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Veja dicas para evitar disparos à toa do alarme

20 de August de 2015
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Quem nunca viu um motociclista parado no acostamento, brigando para desarmar o alarme de sua moto que disparou, inadvertidamente, sem motivo aparente. Acontece que esse tipo de situação é mais comum em motocicletas do que em carros, e ocorre porque seu sistema elétrico, principalmente dos modelos mais baratos, é muito mais desafiador que o dos automóveis, uma vez que tem de ser simples e eficiente, sem as proteções e filtros adicionais, como ressalta a Pósitron (PST Electronics), empresa que atua com equipamentos e sistemas de segurança para veículos.
 
Além disso, a capacidade de suas baterias é menor do que a de outros veículos, ao passo que a tendência à oxidação de terminais e conexões é maior, devido à exposição à água das chuvas e poças.
 
Esses, entre outros fatores, dificultam a operação dos alarmes de motos que, na maioria dos casos, são de presença. Eles funcionam por meio da emissão periódica de sinais de radiofrequência do chaveiro transmissor, que devem ser recebidos pela central do sistema. Caso a central fique um determinado tempo sem receber um código válido, o dispositivo de segurança é acionado.
 
O problema é que não é possível diferenciar a ausência do sinal provocada pela falta do transmissor (no caso de um roubo, por exemplo), da ocasionada pela interferência elétrica gerada pela própria moto.
 
Acompanhe algumas dicas para evitar disparos falsos
 
1) Verifique o nível da bateria do transmissor, que varia conforme a marca e modelo do alarme instalado. Para as CR2032, as mais comuns, o ótimo desempenho é mantido por seis a oito meses. Após este período, o nível do sinal emitido diminui. Lembre-se que os chaveiros de presença gastam energia a cada transmissão periódica e isso ocorre de forma contínua. Uma dica é procurar por dispositivos que possam ser armados e desarmados manualmente, por meio do controle remoto. Neste caso, ao programar o equipamento, o sistema entende que a motocicleta não está sendo utilizada, e não envia o sinal, o que pode estender a duração da bateria por até dois ou três anos. Quando o produto é desarmado, as transmissões de presença são retomadas automaticamente.
 
2) Escolha um local adequado para a instalação, o que pode ser um grande desafio em motocicletas. No entanto, este é um dos fatores mais importantes para conseguir uma operação confiável do alarme. Cavidades de metal como as existentes embaixo do tanque de combustível devem ser evitadas, pois bloqueiam o envio de radiofrequência. Módulos eletrônicos e sistema de ignição (bobinas, CDI, Cabo de vela) são grandes fontes de ruído e interferência.
 
Em geral, uma boa posição para alocar o dispositivo é aquela que mantém a maior distância possível de grantes superfícies metálicas e módulos eletrônicos, e que ao mesmo tempo dificulte a localização por bandidos.        
 
3) As motocicletas são muito mais expostas a água e umidade do que os carros. Por isso, utilize conexões elétricas protegidas, porque a oxidação nas conexões elétricas pode provocar o acionamento indevido de sensores, flutuações no nível de tensão de alimentação do módulo e maior suscetibilidade a ruídos e interferências. A instalação deve ser executada por profissionais capacitados, utilizando materiais adequados e tomando-se cuidados especiais com a rota adotada.
 
4) Verifique a vela de ignição e seu cabo, pois se não estiverem em boas condições aumentam o consumo de combustível, diminuem a potência da moto e geram alto nível de interferência elétrica, o que provoca falhas no link entre o módulo e o chaveiro transmissor. Cabos de vela resistivos podem ajudar a suprimir interferências indesejadas. Importante ressaltar que esses componentes devem ser verificados periodicamente.
 
5) Mantenha a bateria do veículo em boas condições. Além de ser importante para dar partida, o equipamento em bom estado estabiliza o sistema elétrico, melhorando as condições de funcionamento para alarmes e módulos eletrônicos em geral.
 
Foto: Pósitron/Divulgação


Fonte:
Equipe MOTO.com.br
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