moto.com.br

Publicidade:

Testes

Ninja 250R: Imagem é (quase) tudo

14 de July de 2011
Compartilhe este conteúdo:

Arthur Caldeira

Basta parar no semáforo ou estacionar a Kawasaki Ninja 250R para atrair olhares curiosos e perguntas sobre a capacidade cúbica da esportiva: “Essa é 650?”, “Quantas ‘cilindradas’ tem essa moto?”. Todos iludidos pela carenagem integral que traz o nome Ninja sem a inscrição de 250cc – que deixou de ser usado neste modelo 2011. A “Ninjinha” é bonita mesmo e chama a atenção, ainda mais com a pintura que mescla o verde com alguns grafismos em preto, exclusiva dessa “Special Edition” (edição especial).

E justamente o visual é o principal apelo que faz da Kawasaki Ninja 250R a moto mais vendida no segmento “Sport” entre janeiro e junho deste ano – de acordo com dados da Fenabrave (entidade que reúne os distribuidores de veículos), foram emplacadas 2.292 unidades no período.

Pouco importa, nesse caso, que a Ninja 250R, diferentemente de suas irmãs maiores, tem um compacto motor de dois cilindros paralelos, 249 cm³ de capacidade e refrigeração líquida que produz 33 cavalos de potência máxima. O consumidor que opta pela Ninjinha busca mais o visual esportivo do que desempenho propriamente dito. Reforçando a máxima de que imagem é tudo.

Cavalo anda, cavalo bebe
Mais que um simples meio de transporte, motocicletas em geral são objetos de desejo e status. E nesse quesito, a Ninja 250R tem qualidades de sobra. Mas com uma análise mais objetiva e menos passional, a pequena Kawasaki demonstra alguns pontos fracos, principalmente no uso urbano e diário.

A começar pelo comportamento do motor bicilíndrico. Como o projeto da moto privilegia a potência em altas rotações – uma vez que os 33 cavalos só aparecem a 11.000 rpm – a Ninja 250R é fraca em baixos giros. Fraca mesmo! Até os 5.000 rpm, o motor não tem torque para subir ladeiras e, nas retas, fica pedindo uma redução no câmbio de seis marchas.

Como seu torque máximo de 2,24 kgfm só chega a 8.200 rpm, sua faixa de utilização se resume a esses 3.000 giros (a faixa útil de um motor compreende-se entre a rotação de torque e potência máximas, no caso da Ninjinha entre 8.200 e 11.000 rpm). Portanto, quando se mantém o bicilíndrico nessa faixa de giros, a Ninjinha é bastante esperta e divertida de se pilotar. Até mesmo se comporta como uma “pequena” esportiva, guardada as devidas proporções.

E como já diz um ditado do meio: “cavalo anda, cavalo bebe”. Ou seja, se você quer se aproveitar a potência da moto precisa fazer seu motor girar alto. E essa teoria se confirmou na prática. A Ninja 250R teve consumo médio de 19,06 km/litro, chegando a rodar até 21 km/l. O ponto negativo para quem a utiliza diariamente é que a conta vem na hora de abastecer: seu consumo é mais alto que as principais concorrentes da mesma faixa de cilindrada, como Honda CB 300R e Yamaha Fazer 250.

Outro senão para quem quer ter a Ninja 250R como única moto é o incômodo banco para a garupa. Além de pequeno, faz com que o passageiro fique com as pernas muito flexionadas e não tem alça para se segurar.

Mini esportiva
Entretanto, quando conduzida mais “esportivamente” a Kawasaki Ninja 250R revela outras qualidades. Sua ciclística mostrou-se bastante equilibrada e estável. Capaz de atingir 160 km/h – apesar do velocímetro marcar otimistas 200 km/h –, a Ninjinha traz suspensões telescópicas na dianteira (com garfos de 37 mm e curso de 120mm) e monoamortecedor a gás com regulagem (130 mm de curso) na traseira. O suficiente para transmitir segurança nas curvas e também em altas velocidades.

Destaque ainda para o conjunto de freios – a disco em forma de pétala em ambas as rodas. Com pinça dupla na frente e simples, atrás, o sistema é mais que suficiente para “estancar” os 170 kg (em ordem de marcha) da pequena Kawa. Exigem até certo cuidado para não assustar ao piloto.

Ponto positivo para a posição de pilotagem. Apesar do visual esportivo e até mesmo dos semiguidões, o motociclista não precisa ficar “montado” sobre a moto como nas esportivas maiores. O posicionamento das pedaleiras se assemelha aos modelos nakeds, o que facilita a condução no anda e para dos grandes centros e também proporciona conforto não visto nas suas irmãs maiores.

