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Teste: Fazer 150 UBS ganha freios combinados para ficar na lei

21 de October de 2016
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Modelo mais sofisticado da linha street da Yamaha, a Fazer 150 passou por um face-lift no ano passado e agora ganhou sistema de freios combinados no modelo 2017. Equipada com motor bicombustível, painel digital e rodas de liga-leve, a Fazer YS 150 UBS pode ser considerada a topo de linha entre as motos de entrada da marca japonesa e cobra por isso: o preço sugerido é de R$ 9.590.

Batizado de Unified Braking System (sistema de freios unificados), daí a sigla UBS, o sistema adotado na Fazer 150 tem funcionamento mecânico e é relativamente simples. Ao pisar no pedal do freio traseiro, o motociclista também aciona um cabo de retorno que, por meio de um dispositivo, “puxa” o manete e aciona o freio dianteiro a disco. 



Desta forma, a Yamaha cumpre a resolução número 509 de 2014 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) que determina que todas as motos tenham sistema de freios ABS ou combinados, caso tenham menos de 300cc, como a nova Fazer UBS. A obrigatoriedade segue um cronograma de implantação, com a exigência de que 10% das motos fabricados a partir deste ano tenham freios mais seguros, até que todas (100%) saiam de fábrica com alguns dos dois sistemas – ABS ou CBS – em 2019. Além de cumprir a legislação, a Yamaha coloca a Fazer 150 em base de igualdade com sua principal concorrente, a Honda CG 160 Titan, que já têm o sistema combinado desde o modelo 2015. 

Mais esportiva
Embora a maioria das motos de 125cc e 150cc tenha uma proposta utilitária, a Fazer 150 traz um design jovem e moderno, que ganhou ares de esportividade em sua última reformulação. Os traços angulosos do modelo ganharam o reforço de pedaleiras mais recuadas e um guidão mais baixo se comparado ao que equipava a primeira geração do modelo – o que diferencia a Fazer 150 dos guidões curvados normalmente utilizados pelos motociclistas profissionais. 

Com as mudanças, a posição de pilotagem ficou mais “esportiva”, com pernas bem flexionadas e o tronco levemente inclinado à frente. Nada que comprometa o conforto se a Fazer 150 for o veículo de locomoção para ir ao trabalho/escola, mas que pode não ser tão confortável se o motociclista for trabalhar o dia inteiro sobre a moto.



O painel, formado por conta-giros analógico e uma tela de LCD, ganhou iluminação branca de melhor visualização e mais informações, como relógio, fuel trip e indicador ECO, que acende quando o motor trabalha na faixa de rotação de maior eficiência, indicando uma pilotagem mais econômica. No punho esquerdo, o lampejador de farol é novidade desde 2016. Mas ainda sentimos falta do botão corta-corrente no punho direito.

Por falar em economia, o baixo consumo é um dos pontos fortes do motor de comando simples no cabeçote, 149,3 cm³, com arrefecimento a ar, equipado com injeção eletrônica. Bicombustível, o propulsor oferece 12,2 cavalos de potência a 7.500 rpm e torque máximo de 1,28 kgf.m aos 5.500 giros quando abastecido com gasolina. E foi exatamente com o combustível fóssil que rodamos 41 km/litro em uso urbano. 



Mais segura
Mas a grande novidade do modelo fica por conta mesmo do sistema UBS. Equipada com freio a disco na dianteira e a tambor na traseira, a Fazer 150 UBS “freia” os dois quando você pisa no pedal. Mas ao acionar o manete, o freio traseiro não sofre interferência.

Na prática, a propósito do sistema é corrigir uma deficiência na formação dos motociclistas. Algumas vezes por inexperiência, outras por medo de capotar a moto, muitos não usam corretamente os freios, principalmente o dianteiro. O sistema combinado, ou unificado, como prefere a Yamaha, faz isso por você. Ou seja, mesmo que você não aperte o manete do freio dianteiro o sistema vai acioná-lo mesmo assim. 

Em algumas situações, procurei pilotar sem usar o freio dianteiro para ver o sistema entrar em ação. De fato, auxilia a parar a Fazer 150 e seus 130 kg em ordem de marcha com mais eficácia do que somente o tambor traseiro faria. Mas não se engane, não faz milagres. Em velocidades mais altas é recomendável, eu diria necessário, distribuir a força de frenagem entre os freios dianteiro e traseiro. Mas, como diz o ditado, toda ajuda é bem-vinda e o funcionamento do UBS não compromete a pilotagem de quem utiliza normalmente os dois freios.

Veja o vídeo:

Ficha Técnica
Yamaha YS 150 Fazer UBS
Motor Monocilíndrico, SOHC, bicombustível e arrefecido a ar
Capacidade cúbica 149,3 cm³
Potência máxima 12,2 cv a 7.500 rpm (gasolina)
Torque máximo 1,28 kgf.m a 5.500 rpm (gasolina)
Câmbio Cinco marchas
Transmissão final corrente
Alimentação Injeção eletrônica
Partida Elétrica
Quadro tipo Diamond
Suspensão dianteira Garfo Telescópico convencional de 120 mm de curso
Suspensão traseira balança com sistema bichoque e 92 mm de curso
Freio dianteiro Disco simples de 254 mm de diâmetro e UBS
Freio traseiro A tambor com 130 mm de diâmetro e UBS
Pneus 2,75-18 (diant.)/ 100/80-18 (tras.) Metzeler ME Street
Comprimento 2.015 mm
Largura 735 mm
Altura 1.055 mm
Distância entre-eixos 1.330 mm
Distância do solo 160 mm
Altura do assento 785 mm
Peso em ordem de marcha 130 kg
Peso a seco 119 kg
Tanque de combustível 15,2 litros
Cores Azul Metálico, Branco Metálico, Magenta Metálico e Preto Sólido
Preço sugerido R$ 9.590,00

 

TEXTO: Arthur Caldeira / Agência INFOMOTO
FOTOS: Mario Villaescusa / Agência INFOMOTO



Fonte:
Agência Infomoto
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