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BMW R 1200 RT: Turismo sobre duas rodas

26 de April de 2010
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Arthur Caldeira

Se você olhar para essa BMW R 1200 RT e não sentir uma vontade incontrolável de pegar a estrada, lamento informar, mas há algo de errado com você. Afinal, a grã-turismo alemã é a perfeita tradução do turismo sobre duas rodas. Ainda mais nesse novo modelo 2010, que recebeu diversas melhorias, entre elas a versão atualizada do motor boxer de dois cilindros opostos e 1.170 cm³, que oferece mais torque desde baixos regimes. Além, é claro, de alguns itens que transformam um simples passeio de moto em uma viagem pra lá de prazerosa.

A R 1200 RT 2010 foi cedida para teste em plena segunda-feira, um dia ingrato para pegar a estrada. Mas encontrei no feriado de 21 de abril, bem no meio da semana, a desculpa perfeita para viajar e aproveitar tudo que essa luxuosa touring tem para oferecer.

Afinal, não é qualquer motocicleta que oferece parabrisa ajustável eletronicamente, posição de pilotagem confortável para rodar centenas de quilômetros, tanque com capacidade para 25 litros e, agora, um sistema de som que permite acoplar um tocador de MP3, um Ipod ou até mesmo um pen-drive para escolher a trilha sonora perfeita para um tour de moto.

Rock’n’roll em alto e bom som

Com uma seleção de músicas que iam de Red Hot Chilli Peppers a Yes, passando por Rolling Stones e Franz Ferdinand, devidamente gravada no pen-drive, saí cedo para aproveitar o ensolarado Dia de Tiradentes. Bastou seguir a dica da BMW: gravar os arquivos em pastas com o nome BMW1, BMW2, e assim por diante. A moto alemã também se rendeu às músicas digitais e não oferece mais CD Player.

Mas, como tudo na vida, a R 1200 RT tem também seu lado ruim. Pois circular com os 259 kg (em ordem de marcha) distribuídos em mais de dois metros de comprimento e 90,5 cm de largura (com as duas bolsas laterais) pelo trânsito da capital paulista não é uma tarefa das mais agradáveis, tenho de confessar. Sorte que uma das qualidades do motor boxer é oferecer bastante torque desde as baixas rotações.

A nova versão do motor de dois cilindros opostos com 1.170 cm³ ganhou um duplo comando de válvulas no cabeçote (DOHC), novas borboletas de aceleração, e novas válvulas, tudo para garantir um torque máximo maior: 12,25 kgf.m a 6.000 rpm (no modelo anterior eram 11,74 kgf.m na mesma rotação).  Número suficiente para levar a RT de 0 a 100 km/h em apenas 3,8 segundos. As melhorias garantiram também uma curva de torque mais plana.

A RT parece até uma moto automática. Mesmo em terceira marcha, em 1500 rotações, basta girar o acelerador para o motor oferecer vigor sem a tradicional “batida de pino”. Graças ao comando eletrônico que gerencia o motor e evita o desconforto. Dessa forma fica até fácil pilotar essa grande motocicleta em baixas velocidades, difícil é circular entre os carros com quase um metro de largura!

Outro ponto positivo é que os retrovisores dessa BMW realmente funcionam. Acoplados à enorme carenagem frontal oferecem excelente visão traseira – arrisco dizer que um dos mais eficazes espelhos retrovisores instalados em uma moto.

A potência máxima foi mantida: os mesmos 110 cv só que agora a 7.750 rpm. E o motor agora pode atingir mais 500 rotações, chegando a 8.500 giros. Não que estas informações não sejam importantes. Mas é que desempenho não é a proposta da RT.

Nem dá vontade de acelerar

Enquanto percorria o novo trecho sul do Rodoanel paulista, regulei o piloto automático para 100 km/h, limite de velocidade da rodovia; ajustei o parabrisa em uma altura adequada; e curtia a trilha sonora, enquanto usava o novo e prático seletor que aumenta o volume e muda de faixa no punho esquerdo. 

O conforto era tanto que não tinha nem vontade de acelerar mais. Essa é a proposta da R 1200 RT, viajar com prazer, sem pressa e confortavelmente. Até mesmo porque acima de 140 km/h ficava difícil ouvir a música.

Rodeado pela bela paisagem, me distraía com as informações do computador de bordo: autonomia, consumo médio, velocidade média, pressão dos pneus... Aproveitei para testar as mudanças do novo ajuste eletrônico de suspensão (ESA II), com o qual pode escolher os modos Comfort, Normal e Sport, além de piloto, piloto e garupa e com bagagem.

Na cidade, com mais buracos, o modo “Comfort”, mais macio se mostrou mais adequado. O “Normal” foi ideal para a tocada tranqüila nos cerca de 80 km entre a Rodovia dos Bandeirantes, na região Oeste de São Paulo, e a Via Anchieta, já no trecho Sul. O modo “Sport” me pareceu rígido demais, transferindo ao piloto toda e qualquer imperfeição do piso.

