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Teste de memória

22 de September de 2008
Teste de memória
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Mário Sérgio Figueredo

Você tem boa memória? Se a resposta é sim, passe no Detran (Departamento Estadual de Trânsito) mais próximo da sua casa e retire sua carteira de habilitação de motociclista, sem nenhuma complicação adicional. “Para ser piloto de motocicleta no Brasil, não é necessário ter habilidade, basta apenas ter boa memória.”

Boa memória, essa é a única habilidade que nossos legisladores de trânsito entendem como necessária para alguém ser considerado apto a pilotar motocicletas. Triste, mas a mais pura verdade. Acompanhem o meu raciocínio.

Para obter habilitação categoria “A”, que permite pilotar motocicletas de qualquer cilindrada, é preciso somente que o candidato decore uma cartilha que contém placas de sinalização de trânsito, alguma coisa de legislação, noções de primeiros-socorros e pouca coisa de direção defensiva.

Basta fazer uma prova escrita, respondendo algumas poucas questões retiradas da cartilha previamente decorada e a pessoa já está praticamente habilitada. Aí é que concluímos que se a sua memória for boa, não há como ser reprovado, e nem precisa aprender, basta decorar.

Ultrapassada essa etapa, o indivíduo postulante ao direito de pilotar motos faz uma prova prática, devendo conduzir a motocicleta por um percurso em circuito fechado, composto de algumas retas, algumas curvas, um “8” marcado por cones e uma pequena rampa que não oferece dificuldade alguma.

Pronto! O sujeito agora está habilitado, podendo ser chamado de motociclista e sair por esse mundão de Deus montado na sua reluzente máquina, quer seja ela uma Biz ou uma Hayabusa, transformando-se da noite para o dia em forte candidato a virar “presunto” na próxima esquina.

Haverá quem defenda a tese de que se o candidato conseguiu executar o percurso imposto no teste prático, isso provaria que ele é capaz de pilotar seguramente a sua motocicleta. Ledo engano!

Sabe-se que a grande maioria dos Centros de Formação de Condutores ou Auto Escolas, cujo objetivo deveria ser o de capacitar o candidato, está apenas preocupada em ter mais um aluno habilitado, independente dele ter condições, afinal isso é “irrelevante”.

Nesse teste prático, constata-se que as auto-escolas preparam a motocicleta, geralmente uma 125cc, regulando a aceleração de forma que o motor não “morra” e também o candidato não precise acelerar, ou seja, basta engatar a primeira marcha e fazer o percurso de forma mecânica e ensaiada, apenas controlando o guidão e o freio. Até minha avó octogenária é capaz de passar nesse ridículo teste com louvor.

Complementando meu raciocínio, em nenhum momento o CFC (Centro de Formação de Condutores) leva seu aluno à rua para ensinar-lhe como se portar no trânsito, como dobrar uma esquina, como se proteger dos outros veículos, como evitar o ponto cego dos retrovisores dos carros, como evitar tampas de bueiro, faixas pintadas no asfalto e pista escorregadia em dias de chuva ou como frear em situações de emergência, ensinamentos essenciais para quem pretende se aventurar nesse nosso trânsito caótico e assassino.

Resumindo, somente após receber a tão sonhada CNH (Carteira Nacional de Habilitação) é que começará o verdadeiro aprendizado nas ruas, sozinho, largado nas mãos da sorte, sendo nesse princípio de convivência com o trânsito um forte candidato a engrossar as estatísticas de acidentes com motocicletas no nosso país.

E essas estatísticas são assustadoras, pois conforme dados fornecidos pelo Denatran (Departamento Nacional de Trânsito), em maio de 2008 a frota de motocicletas e assemelhados (ciclomotores, motonetas, triciclos, quadriciclos e sidecar) já representava 23% da frota total de veículos no Brasil.

Apesar das motocicletas representarem apenas 23% da frota, elas estiveram envolvidas em 67% dos acidentes com vítimas, conforme anuário estatístico de 2005 divulgado pelo mesmo Denatran, número bastante expressivo e preocupante.

Esses dados, disponíveis para todos, deveriam servir como alerta aos nossos legisladores de trânsito para que vissem os veículos de duas rodas com mais respeito e interesse. Entretanto, a cada pacote de leis que são sancionados, ao invés de facilitar nossa vida, o resultado tem sido exatamente o contrário com normas de resultados inócuos, vide as recentes normas de utilização de capacetes, proibição de tráfego nas marginais, tentativa de proibição de garupa, aumento extorsivo do DPVAT e por aí vai.

Somos uma categoria expressiva e gostaríamos que nos fosse dado o respeito e o valor que merecemos. Queremos ser tratados como cidadãos, que cumprem seus deveres cívicos, mas que também querem ver seu direito à vida assegurado.

