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Motovelocidade

Moto 1000 GP: americano Danny Eslick vence a 2ª etapa

16 de June de 2014
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A segunda etapa do Campeonato Brasileiro de Motovelocidade, no último domingo (15/06) em São Paulo (SP), marcou um feito inédito na história do Moto 1000 GP. Pilotos de cinco nacionalidades compuseram o pódio da categoria GP 1000, a principal do evento, após as 15 voltas da disputa do GP Michelin no Autódromo José Carlos Pace, em Interlagos. A vitória foi do norte-americano Danny Eslick, que cumpria sua prova de estreia pela JC Racing Team.

Eslick recebeu a bandeirada final apenas 105 milésimos de segundo à frente do francês Matthieu Lussiana, da Petronas Alex Barros Racing, líder do campeonato. O único brasileiro no pódio foi Wesley Gutierrez, paranaense que defende a Motonil Motors-PDV Brasil. O italiano Sebastiano Zerbo, da Squadra Ducati Ribeirão, ficou em quarto lugar, com o português Miguel Praia, piloto da Center Moto Racing Team, completando a cerimônia de pódio, em quinto.

O equilíbrio do Moto 1000 GP ficou evidente também no confronto entre as marcas de motocicletas representadas na GP 1000 – quatro delas tiveram pilotos no pódio. Eslick e Gutierrez competem com motos Kawasaki ZX-10R. A moto de Lussiana é uma BMW HP4. Zerbo, que voltou na etapa de Interlagos ao Brasileiro de Motovelocidade, pilota uma Ducati 1199 Panigale, enquanto Praia compete com uma Honda CBR1000 SP.

Pole-position, Eslick liderou maior parte da prova. Desde o início o norte-americano recebeu forte pressão do francês Matthieu Lussiana, da Petronas Alex Barros Racing. Líder da temporada, Lussiana saltou da oitava posição no grid para o segundo lugar na corrida ainda na primeira volta. Chegou a fazer a ultrapassagem sobre Eslick algumas vezes, chegando a completar duas voltas – a terceira e a antepenúltima – na primeira colocação.

Lussiana superou Eslick pela última vez na 15ª e última volta, na curva da Junção. No entanto, deixou espaço para a reação do norte-americano na saída da curva. O piloto da JC Racing Team recuperou a liderança momentos depois para confirmar a vitória na estreia. Outro que completou uma volta na liderança, a oitava, foi Gutierrez, recebido na reta dos boxes com um sonoro aplauso dos torcedores que acompanhavam atentos da arquibancada.

“Eu sabia que esses caras iam me dar trabalho”, sorriu Danny Eslick ao fim da prova. “Todo mundo acelerou muito forte, todos os pilotos jogaram muito limpo, foi uma corrida ótima para todos. Estrear com vitória foi ótimo, assim é mais fácil ainda ter uma impressão do Brasil. Adorei tudo”, definiu, enaltecendo sua equipe. “Tivemos um ótimo início de parceria, fico orgulhoso e agradecido pela oportunidade que me foi dada pela JC Racing para correr no Brasil”.

O revide que tomou de Eslick na manobra da última volta não frustrou o francês Lussiana, líder do campeonato. “Eu tentei até o fim, mas já não estava com a condição ideal do equipamento. Tive um desgaste de freios muito forte, passei boa parte da corrida fazendo regulagens no freio, mas foi difícil. Chegou um momento em que decidi aliviar um pouco para não correr riscos”, contou. “Mas largar em oitavo e terminar em segundo foi um ótimo saldo”.

Gutierrez, que com o terceiro lugar manteve-se na vice-liderança da GP 1000, enalteceu a disputa. “O campeonato atingiu um nível muito alto, a briga hoje foi bem acirrada. Eu mantive meu foco, sabia que se desse o meu máximo conseguiria estar entre os três primeiros”, declarou. “Imprimi um ritmo bom, mas tive problemas de freios, eu vinha regulando sem saber como chegaria ao fim da reta. No fim, fui o único brasileiro no pódio, fiquei feliz”.

