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Confira dicas de manutenção para as velas de motos

30 de October de 2013
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As velas de ignição são de vital importância para a alta performance e funcionalidade do motor da motocicleta, pois levam energia para a câmara de combustão, proporcionando a queima da mistura de ar e combustível, por meio de uma centelha entre seus eletrodos.
 
O tempo de vida útil da vela varia de acordo com o seu modo de uso, dessa forma, é recomendada a verificação a cada 10.000 km. Essa análise revela muitas informações sobre as condições de operação do motor.
 
Para auxiliar os motociclistas no diagnóstico, a fabricante alemã Bosch, que atende mais de 95% da frota nacional de veículos duas rodas, lança um manual ilustrativo com orientações que indicam as respectivas causas e efeitos do mau uso, levando em consideração a aparência desse componente.
 
O material também traz informações sobre os procedimentos a serem adotados em cada caso. A substituição deve ser feita de acordo com seu aspecto. Para saber mais informações sobre os modelos de motos e códigos de aplicações acesse o site bosch.com.br. 
 
Confira as 16 dicas que constam no manual e fique atento para a manutenção.
 
1) Condições normais de uso
O pé do isolador apresenta-se da cor branco-acinzentado / amarelo acinzentada a marrom-clara. O motor está em boas condições. O grau térmico da vela está correto. Os ajustes da mistura e da ignição estão adequados, não há falhas de ignição, o sistema de partida a frio funciona corretamente. Não há resíduos de aditivos de combustível, nem de partículas de óleo no motor ou sobrecarga térmica.
 
2) Fuligionosa (carbonização seca)
O pé do isolador, os eletrodos e a carcaça da vela apresentam-se cobertos por uma camada fosca de fuligem preto-aveludada (seca).
 
Causas: ajuste de mistura errado (carburador, injeção); mistura muito rica, filtro de ar muito sujo, afogador automático com mau funcionamento, afogador manual puxado por longo tempo, percursos curtos muito frequentes, vela de ignição muito fria para o motor.
 
Efeitos: falhas de ignição, dificuldade de partida a frio.
 
Soluções: ajustar ponto de ignição e regulagem de mistura, verificar o filtro de ar, evitar percursos curtos frequentes. Em casos de carbonização severa, substituir as velas de ignição e atentar para o uso do grau térmico correto.
 
3) Oleosa (carbonização oleosa)
O pé do isolador, os eletrodos e a carcaça da vela apresentam-se cobertos por uma camada fuliginosa brilhante, úmida de óleo e por resíduos de carvão.
 
Causas: óleo em excesso na câmara de combustão, nível de óleo muito alto, guias de válvulas, cilindros e anéis do pistão estão gastos. Em motores a gasolina de 2 tempos, óleo em excesso na mistura.
 
Efeitos: falhas de ignição, dificuldade na partida.
Soluções: retificar o motor, usar a proporção correta de mistura gas olina / óleo (motor de 2 tempos), substituir as velas de ignição.
 
4) Resíduos de ferro
O pé do isolador, eletrodos e parte da carcaça da vela de ignição apresentam-se cobertos por sedimentos vermelho-alaranjados.
 
Causas: aditivos de combustível ferrosos, resíduos de corrosão de peças do motor / sistema de combustível. O sedimento surge durante o funcionamento normal, depois de poucos milhares de quilômetros.
 
Efeitos: o revestimento ferroso tem propriedades de condução elétrica, provocando falhas de ignição.
 
Solução: substituir as velas de ignição
 
5) Resíduos leves de chumbo
O pé do isolador apresenta-se coberto por uma fuligem amarelo-marrom que também pode ter um tom esverdeado.
 
Causas: aditivos de combustível contendo chumbo. A fuligem surge devido a uma operação do motor em plena carga após um longo período e operação em carga parcial.
 
Efeitos: devido à operação em plena carga, os resíduos de chumbo adquirem propriedade d e condutor elétrico, causando falhas de ignição.
 
Solução: substituir as velas de ignição.
 
6) Resíduos grossos de chumbo
O pé do isolador apresenta-se coberto por uma fuligem espessa amarelo-marrom que também pode ter um tom esverdeado.
 
Causas: aditivos de combustível contendo chumbo. A fuligem surge devido a uma operação do motor em plena carga após um longo período de operação em carga parcial.
 
Efeitos: devido à operação em plena carga, os resíduos de chumbo adquirem propriedades de condutor elétrico, causando falhas de ignição.
 
Solução: substituir as velas de ignição.
 
7) Resíduos/ impurezas
O pé do isolador, câmara de respiro e eletrodo massa apresentam-se cobertos com uma grossa camada cinzenta, de estrutura semelhante a cinzas soltas.
 
Causas: as partículas de aditivos do óleo ou combustível podem causar a formação dessa cinza na câmara de combustão e na vela de ignição.
 
Efeitos: pode causar pré-ignições, levando a perda de potência e danos do motor.
 
Soluções: reparar o motor. Substituir as velas de ignição e mudar o óleo, se necessário.
 