Para se destacar
Longe de ser uma moto prática, a Kawasaki Ninja 250R é uma boa escolha para quem quer uma moto para se destacar e tem um orçamento limitado ou pouca experiência. Seu visual atrai olhares, mas seu desempenho não assusta. Mesmo sendo uma 250cc, dificilmente o motociclista vai ser confundido com um motoboy com essa Ninjinha.

Vendida em três opções de cores (Branca, Preta e Verde) por R$ 16.710,00 – preço base para os Estados de São Paulo e Rio de Janeiro – a Ninja 250R cobra o preço da imagem. Mas se você quiser se destacar ainda mais, pode optar pela Special Edition testada, porém vai pagar a mais por isso: R$ 17.040,00 (SP e RJ). Afinal, imagem tem preço.

Ficha técnica
Motor
DOHC, quatro tempos, dois cilindros paralelos, refrigeração líquida
Cilindrada 249 cm³
Diâmetro x curso 62,0 x 41,2 mm
Taxa de compressão 11,6:1
Potência máxima 33 cv a 11.000 rpm
Torque máximo 2,24 kgfm a 8.200 rpm
Sistema de Combustível Injeção eletrônica
Partida Elétrica
Câmbio Seis velocidades
Transmissão Corrente
Embreagem Multidisco banhado a óleo
Quadro Tubular em aço do tipo diamante
Suspensão
Dianteira Garfo telescópico de 37 mm e 120 mm de curso
Traseira Uni-Trak com amortecedor a gás, com cinco ajustes na pré-carga da mola e 130 mm de curso
Rodas e Pneus
Dianteiro 110/70-17M/C (54S)
Traseiro 130/70-17M/C (62S)
Freios
Dianteiro Disco duplo de 290 mm, com pinça de duplo pistão
Traseiro Disco de 220 mm, com pinça de duplo pistão
Dimensões CxLxA 2.085 mm x 715 mm x 1.115 mm
Entre-eixos 1.400 mm
Distância do solo 130 mm
Altura do assento 775 mm
Capacidade do tanque 17 litros
Peso 169 kg (em ordem de marcha)
Preço R$ 17.040 (preço base SP e RJ)

Fotos: Doni Castilho



Fonte:
Agência Infomoto
Compartilhe este conteúdo:

BMW S1000RR: Da concessionária para a pista

Duelo trail: G 650 GS encara XT 660Z Ténéré

Harley-Davidson Road King: Estilo para viajar sem pressa

Kawasaki Er-6n, uma naked versátil

HONDA CBR 1000RR: nascida para a pista e perfeita na estrada

BMW G 650 GS Sertão: Fôlego para o mundo Off Road

Kawasaki Concours 14: conforto e radicalidade

Duelo trail: G 650 GS encara XT 660Z Ténéré

Harley-Davidson Road King: Estilo para viajar sem pressa

CB 300 ou Fazer 250. Qual é a melhor?

Kawasaki Er-6n, uma naked versátil

Nova CB 600F Hornet 2012 mudou apenas na aparência

BMW G 650 GS Sertão: Fôlego para o mundo Off Road

BMW S1000RR: Da concessionária para a pista

Comentários ( 11 )


edu -

postado em:18/07/2011, 12:01:54

ALELUIA!!!! ATE QUE ENFIM ALGUM CRONISTA DISSE A VERDADE!!!COMO MUITOS ACHO A MOTO LINDA E QUERIA TÊ-LA PARA USAR AQUI NA CIDADE, MAS NINGUÉM ATÉ ENTÃO TEVE CORAGEM DE DIZER: ELA É MUITO RUIM PARA ANDAR NA CIDADE É RUIM MESMO POIS COMO DIZ VC TEM QUE ELEVAR O GIRO PARA ANDAR, E AQUI NA CIDADE NINGUÉM FICA O TEMPO TODPO NO ALTO GIRO,,,ENTÃO;;;NÃO SERVE VC FICA PRA TRÁS!! ISSO MESMO ATRÁS ATÉ DE CG..NÃO ACREDITA? ANDA NELA, PQ ACHA QUE A KAWASAKI NÃO TE DEIXA FAZER TEST DRIVE? A MINHA JÁ VENDI ,

denuncie este comentário



Vinicius -

postado em:16/07/2011, 19:23:17

A moto do repórter bebe demais. A minha nunca fez menos que 23,5 km/l, rodando no painel acima de 150 o tempo todo.

