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Especial: Conheça os diferentes estilos de customização

23 de May de 2016
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A “mania” de customizar motos não é nova. Há indícios de que os motociclistas já mexiam em suas motos na década de 1920, ou seja, logo depois de os veículos motorizados de duas rodas começarem a se popularizar em todo o mundo. Da mesma forma que outras tendências, a customização ou personalização de motos vai e volta, mas atualmente está mais em voga do que nunca.

Na Europa, Estados Unidos e até mesmo no Brasil, diversas oficinas estão transformando as motos fabricadas em série em verdadeiras obras-de-arte, belas e exclusivas. Essa onda de customização que se espalha por todo o planeta “contaminou” – no bom sentido, é claro – até mesmo os fabricantes, que lançam motos que podem ser facilmente customizadas, caso da BMW R nineT, da Ducati Scrambler ou ainda da recém-lançada linha Bonneville da Triumph.

As inspirações para os projetos têm diversas origens, mas sempre bebendo na mesma fonte do vintage, do clássico do antigo. Nessa lista dos estilos mais “populares”, vale lembrar que customização é imaginação, portanto não se trata de uma regra fixa, ou de uma receita fechada para cada tipo de moto customizada. A ideia é mostrar as principais vertentes e contar um pouco de suas origens. Conheça:

1 - Cafe Racer – As motos usadas pelos jovens ingleses nas décadas de 1950 e 60 tinham como característica a redução do peso para disputar “rachas” nos arredores de Londres. Além de retirar diversas peças, as Café Racers tinham guidão curvado para baixo, pedaleira recuada e banco solo com uma pequena carenagem no lugar que era reservado à garupa. O nome veio do hábito dos motociclistas daquela época de se encontrar nos cafés dos anéis viários de Londres.

2 - Bobber - Outro antigo estilo de customização que nasceu nos Estados Unidos pós-Segunda Guerra Mundial. Contam que os soldados que retornavam das batalhas na Europa, queriam motos leves e mais ágeis do que as Harley e Indian disponíveis na “Terra do Tio Sam” e “arrancavam” as carenagens e peças supérfluas. Além disso, adotavam rodas do mesmo diâmetro na dianteira e na traseira para melhorar a ciclística. Reza a lenda que o termo tem origem nas corridas de cavalos, onde os treinadores “encurtam” (to bob) os rabos dos cavalos.

3 - Scrambler - Outro estilo que tem atraído muitos adeptos atualmente são as scramblers. O estilo scrambler, cuja tradução remete a mistura ou mexida, data de 1949 quando foi lançada a Triumph TR5 Trophy, baseada na Speed Twin dos anos 1930. Além do motor bicilíndrico, a moto tinha inédita ciclística off-road: trazia pneus com cravos, posição de guiar e banco mais altos, guidão elevado, além de suspensão de maior curso e os icônicos escapamentos “correndo” pela lateral. A Trophy foi um divisor de águas por oferecer para o público o que até então era feito somente em garagens. Hoje em dia, os customizadores fazem o caminho inverso: transformam nakeds fabricadas em série em exclusivas e estilosas scramblers.

4 - Chopper - Para ser classificada como uma chopper, uma moto precisa ter sofrido uma mudança fundamental: o garfo dianteiro deve ter sido alongado e o ângulo de cáster aumentado. O melhor exemplo de chopper é a “Capitão América”, pilotada por Peter Fonda no filme “Easy Rider”. Aliás, foi nessa época – os loucos anos 1960 - que elas surgiram com cores psicodélicas e seus guidões altos. Tom Fugle do El Forastero, um dos primeiros motoclubes norte-americanos, é considerado um dos pioneiros no estilo chopper.

5 - Tracker - Em paralelo com as Scramblers, havia as Trackers, normalmente Harley, Indian e Triumph usadas nos circuitos ovais de terra batida. Este “esporte” e vertente ainda tem seus adeptos, que investem altas somas para tornar as Harley competitivas nas pistas de terra; com pneus biscoito, guidões relaxados e outros detalhes como suspensão traseira a gás. Com a recente onda custom retro, até a esportiva Ducati lançou uma versão tracker de seu modelo Scrambler. Também há as board trackers, que corriam em pistas de madeira, e mais recentemente, surgiram as street trackers, feitas para acelerar no asfalto.

6 – Rat Bike - Estilo mais raro de ser ver, o Rat Style funciona como nos carros “ratos”: veículos antigos, com tanques e peças enferrujados que dão um visual largado, junto de mecânicas reluzentes e poderosas, ornando com toques de cromados e detalhes minimalistas. Motos em estado putrefato, ruins para restaurar, costumam render bons exemplares para montar uma “ratona”. A moto pilotada pelo personagem Daryl Dixon, na série de TV “The Walking Dead”, é um bom exemplo de uma rat bike.

7 – Brat Style - O estilo criado por uma singular customizadora japonesa tem dado o que falar. No Japão, motos acessíveis como a Yamaha XS 650 ou Harley Sportster são largamente usadas para tais transformações, as quais incluem assentos baixos e retilíneos, além de lanternas pequenas e charmosas junto de para-lamas bem curtos. Bastante limpo e urbano, o estilo é reinventado mundo afora em diversas motos, com ou sem alterações nos chassis. Muitas das customizações atuais têm influência da escola “brat”: usam guidões retos vindos das trackers, suspensões rebaixadas e pintura escura e livre de cromados – no máximo partes mecânicas polidas.

8 – Streetfighters - Essa vertente da customização surgiu em meados dos anos 1990 na Europa: trata-se basicamente de “depenar” motos esportivas japonesas para aproveitar a cavalaria de seu motor, mas com uma ergonomia mais amigável, como nas nakeds. Outro exemplo que surgiu nas garagens e ganhou a linha de montagem das fábricas, caso da Triumph Speed Triple que era a Daytona 955i sem carenagem.

9 - Baggers - O termo “bagger” pode ser explicado como uma moto Harley-Davidson com saddlebags, as malas laterais em geral rígidas. Originárias dos Estados Unidos, as baggers também ganham pinturas chamativas, rodas maiores (algumas até aro 19 ou 21 na dianteira) em geral cromadas e reluzentes. O estilo faz tanto sucesso por lá que a americana Victory até criou uma bagger de fábrica, a Magnum.

10 – Art bikes - Mais raras e exclusivas, as “Art bikes”, ou “motos arte” são o resultado da visão singular de alguns customizadores inspirados. Essas motos são mais um exercício de escultura cinética do que um meio de transporte. Bons exemplos no cenário internacional são as motos do americano Maxwell Hazan ou do japonês Shinya Kimura, radicado nos Estados Unidos. São verdadeiras obras de arte, lindas de se olhar, mas sem a preocupação com o conforto e nem com a maneabilidade.

Texto: Arthur Caldeira / Agência INFOMOTO 
Fotos: Divulgação



Fonte:
Agência Infomoto
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