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Teste: Benelli TRE 899K uma touring na medida

05 de June de 2014
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Paulo Souza

A TRE 899 k é o modelo de entrada no segmento sport-touring da Benelli, montadora que há pouco tempo trouxe suas instalações para o Brasil. Disponível em apenas uma versão, esta moto teve o preço reduzido de R$ 45.690 para R$ 39.990 a fim de entrar na briga com as concorrentes.

Com um conjunto mecânico muito parecido com a naked TNT 899, a TRE 899 K é uma alternativa para quem busca maior conforto para viajar e enfrentar as ruas acidentadas do Brasil, sem perder a esportividade, características nos modelos da marca italiana.

Este segmento de motos trail de alta cilindrada está crescendo a cada dia no mercado brasileiro e a Benelli enfrentará a concorrência de diversas marcas. Para conhecer melhor o comportamento da TRE 899 K, avaliamos o modelo e você confere agora como ela saiu!

Motor
Seu propulsor é o mesmo da naked TNT 899, um DOHC de três cilindros em linha, que possui exatos 898 cm³ e gera potência máxima de 98 cv a 9.500 rpm e torque de 7,65 kgf.m a 5.000 rpm. Não houve nenhuma alteração para equipar o modelo trail.

Este motor, assim como já disse no teste da TNT 899, chama a atenção desde o momento em que você liga a moto, seu ronco é um tanto quanto diferente. Porém, mesmo em baixas rotações ele consegue ser potente e tem um ótimo torque para enfrentar o transito do dia a dia e também na hora de pegar a estrada.

Com uma velocidade cruzeiro de 120 km/h em sexta marcha o motor trabalha com apenas 5.000 rpm, ou seja, tem um fôlego de sobra para ultrapassagens e pode alcançar boa velocidade final. Seu cambio de seis marchas é bastante macio e preciso nas trocas de marchas, mesmo que não sejam frequentes dentro da cidade, ajudada pelo torque.

Design
Um dos destaques da TRE 899 K sem dúvidas é o seu elegante design e sua imponência, que deve parte disso para suas carenagens que cobrem a motocicleta. Este conjunto também ajuda a desviar o vento do piloto e melhora a aerodinâmica da moto.

O painel, ao contrário do modelo TNT 899 é mais atraente e possui todas as informações necessárias para o piloto, exceto indicador de marcha. Ele mescla dados analógicos, como o tacômetro e indicador de temperatura, e digitais, como velocímetro, marcador de combustível e hodômetros.

Outro detalhe que chama atenção visual é o sistema de escapamento localizado abaixo do banco, ele da um toque diferenciado e deixa o modelo mais atraente. Este assento, apesar de ser único possui dois níveis e é muito confortável para o piloto e se encaixa perfeitamente para uma longa pilotagem. No entanto, o espaço destinado ao garupa ainda é pequeno e para longas distâncias pode ser desconfortável.

Pilotagem
Atualmente as trails e tourings de alta cilindrada estão mais para o lado on road do que para o off-road, e a TRE 899 K não foge desta estatística. Suas rodas de liga leve de 17” calçadas com pneus street reforçam este espírito de estrada e permite uma pilotagem mais esportiva, principalmente nas curvas onde podemos ter boa inclinação.

Mesmo assim, ela também pode encarar alguma aventura em terreno de terra batida, mas claro, tomando os devidos cuidados por não ter pneus de uso misto. O problema ao andar fora da estrada é a sua pilotagem em pé, pois sua pedaleira é bastante estreita e desconfortável para se aventurar neste estilo.

Já na estrada ou na cidade sua posição de pilotagem é confortável e a moto possui fácil condução. Seu quadro de aço tubular em conjunto com as suspensões permite uma tocada esportiva e deixa a moto bastante prazerosa e ligeira nas mudanças rápidas de direção.

Este conjunto de amortecedores trabalha bem e corrige perfeitamente as imperfeições do asfalto. Na dianteira possui garfo invertido com 50 mm de diâmetro da marca Marzocchi, e na traseira braço oscilante de 115 milímetros de curso da marca Sachs.

Um ponto que vai pesar contra esta moto é o seu sistema de freios, apesar de eficiente e contar com mangueiras de aço do tipo aeroquip, ele não possui sistema de segurança ABS, que deveria ser item de série em uma moto de 898 cm³. Na dianteira ela possui disco duplo de 320 mm e na traseira um disco simples de 240 mm, ambos mordidos por pinças Brembo.

Desfecho
A Benelli possui nas mãos uma boa moto no segmento de trails de média cilindrada, com destaque para o seu motor, forte e “torcudo”, acompanhado pelo belo design italiano. No entanto, existem dois pontos que podem deixar ela em segundo plano na hora de decidir a compra de um modelo desta categoria.

O primeiro é o seu preço sugerido de R$ 39.990, muito alto em relação a grandes concorrentes, e o segundo é a falta do sistema ABS, disponível de série na grande maioria das trails e tourings desta classe.

Se a marca italiana conseguir reduzir seu preço praticado e futuramente instalar um sistema ABS, com certeza poderá alavancar e muito as vendas e brigar de igual para igual entre as motos desta categoria, pois, futuro ela tem, mas, por enquanto será difícil obter sucesso no mercado.

O jornalista utilizou no teste capacete LS2, jaqueta, calça, luvas e botas Race Tech.

Ficha técnica
Motor: 3 cilindros em linha, inclinados 25º
Cilindrada: 898 cm³
Potência: 98 cv @ 9.500 rpm
Torque: 7,65 kgf.m @ 9.500 rpm
Câmbio: 6 marchas
Suspensão dianteira: Marzocchi, com garfo invertido com 50mm de diâmetro
Suspensão traseira: Sachs, braço oscilante, 115 milímetros de curso
Freio dianteiro: Brembro de disco duplo de 320 mm
Freio traseiro: Disco simples de 240 mm
Comprimento: 2.183 milímetros
Altura do assento: 850 milímetros
Capacidade do tanque: 21,5 litros
Peso: 244 kg em ordem de marcha

Fotos: Aladim Lopes Gonçalves



Fonte:
Equipe MOTO.com.br
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