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HONDA CRF 230 F PARA O BRASIL

15 de September de 2006
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Ter uma moto de enduro no sítio, na fazenda, na praia ou simplesmente para ser usada na prática do Motocross. Este é o grande atrativo da nova Honda CRF 230F, que acaba de chegar ao mercado nacional para conquistar os amantes do off-road e trilheiros inveterados; podendo também ser uma porta de entrada para praticantes de esportes fora de estrada.

Para apresentá-la, a Honda do Brasil reuniu a imprensa especializada num autêntico test-drive em sua pista exclusiva de Motocross, em Indaiatuba (SP). Lá, foi possível sentir as impressões de pilotagem desta pequena “especial”. Especial porque o modelo tem a função bem-definida de uma moto de enduro, compondo a linha esportiva CRF do segmento off-road do fabricante.

Fato importante: a CRF 230 F é a primeiro equipamento nacional da marca especialmente desenvolvida para a utilização fora de estrada. Fabricada no Brasil desde 2002, a máquina já era exportada para os EUA, mas agora estará disponível para o consumidor brasileiro a partir do mês de outubro em concessionárias da montadora, no charme de sua cor vermelha e ao preço de R$ 9.960,00.

No quesito técnico, o modelo — ideal para uma trilha de fim de semana — possui uma série de atrativos, como farol de 35W e partida elétrica. O design segue a linha CRF, com linhas esportivas. O tanque de combustível, com capacidade para 8,2 litros, é de plástico injetado. Há capas de extensão para os joelhos e pernas, algo típico em motos de Cross, e um banco que segue até quase o bocal do tanque, projetado especialmente para esse estilo de pilotagem.

“Magrinha”, com peso seco de somente 107 kg, a motocicleta tem uma compleição que é outro diferencial em relação às motos on / off-road adaptadas para trilhas. Além disso, chamam atenção são as suspensões. A traseira Pro-Link é equipada com balança de alumínio e a suspensão dianteira, com garfo telescópico. Ambas oferecem conforto, leveza e estabilidade. A CRF 230F dispõe de um chassi do tipo “berço”, semi duplo. Com 872 mm de distância do solo, encara qualquer obstáculo.

O motor é um OHC (comando de válvulas no cabeçote), que fornece bom torque em baixas rotações. Com 223 cm3, monocilíndrico, de quatro tempos e com arrefecimento a ar, é alimentado pelo carburador mecânico, com diâmetro de venturi de 26 mm. O filtro de ar é de espuma reutilizável, o que se traduz em menor custo de manutenção. Desenvolve 19,3 cv a 8.000 rpm e possui torque máximo de 1,92 kgf.m a 6.500 rpm, proporcionando uma combinação de potência e praticidade na condução.
 
O escapamento apresenta um design esportivo e o pneu off-road MT 320  assegura tração elevada nos mais diversos tipos de terreno, enquanto os aros de alumínio são leves e resistentes. As largas pedaleiras possibilitam comodidade em manobras radicais e o protetor de cárter se mostra resistente a todo tipo de impacto. Possui freio dianteiro a disco, com 240 mm de diâmetro e acionado pelo cilindro mestre, mais compacto e leve, sendo o mesmo utilizado em modelos de competição. Já o freio traseiro é de tambor, com 110 mm de diâmetro.

Impressões de pilotagem

Confira a avaliação feita por nosso piloto de testes e redator Gian Calabrese:

Por incrível que pareça, minha pouca prática em pistas de Motocross contribuiu para esta avaliação: foi possível mensurar o que a nova Honda CRF 230F representa também para um iniciante. A posição de pilotagem é 100% off-road.

Nos primeiros giros, já é possível sentir a facilidade de condução. As suspensões parecem imbatíveis e a sensação é de que nenhum obstáculo pode nos deter. O motor proporciona uma tocada suave, sem grandes sustos. Aos poucos, dá para começar a ‘enfiar a mão’.

A partir daí, é pura diversão: algumas derrapagens controladas e curvas rápidas comprovaram que a adaptação dos aventureiros fora de estrada ao modelo será rápida e plena. Em poucas voltas, alguns amigos já barbarizavam e emendavam até os tables e dobles da pista, tocando rapidamente.

Sem tombos, concluímos o teste pilotando a CRF de forma agressiva, adaptados ao modelo para um iniciante. Para os trilheiros, é uma máquina perfeita; leve, com excelentes suspensões e motor dócil, aliados ao conforto da partida elétrica e à comodidade de não precisar fazer adaptações. Resumindo, é só abastecer e acelerar. Se na pista já é possível superar seus limites, imagine nas trilhas! Com certeza, a emoção é garantida.



Fonte:
Equipe MOTO.com.br
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