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Agilidade com altas doses de conforto

14 de December de 2009
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Aldo Tizzani

O scooter Suzuki Burgman 400 passou por algumas mudanças desde seu lançamento em 1999. Porém, nesta última renovação, as alterações estéticas e mecânicas foram mais radicais e deixando o modelo mais moderno, seguro, potente e menos poluente. A terceira geração conta agora com roda dianteira maior, de 14 polegadas, motor de 34 cv de potência máxima, freios de duplo disco, além de linhas mais arredondadas. De quebra, o motociclista roda com o máximo de conforto. Em função do assento, desenho e posição do guidão parece que o piloto está à bordo de uma grã-turismo como, por exemplo, a BMW K 1200 LT ou a Honda GL 1800 Gold Wing. O preço sugerido ainda é um pouco salgado para um scooter: R$ 26.900.

A grande vantagem do Burgman 400 é que, apesar do porte, demonstra certa agilidade no trânsito urbano. Encara bem as ondulações e buracos, isso em função de rodas e pneus com medidas maiores – 120/80-14 na dianteira e na traseira 150/70-13. Essa mudança também refletiu em uma maior estabilidade do veículo. Para ajudar neste trabalho, o modelo conta receitas tradicionais, porém eficientes: garfo telescópico e monoamortecedor, com ajustes de pré-carga da mola.

O novo sistema de freios está agora até “superdimensionado”. O maxi-scooter da Suzuki tem dois discos de 260 mm de diâmetro na dianteira, mordidos por pinça de dois pistões. Na traseira, disco simples de 210 mm de diâmetro com pinça de um pistão. Com este novo conjunto, a frenagem se apresentou mais eficiente e rápida, transmitindo segurança ao piloto. Detalhe: o modelo conta ainda com freio de estacionamento.

Design e Espaço

O Burgman 400 chegou ao Brasil em 2001 e agora recebeu esta radical atualização. Com linhas menos angulosas, o maxi-scooter transmite sofisticação – é comum ver executivos rodando com o veículo pelas ruas de São Paulo.

O banco largo oferece encosto para o piloto, com cinco posições de ajuste, que se traduz em muito conforto para também rodar em rodovias bem pavimentadas. A altura do banco aumentou para 710 mm (eram 695 mm anteriormente), mas sem dificultar o apoio dos pés no chão. Podemos lamentar apenas que a nova versão perdeu o encosto para a garupa (sissy-bar).

Falando em viagem, o modelo conta um generoso espaço sob o banco – 62 litros –, que serve para acomodar bagagem, pequenos objetos ou até mesmo dois capacetes. No anteparo do escudo frontal há também três porta-luvas, o maior deles tem capacidade para levar até 10 litros. Ideal para guardar documentos, celular e óculos.

A nova carenagem frontal ganhou para brisa maior que protege o piloto da chuva e do vento. De tão grande, o guidão chega a bater na bolha ao atingir o ângulo máximo de esterço. Um errinho de projeto talvez que, entretanto, não chega a atrapalhar nas manobras.

Na parte traseira, as novas lanternas transparentes do Burgman 400 estão mais bonitas e com maior área de visualização, bastante diferente do modelo anterior, que apresentava lanternas separadas, como nos automóveis de passeio. O painel manteve seu design e funcionalidade completa: velocímetro, tacômetro, hodômetros parciais, relógio, indicadores de temperatura ambiente, nível de combustível e temperatura do líquido de arrefecimento. Destaque para a tela de cristal líquido que traz até marcador de consumo instantâneo de combustível.

Motor

Não é só no aspecto visual que o Burgman ganhou atualizações. Para atender às regras de emissão de poluentes (Promot 3), o motor foi reformulado para garantir desempenho e um comportamento mais ecológico. A configuração é a tradicional: monocilíndrico, DOHC (duplo comando no cabeçote), quatro tempos e com refrigeração líquida. Ganhou novo sistema de injeção eletrônica, que oferece uma maior economia de combustível, além de respostas mais rápidas ao girar o acelerador.

Com 399,87 cm³ de capacidade, o propulsor produz 34 cv a 7.300 rpm de potência máxima e 3,70 kgf.m a 5.800 rpm de torque máximo. Ou seja, o par máximo oferece respostas desde as baixas rotações. Por isso o modelo tem boa desenvoltura no trânsito urbano, como também rodando por estradas. Outro fator que tem atraído muitos pilotos ao mundo dos scooters é a transmissão automática (CVT).

