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Avaliação off-road de uma pequena notável

26 de March de 2009
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O MOTO.com.br inicia nesta quinta-feira uma série de reportagens sobre o mais recente teste-viagem realizado pelo colunista Reinaldo Baptistucci. O veterano das estradas levou a nova Yamaha XTZ 125 para uma avaliação em terra, percorrendo mais de mil quilômetros em três dias de aventura pelo Estado de São Paulo e Minas Gerais. Pela riqueza de detalhes, a matéria foi dividida em cinco capítulos. Confira o primeiro:

Eram 12h do dia 18 de março, uma quarta-feira de sol, quando tocou o meu celular. Era o Leandro, direto da redação do MOTO.com.br, avisando que eles estavam indo para Guarulhos buscar a nova Yamaha XTZ 125cc para um teste.

Meu objetivo seria rodar com a moto por estradas de terra com um rumo traçado dias antes. Sairia de São Paulo com destino à região serrana de Monte Verde (MG). A previsão do tempo não era das melhores, e eu sabia que iria enfrentar muita lama no caminho tortuoso que me aguardava.

Às 8h da sexta-feira, estaciono a Suzy 1500 ao lado da XTZ 125. Confesso que ela seria tranquilamente transportada na garupa da Boulevard, já que seu peso não passa de 115 kg e as dimensões tendem a uma reduzida medida.

Sei também que ela tem 10,9 cv e, como disseram em outras avaliações, estava mais adequada ao uso urbano. Eu em particular duvidei de tal história e ia colocá-la nas rodovias e muitas vicinais de terra. Se ela ia se comportar bem, isso já era um outro assunto.

Liguei a XTZ e cheguei à conclusão de que estava surdo, pois não ouvia o barulho do propulsor. Silenciosa, muito além da imaginação e com uma postura ainda desajeitada dei as primeiras voltas com ela, aproveitei para frear forte e a máquina prontamente respondeu, jogando meu corpo para cima do guidão. Teria que ter cuidado. Quanto às curvas de esquina, fiquei surpreso. Você faz a 90 graus e ela mantém firme a trajetória, mas o que eu queria mesmo era vê-la rodando pelas estradas.

Marginal Pinheiros e Tietê, trânsito para lá de pesado, um mar de caminhões e motoboys apressados, uma verdadeira área de risco. Mergulhei de cabeça nessa loucura e não me dei mal. Nesse ponto a moto realmente é para ser usada com toda a energia, sem medo de ser feliz.

Segui em direção à rodovia Airton Senna-Carvalho Pinto e lá estacionei a 90 km/h, embora já soubesse que no máximo não passaria dos 100 km/h. Mas e daí? Essa gata não é uma R1 alucinada, porém, iria rodar muito apreciando a paisagem e foi exatamente o que aconteceu.

Abri o tanque e o frentista completou com exatos 4,36 litros, sendo que já havia rodado 185 km. Na calculadora veio o resultado: 42,38 km/l. “Não é ótimo?”, pensei. Para um ‘duro’, rodar tanto com tão pouco, e isso tudo a 80 ou 90 km/h, é excelente.

Mais uma vez na estrada, cheguei à conclusão de que essa moto foi feita para o trabalho e com proposta de diversão garantida no final de semana; sem esquecer de mais um detalhe muito importante: fila de ônibus na madrugada nunca mais.

Rodovia Dom Pedro e Fernão Dias, ali todo mundo me passou, principalmente os trucados, mas até que não foi uma experiência traumática; basta tirar proveito do vácuo com o devido bom senso de não grudar na traseira do bruto à sua frente que você com astúcia e um pouco de experiência chega a seu destino.

Foi dessa maneira que eu avistei a primeira estradinha de terra, lá para as bandas de Camanducaia (MG), e ai a XTZ mostrou as garras afiadas.

Continua...

Reinaldo Baptistucci.

Parte 2
Parte 3
Parte 4

Parte 5



Fonte:
Equipe MOTO.com.br
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Comentários ( 2 )


edison m -

postado em:26/03/2009, 14:38:55

Qdo o relato fica legal acaba... relato em parcelas não é legal, deixa a gente curioso, más vou ler o resto da novela assim que publicar. OBS: Na quinta foto tem um motorista com celular ao volante, "marronzinho multa ele".

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Guido -

postado em:26/03/2009, 11:40:14

Já tive uma XTZ-125 07 e realmente é uma motinha fantástica. Das "pequenas" com certeza é o melhor custo benefício.

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