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Suzuki GSX-R1000: A conhecida das pistas

18 de December de 2012
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Leandro Lodo

 

Comercializada no Brasil, a Suzuki GSX-R1000 está desatualizada em relação ao seu novo modelo lançado na Europa, no Salão de Milão, em novembro de 2011. Mesmo não sendo a superesportiva mais recente lançada pela marca, essa máquina possui potencial de sobra para agradar aos apaixonados por velocidade.

Seus atributos são ingredientes de uma receita clássica: motor potente de 1000 cc com quase 1 kg de peso por cavalo de potência, peso na média dos 200 kg, pouca tecnologia embarcada, conjunto de freios eficiente e sem ABS, um bom conjunto de suspensão e uma ciclística perfeita, tudo o que é preciso para se divertir durante as viagens e, principalmente, nas pistas.

Coração

Com certeza quem procura uma motocicleta esportiva quer uma motocicleta com força e potência e isso, a Suzuki GSX-R1000 tem de sobra. Seu coração é um motor 4 cilindros, DOHC, refrigerado a líquido de exatos 999 cm3 e 185 cv de potência máxima a 10.000 rpm com um incrível torque de 11,9 kgf.m a 10.000 rpm.

Além de toda essa potência, o motor dessa superesportiva é extremamente elástico, evitando que muitas trocas de marchas sejam realizadas e facilitando as reduzidas. Por possuir essa característica, o propulsor da GSX-R1000 auxilia principalmente o piloto iniciante, que pode “jogar uma marcha para baixo” no momento errado. Mesmo assim, a roda traseira não trava, fazendo com que a moto continue estável.

Suspensão e Freio

Devido ao sistema BPF (Big Piston Front Forks), a suspensão dianteira da GSX-R1000 é extremamente estável e sem “mergulhos”, mesmo nas entradas de curvas quando é feita uma frenagem mais brusca. Já a suspensão traseira possui balança articulada, tipo link monoamortecida que auxilia na estabilidade da moto. Ambas, dianteira e traseira, permitem que se façam ajustes de pré-carga e ajustes de retorno e compressão.

Facilmente dosado, o conjunto de freios da GSX-R1000 é bem eficiente, embora não possua a opção ABS. Na frente está um disco duplo de 310 mm de diâmetro mordido por pinças de 4 pistões. Já na traseira, o disco é simples de 220 mm de diâmetro e mordidos por pinça de um pistão. Como a maioria das japonesas, a moto não possui kit aeroquip e caso queira utilizá-la apenas dentro das pistas, é recomendado que faça a instalação do sistema para que evite a fadiga dos freios.

Design e Tecnologia

Com a ponteira do escapamento duplo e a carenagem frontal se assemelhando a uma ave de rapina, a GSX-R1000 tem um visual bastante agressivo. Contribuindo com seu design, as setas dianteiras ficam localizadas nos espelhos retrovisores e as setas traseiras na rabeta, ótimo para aqueles que pretendem colocar um suporte de placa e eliminar o para-lama.

Diferentemente de algumas superesportivas que esbanjam tecnologia, a Suzuki preferiu manter uma motocicleta em que o piloto está no comando. Entretanto, ainda é possível escolher um dos três mapas de gerenciamento do motor (A,B e C) até mesmo com a motocicleta em movimento. Assim, o piloto pode se adequar aos diferentes ambientes e as diferentes condições da pista, por exemplo, em circuito fechado ou pista molhada.

A GSX-R1000 também possui um completo painel de instrumentos com hodômetro total, dois hodômetros parciais, um hodômetro de reserva, temperatura do líquido de arrefecimento, alerta de pressão do óleo e seleção do mapa de gerenciamento do motor escolhido. Além disso, para facilitar a pilotagem esportiva, no painel ainda está disponível um cronômetro de volta e um shift light, que sinaliza que o motor está perto do “corte de giro”.

Conclusão

Apesar da GSX-R1000 comercializada no Brasil não ser o último modelo já desenvolvido pela marca, essa motocicleta ainda possui potencial para estar na briga das superesportivas de 1000cc. Sua tecnologia embarcada fica apenas por conta dos mapas de gerenciamento do motor, mas isso é compensado pela sua incrível ciclística, que faz dela uma moto “na mão”.

Além disso, para se manter na concorrência, a Suzuki deixou o preço dessa superesportiva ainda mais atrativo. Atualmente, essa conhecida das pistas tem o preço público sugerido de R$ 53.900, ou seja, bem menor que uma Honda CBR 1000 RR (R$ 59.900 na versão Standard) e uma Yamaha YZF-R1 (R$ 61.490).

Jornalista veste: Macacão Alpinestars Motegi 2 peças, Botas Alpinestars S-MX 5, Luvas Alpinestars SP-8, Protetor Alpinestars Bionic Back Protector, segunda pele Curtlo e capacete LS2.

Ficha Técnica

Motor: DOHC, 4 cilindros, 4 tempos, 16 válvulas e arrefecimento líquido
Capacidade cúbica: 999 cm³
Potência máxima: 185 cv a 12.000 rpm
Torque máximo: 11,9 kgf.m a 10.000 rpm
Alimentação: Injeção eletrônica
Capacidade do tanque: 17,5 litros
Câmbio: Seis marchas
Transmissão final: Corrente
Suspensão dianteira: Telescópica invertida (upside-down) totalmente ajustável
Suspensão traseira: Balança com monoamortecedor fixado por link totalmente regulável
Freio dianteiro: Disco duplo flutuante de 310 mm de diâmetro com pinça de quatro pistões fixada radialmente
Freio traseiro: Disco simples com 220 mm de diâmetro com pinça de um pistão
Chassi: Dupla trave superior em alumínio
Dimensões (C x L x A): 2.045 x 720 x 1.130 mm
Altura do assento: 810 mm
Altura mínima do solo: 130 mm
Entre-eixos: 1.405 mm
Peso em ordem de marcha: 205 kg
Cores: Branca/Azul, Preta
Preço público sugerido: R$ 53.900,00

Agradecimentos

O MOTO.com.br agradece a MotoSchool pela participação no Track Day.

www.motoschool.com.br/

Fotos: Paulo Souza



Fonte:
Equipe MOTO.com.br
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