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Teste: A evolução do Citycom com freios FH-CBS

01 de September de 2014
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Aldo Tizzani

Lançado em 2010, o scooter Dafra Citycom 300i já é figura carimbada nas ruas, estradas e estacionamentos das empresas. Confortável, o Citycom se tornou um produto para dupla jornada: ágil no deslocamento urbano e opção para viagens curtas nos finais de semana. Muito desse conforto, aliás, se deve ao porte imponente e outras características, como as rodas aro 16”, amplo para-brisa, assento largo e o prático espaço sob o banco.

Em quase quatro anos no Brasil, o Citycom, fruto da parceria entre a marca brasileira e a taiwanesa SYM, chegou a sua maturidade e recebeu uma atualização importante: os freios combinados FH-CBS acionados hidraulicamente. A mudança garante frenagens mais eficientes e eleva o produto brasileiro ao mesmo patamar de países como França, Espanha, Portugal e Inglaterra onde é um veículo consagrado. Esta segunda geração do scooter, que já está disponível nas concessionárias Dafra, tem preço público sugerido de R$ 15.240.

Motor e ciclística
O Citycom 300i é equipado com motor OHC (Comando Simples no Cabeçote) de 263,7 cm3, quatro tempos, monocilíndrico, quatro válvulas, que produz 23 cv de potência a 7.500 rpm e torque de 2,44 Kgf.m a 5.500 rpm. Portanto, para o dia-a-dia o propulsor oferece força suficiente para largar na frente dos carros em semáforos e rodar com desenvoltura entre eles no trânsito carregado dos grandes centros.
O câmbio com transmissão continuamente variável (CVT) não requer trocas de marcha e permite ao piloto do Citycom se preocupar apenas em acelerar e frear. Além disso, quando há uma desaceleração o sistema funciona como freio-motor, diminuindo gradativamente o giro e a velocidade do scooter.

Na estrada, o scooter consegue manter velocidade de cruzeiro na casa dos 120 km/h, sem forçar o motor. E, caso precise fazer ultrapassagens, ainda tem torque de sobra para realizar a manobra. Sua velocidade máxima supera os 140 km/h, porém a essa velocidade a turbulência começa a incomodar. Seu tanque de combustível tem capacidade para 10 litros e o consumo médio é de 25 km/l. Claro que esse consumo depende de uma série de fatores como ritmo de pilotagem, peso transportado e condições da estrada.

Com um chassi firme e rígido, o modelo é estável nas retas e curvas de baixas e altas velocidades, apesar de apresentar um centro de gravidade alto (o assento está a 800mm do solo). O Citycom 300i usa na dianteira um garfo telescópico com 100 mm de curso e na traseira um sistema bichoque com 91 mm de curso, especificações que condizem com sua proposta. As rodas aro 16” representam um grande ponto à favor da estabilidade e da manobrabilidade e, consequentemente, nas mudanças bruscas de direção. Além de ajudarem a absorver impactos dos pneus com o piso.

Freios combinados
Grande diferencial no Citycom 300i, o sistema de freios combinados em scooters não é novidade no Brasil. O veterano Suzuki Burgman 400, lançado em 2001, já trazia a tecnologia. Recentemente os Honda PCX e seu antecessor o Lead 110 também já ofereciam os freios combinados ao consumidor. O sistema aumenta a eficiência da frenagem, pois diminui seu espaço, uma vez que a força é dividida entre as duas rodas. Por conta disso, o controle do piloto também aumenta em casos de emergência.

Para seu produto, a Dafra adotou a sigla FH-CBS (Full Hidraulic Combined System). Ao acionar o manete esquerdo, responsável pelo freio traseiro, até 30% da força é empregada no disco dianteiro. Esta equalização é feita por um sistema hidráulico, que aciona os pistões que “alicatam” o disco dianteiro. No caso do Citycom, o sistema FH-CBS evita o acionamento do cáliper dianteiro em frenagens de baixa intensidade (medida pela força imprimida no manete esquerdo).

Na prática
Ao usar somente o manete direito, do freio dianteiro, com bastante força aos 50 km/h, seu funcionamento foi da seguinte maneira: a roda traseira travou, arrastando um pouco, e a dianteira "quicou" ao executar a frenagem. Ao fazer o mesmo procedimento, desta vez apertando o manete de maneira mais suave e progressiva, o scooter se estabilizou, mergulhou um pouco a dianteira e freou a traseira, ao mesmo tempo, com menos potência e em menor espaço de frenagem.

Ao acionar com força somente o manete esquerdo, do freio traseiro, aos 50 km/h, percebemos uma atuação maior do freio dianteiro. A parte da frente mergulhou de maneira agressiva e só depois o freio traseiro estabilizou a moto. Ao fazer o mesmo procedimento de maneira mais suave, o Citycom freou com perfeição. Percebemos, então, que a forma correta de frear este modelo é apertando ambos os manetes de maneira suave e progressiva. Assim, a divisão de frenagem entre as rodas fica mais equilibrada.

Mercado
De acordo com a Abraciclo, associação que reúne os fabricantes de motocicletas, nos últimos cinco anos a venda de scooters no Brasil teve um crescimento de mais de 800%. Em 2007 foram emplacados 3.280 unidades. Já em 2012 exatas 29.566. E o Citycom contribui muito para o crescimento desse mercado. De setembro de 2010 a julho de 2014 foram licenciadas 10.735 unidades. “No lançamento, nossa expectativa era vender 1.000 no primeiro ano. Não só ultrapassamos essa projeção, como registramos crescimento constante desde então”, afirma Sérgio Dias, diretor comercial da Dafra.

Ficha Técnica
Dafra Citycom 300i

Motor monocilíndrico, quatro válvulas, OHC, com arrefecimento líquido
Capacidade cúbica 263,7 cm³
Potência máxima 23 cv a 7.500 rpm
Torque máximo 2,44 kgf.m a 5.500 rpm
Alimentação Injeção eletrônica
Capacidade do tanque 10 litros
Transmissão CVT
SUSPENSÃO
Suspensão dianteira Telescópica, com 100 mm de curso
Suspensão traseira Bichoque, com 91 mm de curso
FREIO
Freio dianteiro Disco simples com pinça de pistão duplo
Freio traseiro Disco simples com pinça de um pistão
Chassi Tubular
Dimensões (C x L x A) 2.210 mm x 785 mm x 1.445 mm
Altura do assento 800 mm
Altura mínima do solo 125 mm
Entre-eixos 1.500 mm
Peso seco 182 kg (a seco)
Cor Branca
Preço praticado R$ 15.240 



Fonte:
Equipe MOTO.com.br
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