Dispensando o uso da embreagem e, consequentemente, as trocas de marchas constantes, a praticidade é um marca registrada dos scooters. Como na maioria dos casos basta apenas ligar e acelerar o Burgman 400. Neste caso, o teste foi feito em pista fechada. O scooter da Suzuki pode acelerar a mais 140 km/h. Além disso oferece bom ângulo de inclinação, que ajuda a contornar curvas. A postura do piloto, confortavelmente sentado, com os pés apoiados, é outro ponto que merece destaque. Para finalizar, o tanque de combustível do maxi-scooter da Suzuki tem capacidade 13,5 litros, o que lhe garante uma autonomia superior a 250 km.

E é por esta versatilidade que os europeus são “fãs de carteirinha” dos scooters. Lá há modelos de 50 cc até 800 cc. Ou seja, para todos os bolsos e gostos. Na Itália, por exemplo, os scooters representam 50% do total de vendas dos veículos de duas rodas. Aos poucos este tipo de transporte vem atraindo cada vez mais adeptos no Brasil e, por enquanto, o Suzuki Burgman 400 ainda reina absoluto em seu segmento. O que pesa contra é o preço R$ 26.900, além do alto valor das peças de reposição e revisão, já que é importado pela Suzuki.

FICHA TÉCNICA:
Motor: 4 tempos, monocilíndrico, 4 válvulas, refrigeração líquida
Potência Máxima: 34 cv a 7.300 rpm
Torque Máximo: 3,70 kgf.m a 5.800 rpm 
Alimentação: Injeção eletrônica
Câmbio: Automática continuamente variável - CVT
Partida: Elétrica
Rodas e Pneus:
Dianteiro: 120/80 - 14 M/C 58S sem câmara , liga leve
Traseiro: 150/70 - 13 M/C 64S sem câmara, liga leve
Suspensão:
Dianteira: Garfo telescópico
Traseira: Monoamortecedor, com ajustes de pré-carga da mola
Freios:
Dianteiro: Disco Duplo de 260 mm de diâmetro e mordido por pinça de dois pistões
Traseiro: Disco simples de 210 mm de diâmetro e mordido por
pinça de um pistão
Comprimento Total: 2.270 mm
Largura Total: 760 mm
Altura Total: 1.385 mm
Entre Eixos: 1.585 mm
Altura Total:  1.030 mm
Entre Eixos: 1.700 mm
Altura do Assento: 710 mm
Peso Seco: 199 kg
Tanque: 13,5 litros
Cores: Prata, azul e preta
Preço: R$ 26.900,00

Fotos: Mario Villaescusa



Fonte:
Agência Infomoto
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Comentários ( 6 )


Tonelli -

postado em:20/12/2009, 13:05:20

Com a precariedade do sistema viário, principalmente em meio à esses diluvios contemporâneos, que desmascaram os políticos que dizem investir em estradas, todo meu sonho de cpmprar uma B 400 vai para os ares, literalmente, pois só de helicóptero se anda de fato aqui em São paulo!

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Lekão -

postado em:16/12/2009, 14:16:07

Realmente é uma bela máquina,particularmente sou fã das BIG trail mas se não fosse o preço até que eu compraria uma pelo conforto e comodidade!

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Roberotto -

postado em:16/12/2009, 14:07:36

Meu 3º sonho de consumo (2º V-Strom, 1º - Burgman 650, 0º - Gold Wing)... Só sabe o conforto e facilidade que proporciona quem já teve scooter (50cc não vale)... Espero muito um Burgman 250cc, como o europeu. O grande problema é que as rodovias brasileiras não são projetadas para andarmos com moto, muito menos conservadas para tal. Só pra citar, essa matéria veio com atraso de alguns meses.

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Hamburgman -

postado em:14/12/2009, 23:30:47

Tem que acabar o preconceito com as scooter é certamente a melhor opçào em 2 rodas, eu já tive 3 400 e agora estou rodando com a maravilhosa BURGMAN 650, sinto muito para quem torce o nariz mais acho que as big scooter são a antecipação do futuro das motos. aguardem.....

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juca -

postado em:14/12/2009, 12:41:01

Eu só lamento muito, o fato de que aqui no Brasil, o pessoal ainda prefere ir pro trabalho com motocicletas superesportivas com mais de 180cv.... (isso tudo em ruas completamente engarrafadas, ou praticamente intransitáveis por causa de buracos e imperfeições) Se na Itália as Scooters são preferencia nacional, é pq eles já atingiram um nivel cultural diferente do nosso... evolução, meus caros, evolução...

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tuiuiú tonto -

postado em:14/12/2009, 08:25:38

Ja fui proprietario de um so que era ano 2.001, isso aconteceu em 2004, qdo sofri um acidente de moto e fraturei a perna, A recuperação levou um ano, então nesse período a unica moto que consegui andar foi na burgman 400. Na época me serviu muito bem, pois não tinha escolha, quando não precisei mais dela e resolvi vender aí foi um problema, levou dois anos e mesmo assim porque troquei com um monte de bugigangas. Pra quem não gosta de emoção é uma boa moto.

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