Voltando ao tema original, entendo que somente conseguiremos reduzir o número exagerado de acidentes com motos no momento em que medidas enérgicas forem tomadas no sentido de criar meios de, não somente habilitar o cidadão a conduzir motocicletas, mas principalmente prepará-lo de forma eficiente, dotando-o da habilidade necessária e suficiente para tal, gerando mecanismos para detectar aqueles que não detém a capacidade plena para pilotar.

Podemos copiar modelos eficientes que são adotados em outros países, como por exemplo o da Itália onde a habilitação é concedida em degraus de potência das motocicletas. Explicando melhor; lá o aprendizado começa aos 14 anos com scooters e motonetas de ate 50cc; a partir dos 16 anos, com scooters e motos de até 20 hp; a partir dos 18 anos com motos até 34hp. Somente com 20 anos, ou seja, após quatro anos de experiência com motos pequenas, é que o jovem italiano vai poder pilotar super-máquinas sem limite de potência ou cilindrada (obrigado ao meu amigo Gustavo “Chuck” pelas informações da Itália). Além do modelo italiano, existem muitos outros modelos que podem ser estudados e adaptados à realidade brasileira. Falta apenas vontade política e interesse público.

Não sei qual desses modelos é o mais indicado e adaptável à nossa cultura. O que não pode é continuar como está, alguma coisa tem que ser feita rapidamente porque o número de novos motociclistas está crescendo exponencialmente a cada ano que passa e também o número de vítimas que tristemente vemos todos os dias nos jornais.

Qualquer desses modelos consagrados em países mais “sérios” evitará que muitos dos nossos jovens morram todos os dias, simplesmente por estarem pilotando motocicletas para as quais não estão preparados.

Só nos resta rezar para que alguma cabeça lá no Contran (Conselho Nacional de Trânsito) seja iluminada e decida recorrer ao auxílio de profissionais com amplo conhecimento internacional de motocicletas e vida de motociclista, pois só assim veremos decisões acertadas e direcionadas a efetivamente preservar e salvar a vida dos milhões de cidadãos que utilizam diariamente seus veículos de duas rodas, quer seja por hobby e lazer ou por necessidade profissional.

O “motonauta” Mário Sérgio Figueredo participou do Moto Repórter, canal de jornalismo participativo do MOTO.com.br. Para mandar sua notícia, clique aqui.



Fonte:
Moto Repórter

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Comentarios ( 24 )

Leo - /
postado em: 30/09/2008, 15:45:59

Fan_tazma tenho certeza q entendestes tudo q foi escrito e mais, tenho certeza q tu podes escrever melhor do q eu. Infelizmente hje existe um paradigma infeliz q devemos nos comportar como a maioria e torna-se às vezes, constrangedor ser diferente. Escrever corretamente deveria ser uma obrigação de todos, mas qdo isso acontece ou alguém corrige alguém, logo é agredido verbalmente. Não tenha vergonha de mostrar sua cultura, é assim q incentivaremos aos q desejam melhorar. Abraços
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Fantazma - /
postado em: 25/09/2008, 16:50:00

Leo, engoliu o dicionário? hehe por favor traduza pra nós que ainda não temos doutorado
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Leo - /
postado em: 23/09/2008, 16:14:57

Concordo Pucca, mas tu já pensaste q no mundo capitalista ávido por lucros, inclusive para serem remetidos às suas sucursais, cada tombo significa mais vendas? O interesse de prevenir isso é simplesmente ínfimo, por parte das montadoras, querem apenas dar satisfação...agora quem nos governa tem sim, OBRIGAÇÃO de tornar a sociedade palatável. Mas...tbem só querem lucros para seus bolsos. Estamos sós! Abraços
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Pucca - /
postado em: 23/09/2008, 11:22:06

A matéria é muito pertinente, porém devemos também analisar o comportamento dos motoristas de carro, que muitas vezes fazem questão de "ameaçar" as motocicletas, não entendendo a realidade do trânsito que vivemos hoje e que exige a coexistência de ambos veículos. Quanto ao comentário do Stefan com relação às montadoras, é bom ressaltar que a Honda por exemplo mantém vários centros de educação do trânsito, diferentemente das novas vendedoras de preço (leia-se Dafra & Cia). P/ o GRAU, meus pesames
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PAULO - /
postado em: 23/09/2008, 10:31:08

