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Teste: Ducati Diavel é grandalhona e surpreendente

08 de September de 2015
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Arthur Caldeira

Lançada em 2011, a Diavel foi uma aposta arriscada da Ducati. Famosa por suas motos esportivas, a marca italiana entrava em um segmento até então inexplorado. Afinal, com visual e ciclística de moto custom, 210 kg e quase 2,5 metros de comprimento a Diavel tinha tudo para dar errado. Ao menos no papel. Grandalhona, desajeitada, porém muito bonita, o modelo surpreende. Tanto do ponto de vista do piloto, pois é mais rápida e ágil do que aparenta; como também comercialmente. Desde seu lançamento, já foram vendidas mais de 20.000 unidades em todo o mundo.

O sucesso foi tanto que mereceu uma reformulação para este ano. A Diavel 2015 ganhou novo motor de duas velas por cilindro, alguns retoques visuais, farol em full-LED, além de melhorias na ergonomia e conforto para aprimorar sua vocação touring. Rodamos por quase 500 km com a versão standard, vendida a R$ 64.900, que se difere da Diavel Carbon (R$ 74.900) pelas rodas e alguns detalhes de acabamento em fibra de carbono. Mas não deve em nada no desempenho.

Moto para exibir e rodar
À primeira vista, a Diavel parece ser uma showbike, ou seja, uma moto mais feita para exibir do que para rodar de verdade. E justamente por isso que essa power cruiser, ou muscle bike, chame como quiser, surpreende. Seu desempenho dinâmico é muito melhor do que aparenta, mesmo com um elevado ângulo de cáster (28°), mais de 1,5 metros (exatos 1580 mm) de distância entre-eixos e o largo pneu traseiro, essa Ducati contorna curvas com segurança e desenvoltura. Claro que prefere curvas mais abertas a manobras em baixa velocidade ou retornos fechados, mas suas excelentes suspensões e chassi acertado não decepcionam.

Ajuda nessa tarefa o completo pacote eletrônico que a Ducati apropriadamente chama de Safety Pack (pacote de segurança). O pacote inclui três modos de pilotagem (Urban, Touring e Sport) que regulam a resposta do acelerador, os parâmetros do controle de tração e dos freios ABS. Basta escolher o modo Urban para aproveitar o novo mapeamento do motor – que tem dois cilindros em “L”, 1198,4 cm³ de capacidade, quatro válvulas por cilindro e arrefecimento líquido.

Chamado de Testastretta 11° DS (dual spark) recebeu mais uma vela para aprimorar a queima da mistura e proporcionar mais torque em baixos e médios regimes. E justamente na cidade e no modo Urban, que limita a potência a 100cv, essa mudança é mais notada: onde antes era preciso reduzir uma marcha ou aumentar o giro, agora o motor funciona mais redondo e suavemente.

Caso opte pelo modo Sport, com resposta instantânea ao acelerador e toda a cavalaria à disposição, descobre-se a origem do motor capaz de gerar 162 cavalos de potência máxima a 9.250 rpm – derivado da já aposentada esportiva 1198. Graças ao bom controle de tração dá para “torcer o cabo” e se surpreender com uma aceleração estonteante na reta – a Ducati afirma que a Diavel faz de 0 a 100 km/h em 2,6 seg. Ou ainda acelerar sem medo na saída de curva e transformar o painel em uma árvore de natal, pois quando o controle de tração entra em ação uma luz laranja pisca no painel. E com 13,3 kgf.m de torque (a 8.000 rpm), acredite, a luz indicadora pisca bastante.

Única
Esqueça a nomenclatura dos departamentos de marketing ou os segmentos de motocicletas. A Ducati Diavel é única. Não se encaixa como uma custom, não é uma naked, é simplesmente divertida de pilotar. Não se trata, é claro, da moto mais prática do mundo: faltam pontos de fixação da bagagem, o banco para o passageiro até é confortável, mas a sua namorada (ou esposa) irá reclamar de ter que andar com as pernas tão flexionadas.

E, convenhamos, mesmo que em movimento a Diavel seja ágil tendo em vista seu porte, circular diariamente com uma moto de 210 kg, que emite um ronco grave e algum calor para as pernas não é exatamente o sonho de todo motociclista.

Mas justiça seja feita, a Diavel 2015 foi aprimorada em alguns pontos que ampliaram sua vocação estradeira. O banco tem novo formato e oferece apoio lombar e o painel agora traz a única informação que faltava: marcador de combustível. Com essas melhorias, rodei mais de 300 km em um dia com bastante conforto, e claro, emoção. O consumo variou entre 16 e 18 km/l, mas confesso que não me contive no acelerador.

O mais divertido é acelerar na saída e ver a próxima curva chegar rapidamente. E aproveitar o sistema de freios com grandes discos na dianteira, mordidos por pinças radiais, e abusar da atuação do sistema ABS. Sem se preocupar com o consumo, afinal os 17 litros do tanque garantem pelo menos 280 km de autonomia.

Em resumo, a Ducati Diavel foi feita para quem busca uma moto única e cheia de estilo. Mas sem deixar de lado a emoção e o desempenho de uma “macchina” italiana.

Ficha Técnica
Ducati Diavel 2015
Motor dois cilindros em “V” a 90°, 8 válvulas, comando desmodrômico, duas velas por cilindro e refrigeração líquida
Diâmetro x Curso 106,0 X 67,9 mm
Taxa de compressão 12,5:1
Capacidade 1198,4 cm³
Potência Máxima 162 cv a 9.250 rpm
Torque Máximo 13,3 kgf.m a 8.000 rpm
Sistema de Alimentação Injeção Eletrônica
Partida Elétrica
Câmbio 6 velocidades
Embreagem Deslizante com acionamento hidráulico
Transmissão final por corrente
Suspensão
Dianteira Garfo telescópico invertido (upside-down) Marzocchi com tubos de 50 mm e 120 mm de curso, totalmente ajustável
Traseira Amortecedor Sachs fixado por links ao monobraço, com 120 mm de curso e totalmente ajustável
Freios
Dianteiro Disco duplo flutuante de 320 mm, com pinça radial monobloco Brembo de quatro pistões e ABS
Traseiro Disco simples de 265 mm com pinça flutuante de dois pistões e ABS
Rodas De liga leve de alumínio (Diavel) - 3.50 x 17’’ (D); 8.00 x 17’’ (T)
Pneus
Dianteiro 120/70- ZR17
Traseiro 240/45- ZR17
Quadro Treliça em aço tubular
Altura do Assento 770 mm
Distância Mínima do Solo não disponível
Dimensões (C x L x A) 2.257 mm x não disponível x 1.280 mm
Distância entre-eixos 1.590 mm
Tanque de Combustível 17 litros
Peso (a seco) 210 kg (Diavel)
Cores: Preta
Preço R$ 64.900



Fonte:
Agência Infomoto
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