GP 1000 - RESULTADOS (15 voltas)
1º) Danny Eslick (EUA/Kawasaki), JC Racing Team, 25min04s708
2º) Matthieu Lussiana (FRA/BMW), Petronas Alex Barros Racing, a 0s105
3º) Wesley Gutierrez (PR/Kawasaki), Motonil Motors-PDV Brasil, a 0s532
4º) Sebastiano Zerbo (ITA/Ducati), Squadra Ducati Ribeirão, a 0s585
5º) Miguel Praia (POR/Honda), Center Moto Racing Team, a 0s748
6º) Diego Faustino (PR/Suzuki), Team Suzuki-PRT, a 0s928
7º) Lucas Barros (SP/BMW), Petronas Alex Barros Racing, a 20s422
8º) Diego Pretel (SP/Ducati), Squadra Ducati Ribeirão, a 20s756
9º) Renato Andreghetto (SP/Suzuki), Team Suzuki PRT, a 28s236
10º) Nico Ferreira (PR/Kawasaki), HPN Racing, a 28s254
11º) Nasser Al Malki (QAT/Kawasaki), MR Lekhwiya Racing Team, a 28s838
12º) Nick Iatauro (SP/Suzuki), Team Suzuki-PRT, a 29s194
13º) Alecsandre De Grandi (SP/Honda), Team De Grandi, a 30s225
14º) Sergio Fasci (ARG/Yamaha), MGBikes Yamaha Racing, a 59s075
15º) Ricieri Luvizotto (SP/MR Lekhwiya Racing Team), a 1min07s151
16º) Daniel Lenzi (PR/BMW), Grinjets, a 1min23s292
17º) Luís Fittipaldi (DF/Kawasaki), JC Racing Team, a 1min32s732
18º) Danilo Lewis (SP/Kawasaki), Motonil Motors-PDV Brasil-RC3, a 1 volta
19º) Marcos Salles (PR/Honda), Competizione Racing Team, a 1 volta
20º) Danilo Andric (SP/BMW), M2B Racing, a 10 voltas
21º) Luciano Ribodino (ARG/BMW), BMW Motorrad Alex Barros Racing, a 12 voltas
22º) Alan Douglas (PR/Suzuki), Team Suzuki-PRT, a 12 voltas
Melhor volta: Lussiana, na 12ª, 1min39s239, média de 156,314 km/h

GP 600
O duelo entre o uruguaio Maximiliano Gerardo, da MGBikes Yamaha, e o brasileiro Douglas Figueiredo, marcou a segunda etapa da GP 600. Os dois polarizaram em Interlagos a caça pela vitória, conquistada por Gerardo com 0s469 sobre o paulista da HPN Racing Team. Quando assumiu a liderança pela última vez na antepenúltima volta, Gerardo imprimiu um ritmo forte e contou com um erro que custou poucos décimos de segundo ao brasileiro.

“Eu fui para a pista pensando no campeonato, e lutando com o Douglas, que tinha um ritmo muito, muito forte. Ele não esteve na primeira etapa, mas o ritmo dele era para vencer. Na sexta-feira o Douglas foi quase um segundo mais rápido, nós tivemos que trabalhar muito na moto para encontrar respostas para a questão”, contou o vencedor. “Eu queria marcar pontos e fui para a pista com muita confiança. No fim, acabou vindo a vitória”, falou o vencedor.

A disputa entre Gerardo e Figueiredo incluiu um toque entre os dois na curva do Laranjinha. “Naquele toque eu fiquei um pouco para trás. Já estava com os pneus esquentando, eu vinha perdendo aderência e o risco de errar já estava aumentando. Achei melhor, no fim, garantir o segundo lugar”, narrou o brasileiro. “O ritmo foi muito pegado. Hoje não deu, mas vamos para cima deles e na próxima, quem sabe, a gente vai estar lá”, concluiu.

A terceira posição na corrida foi do paranaense Joelsu da Silva, piloto da equipe Paulinho Superbikes, que manteve-se na vice-liderança do campeonato e demonstrou satisfação com o resultado. “Há pilotos aqui já em um nível bem alto, e eu estou só na minha primeira temporada completa. Espero aproveitar a experiência deles como referência para melhorar mais a cada etapa, aumentar o meu nível também e logo estar próximo deles”, arrematou.

GP LIGHT
A categoria GP Light teve uma corrida conturbada na segunda etapa do Moto 1000 GP. Foram necessárias três largadas para que os pilotos pudessem manter a disputa até a bandeirada final. A vitória foi do brasiliense Henrique Castro, da BSB Motor Racing. Ele largou da pole position e comemorou na pista de Interlagos a segunda vitória de sua carreira – a primeira aconteceu na penúltima etapa de 2013, em Campo Grande (MS).

A definição da vitória aconteceu nos metros finais, com a ultrapassagem de Castro sobre o conterrâneo Ian Testa. A Motonil Motors-PDV Brasil, equipe de Testa, também levou Rodrigo de Benedictis ao pódio, em quarto. Ricardo Levy, piloto da 1199 Panigale da Squadra Ducati Ribeirão, foi terceiro. Marcelo Cortes, com a Honda CBR 1000 da Center Moto, o quinto. Castro assumiu a liderança do campeonato superando Fabinho Adas na tabela.