PARABÉNS MÁRIO SERGIO, LEU MEUS PENSAMENTOS! ONTEM MESMO COMENTAVA COM MINHA ESPOSA QUE ACHAVA UM ABSURDO HOJE EM DIA ESTE CRITÉRIO DE UMA CATEGORIA (A) SOMENTE PARA MOTOS, TENHO 41 ANOS E NO MEU TEMPO HAVIA: A1,A2 E A3. VC TINHA DE SABER ANDAR EM UMA PARA IR PARA OUTRA. HOJE A TURMA NEM SABE ANDAR DIREITNHO, FAZ UM FINANCIAMENTO EM MILHOES DE VEZES E SE MARCAR ESTÁ DE HORNET. AÍ VÊM O DE SEMPRE = ACIDENTES. SABER ANDAR É MUITO DIFERENTE DE CONDUZIR OU APENAS TRAFEGAR, MAS ESTE É O BRA$$$$$$$$IL
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Cruz - /
postado em: 23/09/2008, 09:21:55

Eu concordo com Marcelo de Oliveira; pois além de nos educarem, acho q o motociclista tem q ser conciente de suas atitudes, pois tbém de q resolve em curso te mostrarem o certo, mas se nas ruas a pessoa quer fazer o q quer? Pois se vê pela atitude q cada um tem no dia a dia; correndo q nem loucos pelos corredores, andando com uma só roda; fazendo gracinhas no transito, ou fazendo estourar os escapamentos num barulho só! Isso tbém, além de ensinamentos, precisamos colocar na prática.
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PERCIVAL - /
postado em: 22/09/2008, 21:49:27

SERGIO.Parabens pela reportagem e vale lembrar que a grande maioria dos acidentes que envolve motos são:jovens com menos de 22 anos que não sabe se quer usar o freio de uma moto e que as vezes é de tambor, e ele acha que tem freios e sai louco por ai se achando livre. acho também que deveriam exigir das fábricas sistema de freios mais seguros, isto custa pouco e é mais importante que potência no motor ou pequenos detalhes etc..
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GRAU - /
postado em: 22/09/2008, 20:20:37

MOTOQUEIRO NAO É MOTOCICLISTA! MOTOQUEIRO QUE É MOTOQUEIRO NAO PRECISA DE CFC PARA PILOTAR SUA MOTO! NOS APRENDE ATE ANDA DE UMA RODA RSRSRSRS
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Daniella - /
postado em: 22/09/2008, 18:35:01

E vocês acharam que é pouco o que está acontecendo com essas emissões de carteira?Pois preparem-se:Saiu uma notícia que o CET-SP(Cia.de Engenharia de Tráfego)está enviando à Brasilia através da Senadora Rita Camata a solicitação para criar uma lei que obrigue as motocicletas a usar placa dianteira para facilitar a fiscalização. Como se não bastassem selinhos, faixa reflexivas,etc., talvez tenhamos que conviver com mais essa.Eu também sugeriria que as motos portassem extintor,macaco e triângulo.
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herbert freire - /
postado em: 22/09/2008, 18:23:39

Não só o exame de moto deve ser melhorado, mas também o de carro para que os motoristas tenham mais respeito com o motociclista.Infelismente não passamos de um bando de maloqueiros e é comum vermos motoristas fechando o espaço de motos e até jogando o carro em nós por pura rivalidade. para mim isso não passa de inveja porque somos mais livres para andar no trânsito enquanto os carros ficam nos engarrafamentos.Infelismente essas provas tanto de carro como de moto não servem para nada.
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Gilberto - /
postado em: 22/09/2008, 18:22:33

Os CFC's no Brasil são apenas uma máquina de fazer dinheiro. Vemos diariamente nos jornais o escândalos dos DETRANS envolvendo autoridades, políticos, etc...E os CFC's foram criados para coibir a corrupção no Serviço Público na emissão de carteiras. Pois pasmem, o tiro saiu pela culatra. E agora, quem irá nos socorrer? O Chapolin Colorado?
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Alexandre - /
postado em: 22/09/2008, 18:08:37

PARABÉNS, LEONARDO. UMA DAS MELHORES FRASES QUE JÁ LI!!! RESUME PERFEITAMENTE O QUE É O BRASIL! "cria-se a dificuldade para vender a facilidade"
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Stefan - /
postado em: 22/09/2008, 17:04:16

Será que as FABRICANTES de motocicletas também não deveriam levar uma BRONCA por tanto descaso? Afinal, os lucros são repartidos entre Estado e Fabricantes. Até hoje as motos básicas vêm com freios dianteiros a tambor! Ridículos! Concordo com tudo o que a matéria citou... e acrescentaria a culpa também dos fabricantes, que não estão nem aí pra mudar este quadro vergonhoso.
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Leo - /
postado em: 22/09/2008, 16:00:02

..pra tirar um breve fosse tão fácil! Marcelo Oliveira parabenizo-o por sua atitude consciente e responsável, entretanto numa sociedade com o nível educacional q temos dificilmente se ñ houver uma obrigatoriedade, o indivíduo buscará por seus meios. Estamos melhorando, mas longe de acharmos q já estamos neste patamar. Espero q vc nunca se acidente, entretanto, mtos de nós já nos acidentamos sem termos culpa, fomos envolvidos por motorista despreparados de 2 e 4 rodas. Mudança e menos mortes já!!
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Leo - /
postado em: 22/09/2008, 15:56:04

