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Kasinski Comet GT 650R: Mais esportividade ao seu alcance

28 de February de 2013
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Aladim Lopes Gonçalves

A linha 2013 da Comet GT 650R, versão esportiva e carenada do modelo, chega às concessionárias Kasinski sem alterações significativas no seu conjunto, mas apostando em uma receita que vem dando certo de design moderno, mecânica acertada e aproveitando o bom momento do segmento de motos Premium no país. A parceira da marca brasileira é o grupo chinês Zongshen, mas diferente que se pensa a linha Comet é um projeto da parceira sul-corena Hyosung.

Com um visual agressivo e moderno, a Comet GT 650R se destaca pelo conjunto óptico diferente, alongado na vertical, carenagem integral com duas entradas de ar que combina com o conjunto de cores na versão testada (branco, preto e vermelho) que chamam realmente a atenção.

O banco bipartido reforça seu apelo esportivo, mas não espere grande conforto para transportar o garupa. A concepção da Comet GT 650R é toda voltada para a prática da pilotagem e para o desfrute do piloto, que pode sentir boas sensações no comando da moto.

- Confira o vídeo de apresentação da Kasinski GT 650R

Evidentemente, que uma moto esportiva carregada com todo seu estilo, não pode ser encarada como um veículo para o dia-a-dia nos centros urbanos e requer algumas particularidades. Primeiro, a posição de pilotagem segue o melhor estilo Racing, com barriga no tanque e pescoço esticado. Segundo, o ângulo de esterço do guidão não é dos maiores. Lembre-se que para contornar as curvas as motos esportivas inclinam.

Fora isso, o encaixe para as pernas é perfeito e os pés ficam recuados para trás. De um modo geral, é uma posição mais incômoda no início, mas com o tempo se acostuma. A visualização do painel de instrumentos é boa, com conta-giros analógico e velocímetro digital, e traz diferentes níveis de iluminação.

O motor dois cilindros em “V” de 647 cm³ da Comet GT 650R por uma questão de aproveitamento da empresa é o mesmo usado nas versões naked GT 650 e da custom Mirage 650, sendo uma alternativa de investimento reduzido para o motociclista que busca uma autêntica esportiva, sem precisar recorrer a outros modelos, mesmo de cilindrada menor, ou com mecânica de quatro cilindros ou dois cilindros em linha.

Segundo o fabricante as especificações do motor para a Comet GT 650R ficam em 89,6 cavalos a 9.250 rpm de potência máxima e torque máximo de 6,9 kgf.m a 7.250 rpm. Como esse propulsor trabalha melhor em altos giros, o câmbio de seis velocidades acaba sendo mais exigido ao rodar na cidade. A vibração durante o funcionamento é mais um aspecto que requer adaptação.

O comportamento da suspensão (invertida na frente e monoamortecida na traseira) é de surpreender ao passar por ruas e avenidas, oferecendo um nível de conforto bastante razoável para esse tipo de moto. O trabalho mais rígido da suspensão percebido quando se acelera com um pouco mais de energia. No ambiente rodoviário, a firmeza e a estabilidade da versão mais esportiva da Comet agradam nas curvas e manobras de ultrapassagens.

Ponto positivo para a pequena bolha sobre o painel, que barra as rajadas de ar cortantes que desgastam e empurram o piloto para trás e para a carenagem integral, que corta o vento e contribui para manter um direcionamento perfeito da moto na pista.

As acelerações e as retomadas de velocidade não chegam a empolgar nas comparações com esportivas maiores, mas as respostas aos comandos do acelerador se mostram lineares permitindo atingir rapidamente velocidades superiores aos 120 km/h e as reduções de marcha se mostraram precisas e sem trancos.

Na hora de parar a Comet GT 650R também não se faz de rogada e, apesar do porte médio, freia como gente grande, com firmeza e sem grandes sustos. O conjunto de frenagem é composto por dois discos (pinças duplas com quatro pistões) na frente e disco simples na traseira. A inclusão de sistema ABS, pelo menos como opcional, também seria muito bem-vinda.

A média de consumo da Comet GT 650 durante os testes ficou em cerca de 17 km/litro no ambiente rodoviário e em torno de 14 km/litro no circuito urbano. Não são números de impressionar nesse segmento de motorização, mas vale dar um desconto, pois o que conta mais nessa proposta de moto é a esportividade e o design. Considerando a capacidade do tanque de combustível para até 17 litros, a esportiva da Kasinski pode chegar a uma autonomia próxima de 300 km.

Com um preço sugerido de R$ 25.400, bastante convidativo para o seu nicho, a Comet GT 650R pode ser considerada uma boa alternativa para atingir o próximo degrau entre as esportivas de média cilindrada. Um estilo de motocicleta voltado para a diversão, especialmente nos passeios de final de semana e em viagens de curta distância por boas estradas.

O jornalista usou nos testes capacete LS2, macacão, calça e luvas Race Tech e botas Dainese

FICHA TÉCNICA
Motor DOHC, 4 tempos, 8 válvulas, 2 cilindros em “V”
Refrigeração Arrefecimento a água
Capacidade 647 cm³
Alimentação Injeção eletrônica
Potência máxima 89,6 cv / 9.250 rpm
Torque máximo 6,9 kgf.m a 7.250 rpm
Lubrificação Bomba de óleo
Câmbio 6 velocidades
Transmissão final Corrente
Partida Elétrica
Embreagem Multidiscos banhados em óleo
Comprimento total 2.095 mm
Largura total 700 mm
Altura total 1.135 mm
Distância entre eixos 1.445 mm
Distância livre do solo 165 mm
Peso a seco 198 kg
Altura assento 835 mm
Roda Liga leve
Freio dianteiro Hidráulico a disco (duplo)
Freio traseiro Hidráulico a disco
Pneu dianteiro 120/70 - 17
Pneu traseiro 160/60 – 17
Suspensão dianteira Telescópica invertida (U.D.F.) – Ajuste de amortecimento
Suspensão traseira Balança monochoque ajustável
Cores Cores: Vermelha e Dual Tone (Branca/Preta, Vermelha/Preta e Preta/Cinza)
Preço sugerido ao consumidor R$ 25.400

Fotos: Leandro lodo



Fonte:
Equipe MOTO.com.br
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