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Teste: Harley-Davidson Low Rider tem estilo anos 1970

10 de August de 2015
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Aldo Tizzani

Inspirada na cultura custom da década de 1970, a Harley-Davidson Low Rider chegou ao Brasil esbanjando estilo, acabamentos diferenciados e um “torcudo” motor de dois cilindros em V de 1600 cm³ de capacidade. Montada em Manaus (AM), esta autêntica “chopper” oferece boas doses de conforto e segurança, já que traz sistema de freios ABS de série. Com preço sugerido a partir de R$ 46.600, o modelo pode ser usado no dia a dia, como também em viagens. 

Apresentada originalmente em 1977, a Low Rider foi criada por Willie G. Davidson, neto de um dos fundadores da H-D e que foi, durante muitos anos, projetista-chefe da fábrica norte-americana. O modelo renasceu agora na linha 2015 com a mesma identidade visual, que remete às motos de garfo alongado daquela época. A tampa quadrada da caixa da bateria, localizada do lado direito e que traz o nome do modelo, também era item comum nas Harley antigas. Além disso, a moto abusa dos cromados – motor, escapamento, capa do farol e rodas de aço.
Outro diferencial desta integrante da família Dyna é o painel de instrumentos, posicionado sob o tanque de combustível. Há um console preto fosco com conta-giros e um velocímetro, que traz uma pequena tela digital com informações como marcha engatada, giro do motor, hodômetros (parciais e total), além da autonomia e relógio.

Para vários tamanhos
Para oferecer um maior nível de conforto, principalmente em longas viagens, e se adaptar a diferentes biótipos, a Harley adotou soluções simples, porém eficazes na Low Rider. Usando simulador e estudos de pilotagem, foi criado um guidão único que oferece 6 cm de movimento para frente e para trás. Ou seja, há a possibilidade de escolher entre duas posições de pilotagem.

O design do assento, que traz encosto lombar, oferece conforto e ergonomia para longas jornadas. As pedaleiras centrais deixam as pernas semiflexionadas e braços quase esticados, numa postura confortável sobre a moto. Por isso não importa se você tem 1,60m ou 1,90m, a Low Rider proporcionará uma posição ergonômica e natural.

Na estrada
Nesta avaliação rodamos pouco mais de 1.300 quilômetros com o modelo 2015 da Harley-Davidson. Basicamente ligamos São Paulo (SP) a Belo Horizonte (MG) pela tradicional BR-381, a rodovia Fernão Dias. Com boa ergonomia e ciclística acertada, a Low Rider se mostrou uma boa companheira de viagem. Só não foi melhor pela ausência de pontos de ancoragem da bagagem e pela falta de proteção aerodinâmica.

O motor Twin Cam 96, de exatos 1.585 cm³ de capacidade, oferece muito torque em baixas e médias rotações. A apenas 3000 rpm, a Low Rider já estava a 120 km/h. Refrigerado a ar e equipado injeção eletrônica, este V2 oferece respostas rápidas ao girar o acelerador. Entrega boa dose de potência de forma linear, sem sustos, apesar do torque elevado - 12,0 kgf.m a 3.500 rpm. Na unidade avaliada, a moto apresenta transmissão de seis velocidades (Six Speed Cruise Drive), porém não conta com a sexta marcha over-drive. Assim, o V-Twin poderia trabalhar com giro mais baixo, oferecendo conforto e maior economia de combustível.

Falando em consumo, nesta viagem até a capital mineira a moto registrou média de 17,5 km/l. Sua pior marca foi 14,5 km/l, com o acelerador bem aberto. Já numa condução mais racional, bem “tiozão”, a Low Rider registrou 20,10 km/l. Assim, com um tanque de 17,8 l, a autonomia desta H-D gira em torno de 300 quilômetros.

Ciclística acertada
As nossas vias oferecem pisos cada dia mais irregulares como, por exemplo ranhuras, desníveis, “costelas de vaca” e buracos. Em nenhum momento deste teste, a Low Rider deu final de curso, atestando que o conjunto de suspensões é bem acertado e usa recursos tradicionais: garfo telescópico na dianteira e sistema bichoque na traseira.

Aqui uma ressalva, o ângulo de cáster de Low Rider é de 32º. Já o da irmã Street Bob é de 29º. Geometria que reforça o apelo chopper do modelo, com garfo dianteiro mais à frente.

Com relação aos freios, este modelo da família Dyna Harley-Davidson tem disco duplo na dianteira, com cáliper de quatro pistões; na traseira, disco simples flutuante com cáliper de dois pistões. O sistema ABS é de série. Nestes 1.300 quilômetros, o sistema não foi exigido ao extremo, mas quando foi necessário, o sistema de freio não deixou a desejar em se tratando de uma moto de 302 quilos (em ordem de marcha).

Em função de sua ciclística, o Low Rider se mostra bastante equilibrada, maneável e fácil de pilotar. Pode ser uma boa opção para dupla jornada – estrada e dia a dia na cidade -, porém tome cuidado com os retrovisores de automóveis. Além disso, os amantes do estilo retrô, bem característico dos anos de 1970, tem na Low Rider uma boa opção para curtir a vida em duas rodas.

Ficha Técnica
Harley-Davidson Low Rider
Motor Dois cilindros em “V”
Arrefecimento Refrigerado a ar
Cilindrada 1.585 cm³
Diâmetro x curso 95,3 x 111,1 mm
Potência máxima n/d
Torque máximo 12 kgf.m a 3.500 rpm
Sistema de alimentação Injeção eletrônica de combustível (ESPFI)
Relação de compressão 9,2:1
Transmissão 6 velocidades
Sistema de partida Elétrica
Chassi Tipo Duplo berço
Suspensão dianteira Garfo telescópico
Suspensão traseira Bichoque
Freio dianteiro Disco Duplo
Freio traseiro Disco simples
Pneu dianteiro 130/90B16
Pneu traseiro 160/70B17
Comprimento x Largura x Altura 2.345 x 915 x 1240 (em mm)
Distância entre-eixos 1.630 mm
Distância mínima do solo 105 mm
Altura do assento 680 mm
Capacidade do tanque 17,8 litros
Peso 302 Kg (em ordem de marcha)
Preço a partir de R$ 46.600



Fonte:
Agência Infomoto
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