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Teste BMW G 650 GS: Com itens de série ela leva vantagem

21 de October de 2013
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Paulo Souza

Quando falamos em motocicletas da BMW resgatamos no pensamento o sinônimo de qualidade que uma marca Premium oferece, no entanto, já faz alguns anos que não é necessário gastar “rios” de dinheiro para ter uma na garagem de sua casa. Prova disso é a G 650 GS, modelo de entrada que faz sucesso há muitos anos pelo mundo e custa aqui no Brasil R$ 29.800.

Ela reúne características que com certeza fazem a diferença para o consumidor na hora da compra de uma bigtrail, mesmo não sendo a moto mais ágil e esportiva da categoria. Entenda o porquê em nossa avaliação sobre este modelo.

Itens de série
A grande façanha da BMW G 650 GS contra suas concorrentes é sem dúvidas os itens de série oferecidos pela marca. A começar pelo sistema de freios bastante eficiente com ABS. O traseiro é um pouco sensível, qualquer freada mais forte você sente o sistema eletrônico acionado. Porém, o melhor do ABS é a opção de manter ligado o tempo todo ou desligá-lo quando utilizar, por exemplo, fora da estrada.

Sem contar ainda que a marca alemã equipa todas suas motos com mangueiras do tipo aeroquip, que evita a fadiga dos freios e melhora a frenagem. Outro item que também conta ponto a favor da BMW G 650 GS  é o aquecedor de manopla com dois níveis de aquecimento. Utilizei durante dois dias frios e posso garantir que é ótimo, principalmente para quem mora na região sul do país ou regiões serranas.

O painel é um dos poucos acessórios que deixou a desejar na motocicleta. Ainda possui o velocímetro analógico com as informações de relógio, hodometro total e parcial e conta giros digital. Faltou o marcador de combustível, que até poderia vir acompanhado de indicador de marcha. Ele só alerta quando a moto bate reserva. Há também uma pequena luz vermelha localizada acima do painel digital que só acende quando a moto precisa trocar de marcha, é um item interessante e perceptível.

Outro detalhe que muitos consumidores gostam na G 650 GS é a fácil regulagem da suspensão traseira. Basta girar a alavanca localizada do lado direito da moto para endurecer ou deixar mais solta a suspensão. Ela se mostrou bastante interessante e prática, principalmente quando fui acompanhado do garupa, quando dei uma enrijecida. O conjunto de suspensão dianteiro também atendeu bem as exigências, seu curso de 170 mm de curso trabalha suavemente mesmo em terrenos acidentados.

No entanto, quem utiliza bastante a moto em estradas de terra deve tomar muito cuidado, pois o conjunto de pneus street fica muito liso em terrenos fora de estrada. Há a opção da versão Sertão, que conta com rodas maiores e pneus de uso misto.

Motor
Com um propulsor monocilíndrico de 652 cm³ a G 650 GS faz parte da família “vibra-vibra”. Mas não se assuste, pois não é coisa de outro mundo, sendo normal em todas as motos da categoria de um cilindro. Na estrada o ideal é rodar na velocidade cruzeiro de 120 km/h, pois as vibrações são imperceptíveis, mas até os 140 km/h ela vai bem. Velocidades acima disso podem ser perigosas, senti a moto não muito estável, além de aumentar consideravelmente as vibrações.

Este propulsor gera 50 cv de potência máxima a 6.500 rpm e torque de 6,1 kgmf. É ideal para quem deseja uma moto com respostas rápidas para andar no dia a dia, além de poder pegar a estrada com certo conforto.

O banco em dois níveis permite uma melhor posição de pilotagem transmitindo mais conforto ao piloto, no entanto para o uso off-road é um pouco pior, pois não há como sentar próximo ao “tanque”, que na verdade é apenas um compartimento do sistema elétrico, o tanque de combustível fica centralizado no chassi.

Seu peso em ordem de marcha é de 193 kg, e mesmo assim a moto fez a média de 21,5 km/l de combustível, uma boa média para um modelo de 650 cilindradas.

Conclusão
Sem dúvidas a G 650 GS é uma boa opção para o segmento trail, sendo seus itens de série como grande diferencial para brigar na categoria. O preço do seguro também favorece a moto da BMW, pois é muito mais em conta do que outras concorrentes. Por cerca de 30 mil reais, você pode ter uma grande moto na garagem de sua casa!

O jornalista utilizou Capacete LS2, Jaqueta e Luvas Race Tech e calça HLX

Cotação de Seguro (*)
À vista: R$ 1.519,86
Franquia: R$ 4.054,76

(*) Perfil médio: Homem, 25 a 35 anos, casado, sem filhos, com garagem em casa e no trabalho, morador de São Paulo e com residência em região razoável (bairro da zona sul ou zona oeste, por exemplo).

Agradecimento
Cycle Assessoria e Corretora de Seguros
(11) 3159-0733

Ficha Técnica
Motor Monocilindro / 4 válvulas / DOHC / 652 cc refrigeração líquida
Alimentação: injeção eletrônica
Ignição: eletrônica
Partida: elétrica
Diâmetro/curso (mm): 100/83
Taxa de compressão: 11,5:1
Potência (cv a rpm): 50 a 6500
Torque (mkgf a rpm): 6,1 a 5 000
Câmbio 5 marchas, transmissão final por corrente
Chassi Quadro: dupla trave de aço, com berço
Suspensão Dianteira: telescópica convencional com 41 mm de diâmetro e 170 mm de curso
Suspensão Traseira: balança monoamortecida com regulagem de pré-carga de mola e 165 mm de curso
Freios Dianteiro: disco simples de 300 mm e caliper de 2 pistões (ABS)
Freios Traseiro: disco de 240 mm e cáliper de pistão simples (ABS)
Pneus Dianteiro: 110/80-19
Pneus Traseiro: 140/80-17
Dimensões:
Comprimento (cm) 216,5
Altura/largura (cm) 177/92
Entre-eixos (cm) 152
Peso (kg) 175
Vão-livre (cm) 23
Altura do assento (cm) 78
Tanque (l) 14
Desempenho
0-100 km/h (s) 6,4

Fotos: Paulo Oliveira



Fonte:
Equipe MOTO.com.br
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