PQO-concordo, tem haver com despreparo dos 4 rodas. Luiz Eduardo politizar o brasileiro é tarefa árdua. Egoismo é contrário a politização. Mario parabéns pelo texto, sou concordo com tudo q tu dissestes. Incrível como ainda existem cidadãos q ñ aceitam esta idéia. Minha filha de 12 anos já fez o exame..explico, montei uma pista na minha casa idêntica ao do exame pra minha mulher treinar qdo ela estava para tirar a CNH e minha filha fez o percurso todo com uma 125. Fico pensando se....continua
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Marcelo Oliveira - /
postado em: 22/09/2008, 14:41:27

Concordo em partes com o que foi dito, pq em nenhum momento foi citada a irresponsabilidade por parte do motociclista, tenho 1 ano de carta, uma moto de 650 cc, ando com ela todos os dias no transito de sao paulo e ate hj ainda nao cai, fui atras de pesquisar como andar de moto, pq realmente o que é passado durante o processo de habilitacao nao serve pra quase nada, mas como sabemos que nao da pra esperar muito do estado, o proprio motociclista deveria se informar e se preparar antes de tudo.
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carlos cc - /
postado em: 22/09/2008, 13:56:22

é infelismente é mais uma realidade lisarbiana. parabéns Mário, mais um excelente texto. continue...........
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Leonardo - /
postado em: 22/09/2008, 13:40:36

Este é um resumo de forma bem clara do que está acontecendo no nosso país. No Brasil, "cria-se a dificuldade para vender a facilidade". Enquanto tivermos pessoas despreparadas e sem vontade de resolver os problemas de trânsito, continuaremos a bater todos os recordes de acidentes. É necessário que se fiscalize a frota de motocicletas que estão nas ruas. Temos cacarecos sem a menor condição de segurança rodando livremente e quase sempre em velocidades e condiçoes de risco. Isto é um absurdo!!
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Eden - /
postado em: 22/09/2008, 13:31:55

Parabéns, Mário Sérgio, pela excelente reportagem. Mas não podemos nos iludir que em nosso país alguém leve a sério o serviço público. Para citar um entre milhões de exemplos, o depu tado que foi pego com dólares na cueca está preso? Por que não? Não há seriedade para nada, muito menos para motociclistas. Tudo o que foi dito deveria ser feito, mas não se iludam, não será! Só uma correção: início com scooters aos 14, habilitação plena aos 20, não são 4, mas 6 anos de experiência!
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Luiz Eduardo - /
postado em: 22/09/2008, 13:15:55

Brilhante seu comentário! Sem dúvida nenhuma não dá para aceitar a possiblidade de um "recém-encarteirado" poder pilotar uma Hayabusa. Deve-se sim haver limitação de potência por categoria de habilitação, o que ocorre na Itália e no Japão. Só aqui nesse país acontece esta palhaçada. Nós motociclistas devemos nos politizar e exigir dos legisladores atitudes mais contundentes no que diz respeito à habilitação e suas exigências. Parabéns!
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PQO - /
postado em: 22/09/2008, 12:51:55

Concordo com quase tudo que foi escrito, só gostaria de lembrar que neste 67% de acidentes com motos a maioria foi causada por motoristas de carros, etc despreparados para o convívio com motocicletas no trânsito. A educação não é só para novos motociclistas, mas também para motoristas que infelizmente ainda veêm a motocicleta como corpo estranho no trânsito.
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edison m - /
postado em: 22/09/2008, 12:45:34

Qdo se faz um exame de moto no Paraná, é proibido se usar o freio dianteiro, o instrutor da auto escola treina e orienta os alunos a usarem somente o traseiro.Minha filha tirou recentemente carteira em curitiba, tive de orienta-la tudo de novo pois aprendeu apenas como se machucar nas ruas. Onde os instrutores de motocicletas e o pessoal de transito de Curitiba aprenderam a pilotar motos?? Se vc usar o freio dianteiro durante o exame é automaticamente reprovado. Que absurdo.
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Rogerio - /
postado em: 22/09/2008, 11:58:30

Parabéns pelo comentário. Agora só nos resta um "artista" do Denatran com um pouquinho de inteligência (que a maioria parece incapacitado) levar não só este comentário mas outros adiante. Parabéns !!!
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Henrique - /
postado em: 22/09/2008, 11:29:56

Precisamos investir em educação, com cursos de pilotagem obrigatório nas aoto-escolas. Os ditos 'pilotos' saem nas ruas aloprados e não fazem a menor idéia do que seja contra-exterso...
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