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Motovelocidade

MotoGP: "Podemos melhorar sempre", diz Dani Pedrosa

13 de February de 2013
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Dani Pedrosa terminou o primeiro teste oficial do ano em Sepang, na Malásia, dominando os três dias. Satisfeito com o primeiro teste, Pedrosa está motivado por estar de volta ao trabalho com a Honda RC213V em 2013 e também contente com o novo companheiro de equipe Marc Márquez. Em entrevista a Repsol Honda, ele contou como se sente.


Três dias de testes e você foi o mais rápido em todos eles. Você está contente com a forma como as coisas correram em Sepang?

"Sim, estou. Conseguimos testar de novo a moto e fizemos boas análises, em particular de aspectos gerais. Estes testes são importantes para o resto da temporada. Tivemos tempo para avaliar o que queríamos porque o tempo esteve bom e conseguimos realizar muitas voltas. De forma geral foi um teste positivo."


Como se sente fisicamente? Você sente alguma dor depois de voltar as pistas?

"É normal sentir algumas dores porque após um longo período fora da moto isso vai sempre acontecer. Com a natureza específica do tipo de moto que pilotamos é inevitável ficar dorido após as férias de inverno – mesmo tendo a possibilidade de rodar com outros tipos de máquinas durante esse período. Não tem nada a ver com ter mais, ou menos resistência.”

 

Ao contrário do ano passado, esta temporada a capacidade dos motores manteve-se a mesma e você está de volta aos comandos da RC213V. Que alterações foram feitas à moto desde Valência?

"A verdade é que não houve alterações na moto porque tivemos muito boas respostas em Valência. Tentamos alterar algumas coisas que não estavam muito bem para nós, mas de forma geral tentamos continuar a dar passos pequenos na direção certa."

 

A sua principal queixa no ano passado foi a vibração, que era muita. O problema foi resolvido?

"Nestes primeiros testes não nos concentramos muito em coisas como a vibração. Tentamos melhorar a frenagem e entrada em curva e o peso extra que foi adicionado à moto. As regras mudaram e temos menos um motor com que trabalhar este ano, então é importante confirmarmos a boa durabilidade do motor. Basicamente foi nisso que trabalhamos nesses três dias."

 

Pelo segundo ano consecutivo verificou-se o aumento do peso das máquinas de MotoGP. Você notou esses três quilos a mais na moto?

"Sim, sente-se bem, em particular na frenagem porque é preciso mais para suportar a moto. Tentamos modificar a posição desses três quilos para encontrar o equilíbrio perfeito. É claro que temos de trabalhar ainda mais nisso. Não vou dizer como distribuímos o peso porque é segredo.”

 

Alguns dos teus rivais decidiram efetuar uma simulação de corrida em Sepang. Era muito cedo para fazer uma?

"Bem, não tínhamos planejado uma rodada longa no testes. Foi o primeiro ensaio do ano e ainda não temos bem a certeza de que componentes vamos usar. Com a experiência que tenho não creio que necessite de me focar numa rodada longa nos três primeiros dias de testes.”

 

Há quase dois meses pela frente até ao início da temporada. O que pode ser melhorado na moto?

"Há sempre coisas que podem ser melhoradas. Coisas que hoje pensamos que é impossível alterar são uma realidade ao fim de poucos anos. Enquanto houver vontade de seguir em frente e desenvolver a moto as ideias não vão parar. Podemos sempre melhorar."

 

No final deste mês você volta a Sepang para mais três dias. Quais são os planos de trabalho?

"Temos que melhorar algumas coisas no motor; basicamente aspectos de eletrônica, que são importantes. Também temos de continuar a trabalhar na avaliação da durabilidade para vermos se está tudo no lugar e se é viável."

 

Agora você divide o box com um novo companheiro de equipe, o Marc Márquez. Em Sepang, como é que ele olhou para você e para a máquina de MotoGP?

"Não estive muito tempo em pista com ele – apenas duas ou três curvas – mas o estilo dele impressiona mesmo. Ele sai muito da moto e até agora conseguiu grandes tempos. Quando ele esteve aqui em Novembro também já foi muito rápido."

 

Fotos: Divulgação



Fonte:
Equipe MOTO.com.br
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