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Copa Ninja 250R: A passarela da adrenalina

06 de July de 2010
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Lucas Rizzollo

Quando o modelo Alex Schultz saiu da passarela do São Paulo Fashion Week deste ano, seu próximo desafio já estava marcado: correr a terceira etapa da Copa Kawasaki Ninja 250R, realizada em 26 de junho. Se no mundo da moda existem eventos próprios para descobrir novos talentos, nas pistas de motovelocidade é de “ninjinha” que os pilotos iniciantes têm sua chance. A passarela nesse caso é o Autódromo de Interlagos (SP). E cá entre nós, com muito mais adrenalina.

Alex, de 27 anos, seguiu o mesmo caminho de muitos pilotos. Comprou uma esportiva e logo percebeu que a estrada não é um local seguro para acelerar. Além das multas, viu que o perigo de acidentes é latente. Para se aprimorar fez um curso de pilotagem e descobriu o verdadeiro prazer de pilotar com segurança em uma pista.

O próximo passo seria naturalmente se tornar piloto amador. Porém na maioria das vezes a história acaba por aqui, por três grandes motivos. Primeiro são altos os gastos para competir. Em seguida, o alto nível dos pilotos mais experientes que intimida os iniciantes. Por último, o alto grau de preparação das motos. A Copa Ninja surgiu para “resolver” esses três problemas.

Criada no início deste ano, a Copa Ninja 250R tem como objetivo justamente incentivar os pilotos amadores e novatos. A competição acontece nas etapas paulistanas do Superbike Series, sempre realizadas em Interlagos. Apenas motos Kawasaki Ninja 250R podem competir e a preparação do motor é bastante limitada. Há ainda a divisão de categoria: Light para iniciantes sem nenhuma experiência; e Pro para aqueles que já disputaram outros campeonatos.

Para todos

Logo ao comprar a Ninja 250R, zero quilômetro, em uma concessionária Kawasaki, o aspirante a piloto ganha a inscrição para a próxima etapa como incentivo. O preço da moto, em média R$ 15.500, é barato se considerarmos que uma motocicleta da categoria Supersport não sai por menos de R$ 30.000. A preparação do motor é proibida e os pilotos iniciantes têm uma categoria própria, chamada de Light. Com uma Ninja 250R e um investimento base qualquer um também pode entrar nessa. Segundo Schultz, a inscrição para cada etapa custa R$ 680 se paga antecipadamente ou R$ 800, sem desconto.

Com 250cc, dois cilindros, injeção eletrônica, refrigeração líquida e 33 cv de potência a ninjinha pode não ser a mais rápida das pistas, contudo é uma escola para quem está começando. O regulamento permite apenas que sejam trocadas peças como escapamento, bolha e guidão. Sem alterações no motor a categoria ganha em competitividade e os investimentos são menores. É possível até mesmo correr com a moto totalmente original. Basta apenas retirar retrovisores e isolar com fita adesiva as setas, luz de freio e farol, além de seguir outras regras básicas de segurança. Regras que incluem o uso de macacão de couro, botas, luvas e, é claro, um bom capacete fechado.

A piloto Carolina Pereira, de 25 anos, foi a única representante do sexo feminino na etapa e, para ela, a emoção não tem tamanho. “Correr onde meus grandes ídolos correram e ainda mais de moto com o vento no rosto é indescritível.” Ela que já correu também de supermotard, agora gasta as joelheiras no asfalto. Diferente de campeonatos que rodam todo o País, as etapas da Copa são realizadas exclusivamente em Interlagos. Para quem mora no Estado de São Paulo é uma conveniência.

Até mesmo pilotos mais experientes escolheram correr de Ninja, como é o caso de Sandro Paganelli, de 32 anos. Para ele e outros que já participaram de competições foi criada a categoria Pró. Paganelli já competiu em kartódromos, pilotou as antigas Yamaha RD 135 com motores dois tempos e até Honda CBX 250 Twister. Agora corre de “ninjinha”. “O campeonato é muito interessante e aos poucos estamos encontrando o melhor acerto para a moto, cada prova é uma nova surpresa.”

Na ponta do lápis


Se você já comprou a Ninja 250R, tem todos os equipamentos de segurança quais são os próximos gastos? Sendo mais direto ainda: Afinal, quanto custa correr uma etapa?

Basicamente, além da inscrição, é preciso ter no mínimo um jogo de pneus por etapa e gasolina. Na sexta-feira acontece o treino livre, no sábado os tempos cronometrados e, no domingo, a grande corrida. Como os pneus devem ser os originais ou então da mesma marca do patrocinador, o gasto médio com um par é de R$ 300. A partir daí, sua conta bancária é o limite.

Com dinheiro sobrando pode-se comprar uma nova ponteira de escapamento, bolha, pedaleira, guidão, slider, ter dois kits de relação, trocar o óleo com mais freqüência, instalar uma carenagem de pista. É possível transformar a pequena Ninja de 250cc em uma moto “quase” de pista. 

Na terceira etapa, disputada nos dias 26 e 27 de junho, o número de pilotos chegou a 30. É prova que muito em breve teremos mais motociclistas correndo no lugar certo, isto é, em uma pista de corrida. E olha que pra participar não precisa nem mesmo ser bonito. A passarela é a reta dos boxes.

Tabela de preços médios:
Kawasaki Ninja 250R – R$ 15.500
Inscrição por etapa – R$ 800
Jogo de pneus – R$ 300
Tanque cheio – R$ 42   
Total – R$ 16.642

Fotos: Gustavo Epifanio



Fonte:
Equipe MOTO.com.br
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Comentários ( 2 )


cesinha -

postado em:07/07/2010, 11:36:40

Apesar de correr com uma Suzuki dou os Parabéns a Kawazaki, que demonstra afeto pelos seus clientes, no Box da Kawa não tem só 250 tem 600 e mil também, por que a HONDA maior vendedora de motos do país não faz nada? e a YAMAHA que só é campeã lá Fora, aqui não é nada não aparece nas pistas daqui a Suzuki ou JTOLEDO não quer nem saber tá vendendo moto zero KM aqui modelo 08 lá fora a gente pensa que tá andando num moto 0 e tá andando numa equivalente a 08 que os caras usam lá fora. Valeu KAWA.

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JB -

postado em:07/07/2010, 08:43:23

É este o tipo de competiçao que tem de ser incentivado! Acessível e justo para todos! Parabéns Kawasaki!

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