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Entrevista: Paulo Gonçalves é a grande fera do Off Road

09 de April de 2014
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O piloto português Paulo Gonçalves, atual campeão do FIM (Federação Internacional de Motociclismo) Campeonato Mundial de Rally Cross Country e do Rally dos Sertões, é considerado uma das personalidades mais carismáticas do mundo Off Road. Apesar da pouca altura, apenas 1,68 m, Paulo Gonçalves não se intimida e se agiganta nas competições sendo um piloto temido por algumas das maiores feras do motociclismo. Com uma tocada agressiva e extremamente regular, o piloto português é praticamente imbatível no comando de sua moto Honda CRF 450 Rally, como bem mostraram os seus resultados na temporada 2013, que para ele foi memorável e de puro reconhecimento pelos seus feitos no esporte.

Após um ano marcante e inesquecível para Paulo Gonçalves veio o primeiro desapontamento, justo na competição que abria a temporada 2014, o Rally Dakar, prova em que sua moto pegou foto e o tirou da disputa na quinta etapa. Recuperado do trauma e com esse triste episódio superado, Paulo Gonçalves só pensa em novas conquistas para essa temporada, que segue acelerada com as emoções do Campeonato Mundial de Rally Cross Country, competição em que o piloto da poderosa equipe Honda Team HRC disputa com a moto de nº 1. Em um bate-papo descontraído, Paulo Gonçalves revela a emoção de ser o atual campeão do mundo e conta um pouco dos seus planos para as competições em 2014.

PERFIL
Data de nascimento       5 de Fevereiro de 1979
Local de nascimento      Esposende (Portugal)
Residência                    Gemeses (Portugal)
Altura                           1,68 m
Peso                             74 kg
Hobbies                        Jet Ski, Poker e cinema

PERGUNTA - Em outubro você foi coroado campeão mundial. Como você passou os últimos seis meses e o que faz agora, como preparação para os primeiro desafios da próxima temporada?

PAULO GONÇALVES - Nos últimos seis meses nós demos continuidade a todo o trabalho que foi feito na temporada passada. Depois de conseguir o título na competição nós iniciamos a preparação para o Rally Dakar. Infelizmente para mim, a corrida foi bastante curta. Na volta para a América do Sul eu estava pensando em descansar duas semanas antes de começar os trabalhos de novo. Como o campeonato começa em breve eu tenho uma grande responsabilidade pela frente. Nós queremos sempre causar a melhor impressão possível, ou seja, estando pronto para defender o número um.

P - É verdade. Você tem o número 1 na sua Honda CRF450 Rally. Isso traz mais pressão para você?

PAULO GONÇALVES - Eu penso que a pressão é maior quando você está próximo de vencer o campeonato, e você corre o risco de jogar tudo fora, fazendo alguma bobagem. Agora tudo está preparado e é hora de começar a trabalhar para tentar ganhar mais uma vez. De qualquer forma, não dá para esquecer que é um campeonato longo, não se trata apenas de uma prova de uma semana, é uma competição de mais seis meses e você tem que ser muito competitivo e consistente. Você tem que ser rápido na corrida, sem cometer nenhum erro, ou vai ter problemas e reduzir suas chances de vencer novamente.

P - Como você planeja a estratégia de uma corrida?

PAULO GONÇALVES - Bom, como estamos falando da primeira corrida, essa é sempre uma boa oportunidade para descobrir como o que os rivais estão fazendo. O objetivo é sempre terminar no ponto mais possível. Para ver como tudo está se acontecendo e tentar continuar a melhorar sempre e cada vez mais a partir de então.

P - Quais são as características de Abu Dhabi e Catar, os dois primeiros testes do campeonato, que acontecem logo na sequência?

PAULO GONÇALVES - Abu Dhabi é uma corrida muito diferente do resto do calendário do campeonato do mundial. Praticamente 90% da prova acontece em solo arenoso, com muitas dunas; dunas gigantes, enormes. Às vezes você pode rodar por vários quilômetros sem sequer saber que você está em uma duna. É um teste realmente muito especial. Por outro lado, o Catar tem um percurso que funciona como uma mistura de Abu Dabi e o resto das outras provas do campeonato.

P - Você terá Joan Barreda e Helder Rodrigues como companheiros na equipe Honda durante a corrida. Sem dúvida, uma grande equipe!

PAULO GONÇALVES - Com certeza. Eu acho que vamos estar em uma corrida para disputar o primeiro lugar com a Honda CRF450 Rally. Todos vão lutar por isso. O objetivo é sempre terminar na frente, na melhor posição possível, e obter um bom resultado para ser o vencedor na competição.

P - O último Rally Dakar praticamente serviu como final da temporada 2013. Agora você terá de enfrentar essa temporada de 2014 tentando esquecer o que aconteceu na competição em janeiro?

PAULO GONÇALVES - É verdade. Mas a gente tem que fazer tudo para manter o pensamento positivo. O Rally Dakar 2014 acabou e ficou para trás. Às vezes coisas estranhas acontecem com a gente e o que temos que fazer é, simplesmente, levantar e seguir em frente. Você tem que olhar para o futuro e esquecer porque aquilo não deu certo, porque não funcionou, mas sempre trabalhando duro para melhorar um pouco mais em cada competição.

P - Você esteve pela primeira vez na grande festa de premiação da FIM (Federação Mundial de Motociclismo) no final do ano passado, em Monte Carlo, com a presença de todos os campeões mundiais. Como foi essa experiência para você?

PAULO GONÇALVES - Foi uma experiência única para mim. Eu tive a oportunidade de conhecer o meu herói nas competições, o piloto francês Cyril Neveu, que ganhou com a Honda em 1982, 1986 e 1987, e, claro, o campeão mundial de MotoGP pela Honda, o espanhol Marc Marquez, que é um piloto com um talento incrível.



Fonte:
Equipe MOTO.com.br
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