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A mais veloz 250cc: Kasinski Comet
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08/05/2008 - A mais veloz 250cc: Kasinski Comet

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Não tínhamos informações prévias sobre a Comet, até para não criarmos pré-avaliações, e, logo que a vimos, nos surpreendeu, pelo seu porte, motor e estilo.

Desconsiderando a sua cilindrada, 250cc, a Comet parece uma moto de médio porte, e não é para menos. Com um olhar um pouco mais aprofundado se vê que seu quadro é igual ao de uma moto mediana já conhecida, a Suzuki GS500 E, e está semelhança não é mera coincidência.

A Kasinski Comet tem toda a sua tecnologia derivada da fabricante coreana Hyosung, que foi fundada em 1978 e, por sua vez, já no ano seguinte firmou um acordo de cooperação tecnológica com a Suzuki do Japão, daí decorre a impressão de já se conhecer a Comet.

O quadro dela é realmente a cópia do de uma Suzuki GS500 E, ou seja, ela tem corpo de moto mediana, com um “coração”, quer dizer, motor, de moto pequena.

E a surpresa quanto ao propulsor se deve ao seu número de cilindros. Normalmente, uma moto de cilindrada menor tem um motor com apenas um cilindro, mas a Comet é equipada com um “V-Twin” de dois cilindros dispostos em “V”.

No que se refere ao estilo, é uma moto direcionada para o uso urbano. De motor aparente, considerando ter um médio porte, poderíamos dizer que ela é uma “naked”, mas de frente e, de lado, até sua metade dianteira somente, porque com bancos individualizados para piloto e garupa, em desnível, e rabeta afilada, ela até lembra uma esportiva.

Percebe-se que diferentes elementos que agradam aos consumidores procuraram ser agregados em uma única moto. A Comet é uma moto para uso urbano de custo acessível, mas não é uma máquina para ser usada em tele-entregas, via de regra.

Para ser acessível, ela vem equipada com um motor de 250cc, mas não é um motor qualquer, é um DOHC de 8 válvulas que gera 32,5 CV, quase 9 CV mais que sua concorrente direta, o que não é nada pouco, acima de 35% mais potente.

Na cidade, todo este ganho não se percebe muito, porque a moto não é tão pequena, leve e manobrável quanto outras concorrentes e seu motor só começa a dar boas respostas a partir dos 7.500 rpm. É necessário cuidar para manter o “motor cheio”, perto ou pouco acima dessa rotação, que é o momento de torque máximo, para poder se ter boas retomadas. Desta forma, o motor se apresentará “macio”, responsivo, elevando-se progressivamente sem muita vibração.

Ela não aparenta ser pequena. Seu quadro de 500cc, tanque de 17 litros bem largo e rabeta esportiva lhe conferem porte e estilo de moto média para grande. O que é complementado por um conjunto de pneus maiores tanto na dianteira (110/70-17) quanto na traseira (150/70), que proporcionam adequado dimensionamento de aderência, estabilidade e capacidade de entrada de curva.

Tudo isto se reflete na ciclística da moto, que sendo mais comprida, mais larga, mais alta e mais pesada do que outras de mesma cilindrada, acaba por exigir uma tocada mais apropriada, principalmente em curvas, quando se pode pendular muito bem, tal qual numa moto maior, mesmo não recebendo tanto impulso do motor quanto se desejaria, mas bem mais do que seria esperado.

E se recebe bem mais do que o esperado mesmo. A Comet chega com facilidade e muita rapidez aos 100Km/h. Na estrada, sua velocidade de cruzeiro fica em torno de 120 até 140 Km/h, o que já estaria quase no limite de outras 250cc. Sua velocidade final máxima? Alcançamos, no plano e com pouco vento de frente, 175 Km/h! É a 250cc mais veloz do Brasil!

A suspensão dianteira telescópica invertida e a traseira com balança garantem boa estabilidade. Forçamos a moto com curvas agressivas, mergulhos dianteiros e derrapagens de traseira forçadas e ela sempre se comportou muito bem. Na verdade, sobra moto para o motor.

Cabe lembrar que estamos falando de uma moto direcionada para uso urbano, que não é carenada e cuja postura de pilotar é mais ereta e o guidão mais alto e elevado, criando mais arrasto e diminuindo a velocidade máxima alcançável.

Existe uma versão esportiva da Comet, a GTR, cuja carenagem é muito bonita, proporcionando melhor aerodinâmica, apoiada numa postura de pilotar mais esportiva. Infelizmente, segundo o Diretor da Auto Sul, Giovani Nicola, esta moto não pára na loja e, portanto, não tivemos como testar uma, mas, considerando as devidas proporções, é possível imaginar que esta moto possa alcançar uns 190 Km/h. Uma moto de 250cc, original de fábrica, alcançando 190 Km/h? Seria demais!

Mas, tudo tem um preço. Com maior porte, peso e potência, a Comet não é tão econômica. Utilizamos a moto por 15 dias e rodamos aproximadamente 1.500 quilômetros com ela. Rodamos na cidade, enfrentando tráfego urbano e na estrada, de dia e de noite, variando velocidades médias de via