denuncie este comentário



Dalson Correa -

postado em:15/07/2011, 23:06:07

Está vendo Padre, seu eu fosse um bilionário aqui no brasil, daria um jeito de cortar as asas destas montadoras, iria dar um jeito de ser um revendedor das marcas e venderia pelo minimo possível. Não estaria nem ai pro lucro, só queria ver as montadoras ficando loucas e começando á abaixar os preços. mas infelizmente o governo não deixaria eu fazer isso, eles também tem lucro com os impostos. Abração.

denuncie este comentário



Jornalista -

postado em:15/07/2011, 20:58:59

Ridículo.... Tá faltando profissionalismo e verdade no jornalismo, aliás jornalismo não, sei lá que nome dar a "isso", a web traz coisas boas e coisas ruins, qualquer mané escreve qualquer besteira e sai espalhando....

denuncie este comentário



Pedro -

postado em:15/07/2011, 12:13:13

Tenho observado que em algumas regiões..em São Paulo por exemplo as vezes até baixam os preços, acredito que seja devido o número de concssionárias, aqui em Brasília só tem uma concessionária e a outra mais próxima daqui fica em Goiânia...(aprox. 180km daqui) ou seja, não tem concorrência...por isso eles usam e abusam nos preços...preço aqui não cai nem com reza braba..rsrs

denuncie este comentário



PADRE -

postado em:15/07/2011, 10:06:49

Obrigado Na Hora, esqueci mesmo! Abração Padre

denuncie este comentário



Na Hora -

postado em:15/07/2011, 10:06:07

O Padre esqueceu de dizer que as fábricas dão 30% de desconto para compras em quantidade, então para a Kawasaki ela custa US$2,800.00, é mole? Abraços Na Hora

denuncie este comentário



PADRE -

postado em:15/07/2011, 10:02:33

É Dalson, ela custa US$4,000.00 nos EUA, mais 115%(US$4,460.00) que já inclui tudo, impostos, frete mais lucro abusivo e temos US$8,460.00 = R$13.282,03. O Resto é lucro abusivo mesmo e não impostos! É claro que tem sempre aqueles que gostam de pagar caro e é por isso que esses empresários abusam dessa forma. Abraços Padre

denuncie este comentário



Luca Ramone -

postado em:14/07/2011, 20:48:09

A Kawasaki saiu na frente trazendo p/ o Brasil essa pequena notável, temos ótimas montadoras que já estão aqui há décadas, mas infelismente não tiveram visão, ousadia para investir em um mercado que há anos fabricam as mesmas motos, essa ninja na década de 90 era 4cc e tinha um giro altíssimo, chegando a 18m/rpm (giro de f1...rs) a Kawasaki só deixou a desejar no preço que é muito alto para uma moto de 250cc..fora isso é linda, anda bem e é confortável.

denuncie este comentário



Dalson Correa -

postado em:14/07/2011, 16:00:41

É uma motinha muito boa, mas o preço deixa à desejar, R$ 17,040... É um valor muito alto para uma moto de 250 cc. Eu me pergunto porque estas montadoras fominhas não lançam no mercado uma moto dessa por um preço bem acessivel, se uma moto dessa é vendida, vamos supor, por mais ou menos R$ 5,000, "iria vender que nem agua". Todo mundo iria comprar e o lucro da empresa iria crescer muito, mas também tem os impostos que o governo aplica, que também são outros fominhas. Que raiva"

denuncie este comentário



Felipe! -

postado em:14/07/2011, 14:55:33

melhor uma dessa do que os kits pra montar em motos de cilindradas mais baixas!e em breve estarão chegando as da honda!boa opção pra quem nao tem R$ 60.000,00 pra uma super esportiva de 600 a 1000 cilindradas!!

denuncie este comentário



Comente

Para comentar é necessário autenticar, clique aqui!


Busca Rápida

Busca avançada

Comprar ou vender

Cadastre-se | Anuncie agora!

Últimos Anúncios

Montadoras
Ducati Honda CB 600 F Hornet Motos Usadas Kawasaki Motos Novas Fazer Transalp Fipe Yamaha YZF R1 Suzuki Kasinski Moto Velocidade Srad Sundown Motos CBR Harley Davidson MotoGP BMW XT 660 Tornado 600RR Ofertas Shadow Revista Off Road

Siga-nos

ícone orkut ícone youtube ícone twitter ícone facebook ícone rss