A primeira largada teve Testa assumindo a liderança no início. A prova acabou suspensa com a intervenção da bandeira vermelha após três voltas, por conta do acidente que deixou Rafael Bertagnolli desacordado por alguns segundos. O gaúcho da equipe Fábio Loko tocou rodas com Castro na disputa pelo terceiro lugar e sofreu uma queda. A interrupção da corrida teve por fim a viabilização de condições para o socorro médico ao piloto.

O regulamento desportivo determina que, em caso de interrupção de uma corrida até a terceira volta, a disputa seja reiniciada sem cômputo do resultado parcial. Assim, a segunda largada foi dada com o grid reproduzindo a classificação da tomada de tempos. Bertagnolli, Elder Cabreira e Fernando Neiva, que já haviam abandonado após quedas isoladas, e Nicolas Tortone, com a moto danificada em uma queda no warm up, não tomaram parte do grid.

Três voltas após a segunda largada, David Costa teve problemas com a frenagem na aproximação para a curva do Pinheirinho. Ele atingiu a moto de Lucas Teodoro, que ocupava a terceira posição, e os dois saíram da pista. Costa colidiu com violência contra a proteção de pneus e a direção de prova determinou uma segunda interrupção da corrida. Diante desse panorama, o percurso da prova foi reduzido para oito voltas – originalmente seriam 12.

A largada definitiva aconteceu sem Teodoro e Costa, com 28 pilotos na pista. Testa, na segunda volta, conseguiu a ultrapassagem sobre o líder e se manteve à frente até a última volta. Na subida para a reta de chegada, Castro tomou o vácuo da moto do conterrâneo e, assumindo a linha interna na curva da vitória, efetuou a ultrapassagem que definiu sua vitória. A diferença entre os dois brasilienses à linha de chegada foi de 88 milésimos de segundo.

“Eu não tenho uma largada boa, nas três vezes acabei perdendo muitas posições, e naquele toque com o Bertagnolli minha moto ficou um pouquinho empenada. Foi até bom a terceira largada ter sido adiada, houve tempo para a equipe reestabelecer a condição da moto”, contou Castro. “Eu vim estudando o Ian, ele é lá de Brasília, estou acostumado a correr contra ele. Eu não esperava sair daqui como líder do campeonato”, admitiu o brasiliense.

GPR 250
Mais de 20 ultrapassagens na disputa pela primeira posição marcaram a segunda etapa da categoria-escola GPR 250 no Moto 1000 GP. Lucas Torres, paulista de 15 anos que disputa o Campeonato Brasileiro de Motovelocidade pela Estrella Galicia 0,0 by Alex Barros, definiu apenas nos metros finais da corrida a liderança sobre o líder da temporada Meykon Kawakami, 12 anos, que defende a Playstation-PRT e terminou em segundo.

Sétimo colocado no grid, Torres avançou ao primeiro pelotão ainda nas primeiras voltas da etapa paulista, que teve em disputa o GP Michelin. Coube a ele e a Kawakami o maior número de trocas de posição na liderança. O gaúcho Herbert Pereira, da Aclat Racing, que acabaria sendo desclassificado, e o paranaense Suel Silva, da Paulinho Superbikes, que abandonou após sofrer uma queda na sétima volta, também lideraram a corrida.

“Eu achava mesmo que ia ser bem difícil, porque existem concorrentes muito fortes, como o Meikon e o meu companheiro de equipe”, declarou Torres, citando também o cearense José Duarte, também piloto da Estrella Galicia 0,0 by Alex Barros, que sofreu uma queda na sexta volta de corrida, quando estava na quinta posição. “Na última veio aquele medo de alguém me passar, mas foi muito gostoso. Graças a Deus consegui a vitória”, comemorou.

Kawakami, vice-campeão em 2013, tentou a ultrapassagem decisiva nos metros finais da corrida. “Tentei, mas não deu. Fiquei em segundo, o que me deixa feliz e na liderança do campeonato”, resumiu. Pereira, que nas voltas finais recuperou-se de uma saída de pista para figurar na luta pela vitória. “Foi erro meu, mas deu tudo certo. A equipe fez um trabalho ótimo, até superamos uma quebra de motor e acabei fazendo uma corrida muito boa”, disse.

A terceira etapa do Moto 1000 GP está programada para acontecer no dia 27 de julho em Goiânia (GO), no Autódromo Internacional Ayrton Senna.



Fonte:
Equipe MOTO.com.br
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