diário, como é o caso da CBR 500R. Ela pode ser utilizada tanto para o dia a dia como também se tornar uma ótima companheira para aventuras esportivas seja na pista ou na estrada.

O modelo possui fácil condução, é confortável, além de ter uma posição de pilotagem agradável. Dentro da cidade seu espelho retrovisor é a única coisa que dificulta rodar em corredores apertados, já que o esterço do seu guidão é bem amplo e permite fazer boas manobras.

Seu propulsor de 471cc gera potência máxima de 50,4 cv a 8.500 rpm, é diversão garantida com a “pequena” esportiva, e um dos motivos é conseguir usar todo o rendimento de seu motor mantendo os giros altos a cada marcha sem sentir susto e insegurança.

Andando em velocidade cruzeiro a 120 km/h o motor não chega nem aos 6 mil giros, o que a deixa realizar ultrapassagens facilmente.  Isto é possível devido ao seu torque de 4,55 kgfm a 7.000 rpm, que possui respostas rápidas também em baixa rotação. Dentro da cidade ela dispara na frente dos veículos quando o farol abre e suas vibrações são quase imperceptíveis. A velocidade final da CBR 500R foi de 187 km/h marcado no painel.

Seu conjunto de suspensão apesar de convencional se mostrou eficiente para o uso diário ou esportivo mantendo a moto estável principalmente nas curvas. Na traseira ela conta com um monoamortecedor com ajuste de pré-carga em nove níveis e garfo telescópico de 120 mm de curso na dianteira, o mesmo que equipa a irmã CB 500F.

O sistema de freios dá conta de parar o modelo que possui 192 kg em ordem de marcha e foram eficientes. Utilizamos no teste a versão sem ABS, que possui na dianteira um disco em formato margarida de 320 mm de diâmetro mordido por pinça Nissim de pistão duplo e na traseira um simples de 240 mm com pinça de um pistão. A CBR 500R ABS fica cerca de 2 kg mais pesada e com acréscimo de R$ 1.500 ao preço.

Design/Características
Inspirada na superesportiva CBR 1000RR Fireblade, a versão esportiva da família 500 cc possui um design atraente aos olhares, mas a semelhanças param por ai. Como dito anteriormente o modelo preenche um nicho onde não havia opções disponíveis para quem vem subindo os degraus da cilindrada.

Os motociclistas podem encontrar neste modelo uma moto atraente, porém, com potência limitada, que indico para os menos experientes e também os iniciantes no mundo das esportivas. Sua principal característica é a fácil condução e o conforto encontrado durante a pilotagem.
Equipada com painel totalmente digital, inclusive o conta-giros, conta também com indicador de consumo médio e instantâneo, indicador de combustível, relógio, além dos hodômetros. O consumo médio ficou na faixa dos 22 e 24 km por litro, o que a torna capaz de rodar pouco mais de 350 quilômetros com um tanque.

Com este número é possível encarar tranquilamente viagens de médias distâncias, já que o modelo traz também o quesito conforto, pois os semiguidões em conjunto com a posição das pedaleiras permite que a moto esteja no meio termo entre a esportividade e as motocicletas urbanas.

Conclusão
A CBR 500R chegou para preencher um espaço carente e importante no segmento de motos esportivas. Ela se mostrou uma verdadeira escola para os iniciantes no mundo das pistas e também como modelo de entrada para as motos de alta cilindrada.

Mais uma vez o que deixou a desejar foi o preço de mercado praticado pela marca japonesa. A versão standard esta saindo por R$ 23.000 enquanto o modelo com ABS sai por R$ 24.500. Preços bem próximos a modelos de maior desempenho como, por exemplo, as nakeds de quatro cilindros.

No geral esta é a moto ideal para quem quer começar a dar os primeiros passos no universo esportivo. Em pouco tempo de pilotagem com certeza ela poderá te passar a experiência necessária para você partir para o mundo das motos de alta cilindrada.

O jornalista utilizou no teste Capacete LS2, jaqueta, calça, luvas e botas Race Tech.

Ficha técnica
Motor  DOHC, bicilíndrico, 4 tempos, arrefecido a líquido, 471 cc
Potência máxima (CV/rpm) 50,4 x 8.500
Torque máximo (Kgfm/rpm) 4,55 x 7.000
Relação de compressão 10,7: 1
Sistema de partida  Elétrica
Suspensão dianteira Telescópica
Suspensão traseira Braço oscilante Pro-Link
Transmissão 6 velocidades
Alimentação injeção eletrônica PGM-FI
Altura do assento (mm) 790
Ângulo de Caster / Trail (º /mm)  25,5 / 101,9
Bateria (V / Ah) 12 / 8,6
Capacidade do tanque (litros) 15,7 (2,8 de reserva)
Chassi Aço, tipo Diamond
Consumo (km/l) (WMTC mode) 27
Diâmetro x curso (mm) 67 x 66,8
Dimensões (C x L x A) (mm) 2.075 x 740 x 1.145
Distância entre eixos (mm) 1.410
Distância mínima do solo (mm) 140
Embreagem  Multidisco / banho de óleo
Farol (alto/baixo) (W) 1 lâmpada halógena H4 60 / 55
Freio dianteiro Disco Wavy 320mm / 2 cálipers
Freio traseiro Disco Wavy 240mm / 1 cáliper
Peso seco (kg) 181 (183 na versão ABS)
Pneu dianteiro 120/70 - ZR17M/C
Pneu traseiro 160/60 - ZR17M/C
Preço: R$ 23.000 (standard) R$ 23.500 (ABS)

Fotos: Aladim Lopes Gonçalves



Fonte:
Equipe MOTO.com.br
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