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Honda Biz 125: A preferida das mulheres motociclistas

05 de March de 2012
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Arthur Caldeira

Os números não mentem. A Honda Biz é um sucesso de vendas no Brasil. Em 2011, foram emplacadas 222.679 unidades da pequena motoneta de 125cc – número que a posiciona como a terceira moto mais vendida, perdendo apenas para as CG 125 e 150, e também como o quinto veículo no ranking dos campeões de vendas em todo o País. Grande parte desse sucesso deve-se principalmente à preferência das mulheres pelo modelo. De acordo com a Honda, 71% das unidades de Honda Biz 125 comercializadas em 2011 foram adquiridas por mulheres e, em algumas regiões, essa porcentagem é ainda maior.

Na tentativa de desvendar a mente feminina, testamos a Biz 125 EX na semana que antecede o Dia Internacional da Mulher para descobrir por que a CUB da Honda é a queridinha delas. Confira.

Receita antiga
No mercado brasileiro desde 1998, a Biz é um projeto nacional, mas que utiliza uma receita muito antiga: a ideia de uma embreagem centrífuga, que dispensa o manete para ser acionada, foi criada há mais de 50 anos pela Honda para a Super Cub. O sistema proporciona diversas comodidades, a começar pela facilidade de pilotagem. Afinal, não é preciso “controlar” a embreagem em saídas e as trocas de marchas são feitas de forma bastante suave.

Porém, o sistema não é somente fácil de usar, mas também prático e confortável. Certamente o câmbio rotativo com as quatro marchas para baixo é um dos fatores que atrai as mulheres, pois não estraga e nem marca os calçados. Até mesmo na última reformulação da Biz, ocorrida no modelo 2011, a marca redesenhou o pedal de câmbio e o apoio do calcanhar para que facilitasse a pilotagem com sapatos com salto. Claro, as consumidoras têm sempre razão.

O fato é que goste ou não – e eu não gosto muito, particularmente – a embreagem automática com câmbio rotativo funciona muito bem na cidade e é bastante confortável no trânsito urbano. Mas qual a vantagem em relação à transmissão por polia variável dos scooters? O desempenho. Poder reduzir uma marcha com o apoio do calcanhar, quando necessário, faz com que a o motor de 125cc da pequena Biz encare subidas com mais facilidade e vigor.

Aqui, vale ressaltar o maior torque dessa última versão da Biz, que passou a ser flex e ganhou balancins roletados no cabeçote do motor de 124,9 cm³, quatro tempos, arrefecido a ar, que gera potência máxima de 9,1 cv a 7.500 rpm e torque de 1,01 kgf.m a 3.500 rpm, com ambos os combustíveis.

Levinha e baixinha
Sem dúvida outro fator que atrai as mulheres é o porte da Biz. Bastante leve (103 kg a seco), a motoneta é ágil na cidade. Com rodas de 17 polegadas, na dianteira, e 14, na traseira, muda de direção com bastante facilidade e proporciona uma pilotagem “leve”. Além disso, a roda maior na frente garante uma estabilidade melhor do que nos scooters.

O banco a apenas 73,5 cm do solo também ajuda a pilotar na cidade e facilita para as mulheres, em geral com menor estatura do que os homens. Outra mudança bem vinda nesta última versão da Biz foi a nova ergonomia do modelo. A posição de pilotagem ficou mais natural com a elevação do guidão e o uso de um banco mais largo e um pouco mais alto na parte frontal, evitando assim que o piloto seja projetado para frente em frenagens ou buracos.

Prática e econômica
Criada para ser prática desde a concepção de sua transmissão até os detalhes, a Honda Biz 125 é uma ótima companheira no dia-a-dia. Durante uma semana, troquei minha motocicleta pela pequena motoneta. Em vez do baú que uso para carregar minhas “tralhas”, utilizei o pequeno espaço sob o banco da Biz, que tem capacidade para acomodar 16 litros de carga. Ou seja, um bom espaço para guardar vários objetos.