Que pena!

Depois de mais de quase 300 km rodando sem destino certo, apenas curtindo os mimos dessa grã-turismo era hora de voltar para casa. Uma pena! Porque a distância foi pouca para as qualidades da R 1200 RT. De acordo com o computador de bordo, o consumo médio foi de 18,5 km/l, que resulta, teoricamente, em uma autonomia de mais de 460 km.

Com algum esforço para manobrar a enorme moto alemã do alto de meu 1,71 m, guardei ela na garagem. Uma tarefa delicada, já que seu banco original fica a 84 cm do solo (pode ser ajustado em 82 cm também). Uma pena que a viagem, pois fiquei com gosto de “quero mais”. Fiquei melancólico ao lembrar que o feriado estava se acabando e iria levar com ele também a nova R 1200 RT 2010.

Afinal, para ter uma dessas na garagem é preciso desembolsar R$ 89.900 (valor da versão Premium com todos os opcionais descritos). Descobri que há a opção de um banco mais baixo a 78 cm do chão. Foi então que percebi que minha estatura mediana, definitivamente, não era um grande problema.

Ficha técnica:
Motor:
 Dois cilindros opostos (boxer), 4 válvulas por cilindro, DOHC e refrigeração mista
Capacidade cúbica: 1.170 cm³
Potência máxima: 110 cv a 7.750 rpm
Torque máximo: 12,25 kgf.m a 6.000 rpm
Câmbio: Seis marchas
Transmissão final: eixo-cardã
Alimentação: Injeção eletrônica
Partida: Elétrica
Quadro: Multitubular em aço
Suspensão dianteira: BMW Telelever com 120 mm de curso
Suspensão traseira: BMW Paralever com 135 mm de curso
Freio dianteiro: Disco duplo de 320 mm de diâmetro com ABS Integral
Freio traseiro: Disco simples de 265 mm de diâmetro com ABS Integral
Pneus: 120/70-17 (diant.)/ 180/55-17 (tras.)
Comprimento: 2.230 mm
Largura: 905 mm
Altura: não disponível
Distância entre-eixos: não disponível
Distância do solo: não disponível
Altura do assento: 820/840 mm
Peso em ordem de marcha: 259 kg (sem as malas laterais)
Peso a seco: 229 kg
Tanque de combustível:  25 litros
Cores: Prata, Cinza, Preto, Cinza/Prata/Granito
Preço sugerido: R$ 89.900,00 (Premium)

Fotos: Gustavo Epifanio



Fonte:
Agência Infomoto
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Comentários ( 7 )


Paulo -

postado em:01/05/2010, 07:19:59

Então, tem gente que tem a melhor profissão do mundo e não sabe. Não sei se é o caso do nosso amigo Arthur, que fez o test drive. Tenho uma Burgman 650 que é extremamente confortável mas não tem a ciclística da BMW. Acho a moto turismo top mundial. Quem quiser mais emoção ( viajar a 220 km/h) opte pela BMW 1300 GT.

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Jtrinck -

postado em:27/04/2010, 12:43:34

Show de máquina,mas, ainda fico com a GS1200 pela versatilidade.

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Bikerman -

postado em:27/04/2010, 09:36:56

Putz, que pena, se soubesse dessa moto não teria comprado a bicicrReta... agora acobou o dinheiro...rsrsr

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Marcelo -

postado em:26/04/2010, 23:18:09

maravilha de moto e pensar que na europa custa 18 mil euros algo em torno de 45 mil reais e´um abuso mas vamos ao que importa tenho interesse em compra-la mas estou na duvida com a 1300 gt ando de k 1200 rs sera que esse novo boxer tem pegada ?

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nilobrown -

postado em:26/04/2010, 17:44:27

Quer dizer se custa r$ 89900,00 eu teria q ter em conta corrente a bagatela de 1000,00,00 de reais no minimo pra manter uma moto dessa. Realmente tenho q arranja um emprego melhor, ja q eles não caem na real. Ou apenas uivar para as uvas de doce cachos distante da minha bocarra.

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Bruno -

postado em:26/04/2010, 15:44:23

Quanto à praticidade e o conforto da moto, não há o que falar.Porém a BMW deveria se preocupar um pouco mais com a qualidade dos retentores que usa em seus veículos, do nosso grupo, todos tiveram problemas, nas GS,RT e LT o retentor que separa o cambio da embreagem vaza e a moto começa a patinar a embreagem, a LT1200 ano 2006 do meu amigo esta parada a 30 dias por este problema e a fábrica "nem ai".Hoje eu possuo uma GS 1150/2001, e uma K1200S/2006, c/40. e 20.Km. BMW+ cuidado c/peças injetadas

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Paulo Araújo -

postado em:26/04/2010, 09:53:11

Realmente a moto é senacional, a única coisa ruim é chegar em casa com a vontade de quero mais. Só resta programar novas estradas e torcer para que a semana acabe rápido. Ouso dizer que esta moto oferece mais conforto de muitos carros. Abraços

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