8) Superaquecimento
O eletrodo central está parcialmente fundido, a ponta do pé do isolador está esponjosa, amolecida e com bolhas.
 
Causas: sobrecarga térmica extrema devido à pré-ignições, por exemplo, em virtude de ponto de ignição adiantado, resíduos na câmara de combustão, válvulas defeituosas, distribuidor com defeito, combustível de má qualidade, mistura pobre, vela aplicada com torque inadequado. É possível que o grau térmico da vela esteja muito elevado.
 
Efeitos: falhas de ignição, perda de potência seguida de falha total (danos ao motor).
 
Soluções: verificar o motor, ponto de ignição e regulagem de mistura. Substituir as velas de ignição e atentar-se para o uso do grau térmico correto.
 
9) Eletrodo central fundido
O eletrodo central está completamente fundido e o eletrodo massa possivelmente está parcialmente fundindo.
 
Causas: a sobrecarga térmica devido à pré-ignições, por exemplo, em virtude de ponto de ignição adiantado, resíduos na câmara de combustão, válvulas defeituosas, distribuidor com defeito, combustível de má qualidade, mistura pobre, vela aplicada com torque inadequado.
 
Efeitos: falhas de ignição, perda de potência, eventuais danos ao motor.
 
Soluções: verificar o motor, ponto de ignição e regulagem de mistura. Substituir as velas de ignição.
 
10) Eletrodos central e massa fundidos
Os eletrodos apresentam um aspecto semelhante a uma couve-flor. É possível que tenha havido depósito de materiais que não são de origem da vela de ignição.
 
Causas: sobrecarga térmica devido à pré-ignições, por exemplo, em virtude de ponto de ignição adiantado, resíduos na câmara de combustão, válvulas defeituosas, distribuidor com defeito, combustível de má qualidade, mistura pobre, vela aplicada com torque inadequado.
 
Efeitos: falhas de ignição, perda d e potência seguida de falha total (danos ao motor).
 
Soluções: verificar o motor, ponto de ignição e regulagem de mistura. Substituir as velas de ignição.
 
11) Desgaste excessivo dos eletrodos central e massa
Causas: aditivos de combustível e óleo agressivos. Condições de fluxo desfavoráveis na câmara de combustão, eventualmente devido a depósitos, detonações no motor. Não existe sobrecarga térmica.
 
Efeitos: falhas de ignição, principalmente durante aceleração (a tensão de ignição para grandes aberturas mais eficiente). Performance de partida ruim.
 
Solução: substituir as velas de ignição.
 
12) Desgaste excessivo do eletrodo central
Causas: não foi respeitado o intervalo para substituição das velas de ignição.
 
Efeitos: falhas de ignição, principalmente durante a aceleração (a tensão de ignição para grandes aberturas de eletrodos já não é mais suficiente). Performance de partida ruim.
 
Solução: substituir as velas de ignição.
 
13 ) Pé do isolador trincado
Causas: danos mecânicos devido a impacto, queda ou pressão sobre eletrodo central em caso de manuseio incorreto. Em casos de limite - especialmente após o uso excessivamente prolongado (desgaste elevado) - o pé do isolador pode se romper devido a depósitos entre o eletrodo central e o pé isolador e devido à corrosão do eletrodo central.
 
Efeitos: falhas de ignição. A centelha salta entre pontos que não podem ser alcançados eficientemente pela mistura.
 
Solução: substituir as velas da ignição.
 
14) Mancha corona
Mancha marrom e seca no isolador cerâmico, próximo da carcaça da vela (região não protegida pelo cabo de ignição).
 
Causas: surge durante operação normal, devido à atração e aderência de pequenas impurezas (vapor de óleo e sujeira) na região do isolador, junto à carcaça. Essa atração ocorre devido a um forte campo elétrico que é formado ao redor da extremidade da carcaça.
 
Efeitos: esse efeito não é causado por vaz amento de gases da combustão. É perfeitamente normal e não causa problemas de desempenho e operação da vela/motor.
 
Solução: nenhuma ação necessária.
 
15) Flashover
Presença de marcas longitudinais semelhantes a um arranhado sobre o isolador cerâmico.
 
Causas: o flashover ocorre quando existem condições suficientes para uma completa descarga elétrica, que se estende por toda a superfície do isolador, entre a carcaça e pino de conexão da vela. O efeito é causado quando a tensão de ignição é extremamente alta (desgaste elevado) ou existem resíduos como, por exemplo, sujeira ou água sobre o isolador (uso de cabos de ignição de má qualidade, deteriorados ou danificados).
 
Efeitos: falhas de ignição.
 
Solução: substituir as velas e cabos de ignição.
 
16) Danos no isolador cerâmico
O isolador cerâmico apresenta uma trinca ou quebra longitudinal.
 
Causas: aplicação de força excessiva no corpo do isolador no sentido transversal. Exemplos: má ut ilização da chave de vela, esforço lateral na remoção do cabo de ignição.
 
Efeitos: falhas de ignição.
 
Solução: substituir as velas de ignição.
 
Fotos: Divulgação


Fonte:
Equipe MOTO.com.br
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