moto.com.br

Publicidade:

Testes

Honda XL 1000V Varadero

22 de August de 2007
Compartilhe este conteúdo:
Arthur Caldeira

O asfalto da rodovia SP-61, que liga o Guarujá a balsa de Bertioga, no litoral paulista, não é o que se chama de “tapete”. Cruzando a ilha de Santo Amaro, onde fica o município de Guarujá, em alguns trechos há buracos na pista e em certos locais, obstáculos. Não é uma rodovia para acelerar, mas assim como outras estradas vicinais, compensa as imperfeições do piso com uma bela paisagem para quem viaja de moto.

Ainda mais se o motociclista estiver a bordo de uma big-trail, como a Honda XL 1000V Varadero, mais recente lançamento da marca japonesa no Brasil. Importada da Espanha oficialmente pela montadora, nas cores prata e vinho, a Varadero faz sua estréia para o público hoje, na Adventure Sports Fair, feira de aventuras realizada na Bienal do Ibirapuera, em São Paulo.

Já pudemos pilotar nas estradas brasileiras e experimentar as qualidades que fizeram da Varadero um sucesso de vendas na Europa, desde o seu lançamento no final da década de 1990.

Não só a big-trail da Honda, mas também suas concorrentes são best-sellers no Velho Continente. Modelos como BMW R 1200GS, Suzuki V-Strom DL 1000, Yamaha TDM 900 e Triumph Tiger 1050 são sinônimos de versatilidade e conforto.

Suas principais características — suspensões de longo curso, motores “fortes”, conforto e grande autonomia — fazem das big-trails objetos de desejo dos aventureiros que sonham com uma longa viagem até Ushuaia, extremo sul do continente americano.

Porte imponente

O enorme tanque para 25 litros e a carenagem com pára-brisa regulável compõem o visual imponente da nova Honda, característico do segmento. Sua proposta versátil e aventureira aparece nos protetores de mão e nos pneus de uso misto, além de estar evidente na suspensão dianteira de longo curso e no protetor de motor. Já o conforto pode ser notado ao se subir no largo banco (a 84 cm do solo) e posicionar-se para dar partida no grande motor V2 de 996 cm³ da XL 1000V.
 
Apesar da altura e peso elevado, a posição ereta e o comportamento do propulsor de dois cilindros em “L” (posicionados em “V” a 90º) fazem da Varadero uma motocicleta fácil de pilotar. Com bastante torque desde as baixas rotações (máximo de 9,9 kgf.m a 6.000 rpm), o motor alimentado por injeção eletrônica e com arrefecimento líquido facilita a tarefa de controlar os 241,5 kg (a seco) dessa big-trail.

Protegido pelo pára-brisa, pode-se acelerar até acordar os 95 cv de potência máxima a 7.500 rpm. Facilmente se ultrapassa os limites de velocidade sem perceber, mesmo em uma estrada não tão bem pavimentada, já que o quadro do tipo diamante e as suspensões absorvem bem as imperfeições do piso.

Na dianteira, a Honda Varadero traz um garfo telescópico com tubos de 43 mm de diâmetro e 155 mm de curso. Atrás, a balança conta com um único conjunto mola-amortecedor com 116 mm de curso. Por meio de um botão giratório, pode-se regular o retorno e a pré-carga da mola, caso esteja com garupa ou bagagem.

Sobra motor

Com motor mais que suficiente para carregar piloto, garupa e bagagem, sobra torque na hora de arriscar uma investida no off-road. Apesar dos pneus Bridgestone TrailWing serem de uso misto, é preciso dosar a mão na hora de acelerar na areia ou na terra fofa.

Basta exagerar um pouco para que a Varadero derrape de traseira. Entretanto, a posição de pilotagem privilegia os mais experimentados no off-road que podem usar o pé como apoio para controlar a moto.

Com o porte da Varadero XL 1000V, não dá para imaginar fazer uma “trilha” com ela. Porém, uma estrada de terra com buracos e ondulações não vai ser problema para essa aventureira. Outra vantagem desse tipo de moto é “ignorar” as lombadas e imperfeições no asfalto ruim, tão comuns nas estradas brasileiras.

Na hora de parar, essa big-trail traz potentes freios a disco na frente e atrás, com os modernos sistemas DCBS (Dual Combined Braking System — que atua na dianteira e na traseira simultaneamente dosando a força correta para uma frenagem segura) e também com o ABS (sistema anti-bloqueio) que, infelizmente, não pode ser desligado nem no fora-de-estrada.