Espaço este que existe graças à ideia dos projetistas da Honda aqui no Brasil, que desenharam rodas de diferentes diâmetros lá em 1998, quando surgiu a Biz. Somente com o uso da roda de 14 polegadas na traseira foi possível dotar a pequena motoneta de um porta objetos. Claro que sua capacidade não se compara à do baú, porém carreguei o macacão de chuva e uma pequena mochila sem problemas. E, na hora de estacionar, ainda dava para guardar um capacete aberto com tranquilidade. Já o pequeno gancho instalado na parte traseira do escudo frontal, é uma ótima ajuda para carregar compras.

O escudo, aliás, pode ser outro motivo pelo qual as mulheres gostam tanto da Biz. Para quem quer sempre estar limpa e arrumada, a peça protege de eventuais respingos de água, lama ou sujeira que possam estar na via. Mais um ponto no quesito praticidade.

Isso sem falar na economia de combustível. Equipada com motor flex, a Biz chegou a rodar 42 km/litro com etanol e mais de 50 km/litro com gasolina. Levando em consideração seu tanque de 5,5 litros (capacidade aumentada nesta última versão), a Biz roda facilmente mais de 200 km sem precisar de abastecimento. Vale ressaltar que as médias de consumo foram obtidas na cidade e, caso for rodar na estrada, a Biz deve “beber” mais. Entretanto, por ser equipada com injeção eletrônica e ter uma bomba de combustível, a luz de reserva se acende bem antes de ocorrer uma pane seca, que pode ocasionar a queima da bomba. Outro inconveniente é o fato de que é preciso levantar o banco para abastecer a motoneta.

Conclusão
Mesmo não sendo fã do sistema de transmissão da Biz – prefiro o tradicional câmbio das motos ou ainda o sistema totalmente automático dos scooters – tenho que admitir que o sistema é bastante prático e tem suas vantagens. Além disso, a Honda Biz 125 é uma boa opção para as mulheres, que buscam um meio de transporte fácil, econômico e acessível.

Com versões que variam de R$ 5.380,00 (KS, com freio a tambor na dianteira e partida a pedal) até R$ 6.680,00 (EX, usada no teste, com rodas de liga-leve e freio a disco), a simpática Biz ganhou ainda um desenho renovado nessa sua última atualização. Com a mudança, ela se diferencia das mais populares motos street com câmbio tradicional e uma imagem de veículo utilitário.

Apesar da difícil missão de entender a cabeça das mulheres, não fica difícil entender a preferência delas pela motoneta da Honda.

Ficha Técnica
Motor OHC, monocilíndrico, 4 tempos, arrefecido a ar
Capacidade cúbica 124,9 cm³
Potência máxima 9,1 cv a 7.500 rpm
Torque máximo 1,01 kgf.m a 3.500 rpm
Câmbio Semi-automático e rotativo de quatro marchas
Transmissão final Corrente
Alimentação Injeção eletrônica
Partida Elétrica (versões ES e EX) e a Pedal (versão KS)
Quadro monobloco
Suspensão
Dianteira Garfo telescópico com 100 mm de curso
Traseira Bichoque, com 85 mm de curso
Freio
Dianteiro Disco (Versão EX) a tambor (versões KS e ES)
Traseiro A tambor/ 110 mm
Pneu
Dianteiro 60/100 – 17M/C 33L
Traseiro 80/100 – 14M/C 49L
Comprimento 1.891 mm
Largura 726 mm
Altura 1.087 mm
Distância entre-eixos 1261 mm
Distância do solo 130 mm
Altura do assento 753 mm
Peso a seco 105 kg (EX), 103 kg (ES) e 101 kg (KS)
Tanque de combustível 5,5 litros
Cores vermelha metálica e preta metálica (EX)/ Rosa metálica, preta, prata e vermelha (ES e KS)
Preço sugerido R$ 6.680 (EX)/ R$ 5.980 (ES)/ R$ 5.380 (KS), todas com sistema Flex

Fotos: Doni Castilho



Fonte:
Agência Infomoto
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