A aventureira também dispõe de um painel completo. São dois mostradores analógicos (conta-giros e velocímetro) e uma útil tela de LCD que, além dos hodômetros, traz informações como consumo imediato da moto (em km/l ou l/100 km) e também a autonomia restante após a moto entrar na reserva (de 4,0 litros).
 
Como opcional, no exterior, a Varadero pode ser equipada com maletas laterais. Pena que a Honda não pretende importar os acessórios para o Brasil, para a felicidade dos fabricantes paralelos.

Concorrente de peso

Depois de rodar com a Varadero, pode-se afirmar que a nova Honda é uma concorrente de peso para enfrentar às outras big-trails à venda no país. Com preço sugerido de US$ 28.064,00 (cerca de R$ 54.000,00), o modelo chega às concessionárias agora em setembro. A Honda espera vender cerca de 400 unidades da Varadero XL 1000V até o final do ano.
 
Números otimistas, se levarmos em conta o universo de cerca de 1000 motos da categoria emplacadas em 2006, de acordo com números divulgados pela Honda. Sem falar nos modelos big-trails já disponíveis e consagrados no mercado, como a BMW R 1200GS, com preço inicial de R$ 59.900,00 (standard sem ABS), a Suzuki V-Strom DL 1000, cotada a R$ 53.436,00, e a Tiger 1050 S, vendida a R$ 65.900,00.

Sem dúvida uma concorrência acirrada para essa grande aventureira.

Ficha Técnica

Motor: 4 tempos, DOHC, 2 cilindros em “V” a 90º, 8 válvulas, arrefecimento a líquido 
Capacidade cúbica: 996 cm³ 
Diâmetro e curso: 98,0 x 66,0 mm 
Taxa de compressão: 9,8 : 1 
Potência máxima: 95 cv a 7.500 rpm 
Torque máximo: 9,9 kgf.m a 6.000 rpm 
Câmbio: 6 velocidades
Transmissão final: por corrente
Alimentação: Injeção eletrônica
Partida: Elétrica
Quadro: Diamond (pivotless) de seção tubular
Suspensão dianteira: Garfos telescópicos de 43 mm de diâmetro e 155 mm de curso
Suspensão traseira: Monoamortecida Pro-Link, com curso de 116 mm e
ajuste do retorno e da pré-carga da mola
Freio dianteiro: Duplo disco flutuante de 296 mm com pinças de 3 pistões (com sistema DCBS e ABS)
Freio traseiro: Disco simples de 256 mm de diâmetro com pinça de dois pistões
Pneu dianteiro: 110/80 – ZR19 sem câmara 
Pneu traseiro: 150/70 – ZR17 sem câmara 
Comprimento total: 2.295 mm 
Largura total: 925 mm 
Altura total: 1.500 mm 
Distância entre eixos: 1.560 mm 
Distância do solo: 181 mm
Altura do assento: 838 mm
Peso seco: 241,5 kg 
Tanque de combustível: 25,0 litros (4,0 l de reserva)
Cores: Prata e Vinho   
Preço: R$ 52.561,07, com base no Estado de São Paulo, sem incluir despesas com óleo, frete e seguro.

Fotos: Caio Mattos.


Fonte:
Agência Infomoto
Compartilhe este conteúdo:

Teste: Dafra Maxsym 400i oferece conforto na estrada

Honda anuncia chegada dos modelos CB 650F e CBR 650F

Avaliação da Triumph Tiger Sport

Teste: Triumph Thruxton é café racer customizada de fábrica

Teste: Yamaha VMax é pura força bruta

Duelo caseiro: NC 700X vs. CB 500X

Teste Honda CB 500X: A mais divertida da família!

Honda anuncia chegada dos modelos CB 650F e CBR 650F

Teste: Triumph Thruxton é café racer customizada de fábrica

Avaliação da Triumph Tiger Sport

Teste: Dafra Maxsym 400i oferece conforto na estrada

Teste: Comparativo Flex Honda CB 300R x Yamaha Fazer 250

Yamaha traz para o Brasil a MT-09, confira nossa avaliação!

Yamaha lança XTZ 150 Crosser e nós já avaliamos, confira!


Comente

Para comentar é necessário autenticar, clique aqui!


Busca Rápida

Busca avançada

Comprar ou vender

Cadastre-se | Anuncie agora!

Últimos Anúncios

Montadoras
Ducati Honda CB 600 F Hornet Motos Usadas Kawasaki Motos Novas Fazer Transalp Fipe Yamaha YZF R1 Suzuki Kasinski Moto Velocidade Srad Sundown Motos CBR Harley Davidson MotoGP BMW XT 660 Tornado 600RR Ofertas Shadow Revista Off Road

Siga-nos

ícone orkut ícone youtube ícone twitter ícone facebook ícone rss