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Pesquisa Moto Mais Segura da ONSV detecta problemas

01 de November de 2013
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Uma pesquisa com as dez motos mais vendidas no país (segundo ranking da Fenabrave, federação das concessionárias), em 2012, abordou seis diferentes aspectos: desempenho, iluminação, transmissão, autonomia, conforto e dirigibilidade. Além disso, também foi feita uma avaliação no sistema de freios: ABS, CBS e convencional. Em uma análise de cada aspecto do estudo, a entidade sugere soluções de melhoria para os fabricantes e faz um alerta sobre os eventuais riscos e as implicações para os motociclistas.

Para José Aurélio Ramalho, diretor do Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV), entidade responsável pela pesquisa, os números assustadores de fatalidades e de invalidez permanente no país envolvendo motocicletas não podem ser considerados simplesmente como estatística e a sociedade civil precisa assumir a responsabilidade do debate e propor soluções. “Infelizmente hoje não damos carteira de habilitação para o motociclista, damos um atestado de óbito antecipado. O trânsito vai ser a grande pandemia no mundo se nada for feito.”

A pesquisa Moto Mais Segura foi realizada em parceria com o MBM (Movimento Brasileiro de Motociclistas) e apoio da Seguradora Líder DPVAT. O estudo considerou pilotos com perfis bastante distintos, como sexo, idade, tempo de habilitação e profissão. Os motociclistas testaram as máquinas em três situações viárias: em rodovias, na cidade e em vias sem pavimentação. Os principais diagnósticos aparecem nos tópicos abaixo:

1. Desempenho:
No trânsito urbano, todas as motos apresentaram resultados satisfatórios no que diz respeito a aceleração e ultrapassagens com o fluxo de tráfego das grandes cidades. Os modelos Honda Pop 100 e Yamaha Crypton apresentaram limitações que impossibilitam acompanhar o fluxo em rodovias com limites acima de 100 Km/h e realizar ultrapassagens com segurança.
 
O Observatório recomenda aos fabricantes que facilitem essa informação ao consumidor. Que ela esteja em destaque nos manuais e nas propagandas.
 
2. Iluminação:
No quesito iluminação, todos os testes mostraram-se adequados. Somente as motos da Yamaha apresentaram a possibilidade de ter o farol e lanterna desligados enquanto a moto está em movimento. Porém, a assessoria da fabricante já nos informou que essa falha foi corrigida em 2013.
 
Um ponto de atenção, comum nas motos avaliadas, é a falta de indicação quando existe qualquer lâmpada queimada.
 
O Observatório recomenda que seja estudada a possibilidade do piloto, ao ligar a moto, seja avisado que alguma lâmpada está queimada.
 
3. Transmissão:
Em relação à transmissão, os modelos da Honda CG150, CG 125, BIZ 125, POP 100 e Yamaha Crypton TT115 apresentaram maior impregnação de detritos quando em circulação por vias não pavimentadas, o que exige maior cuidado quanto a manutenção preventiva do sistema de transmissão. Importante salientar que, nem todos os pilotos trocam todo o conjunto da transmissão (coroa, pinhão e corrente) conforme orienta o fabricante. Existe uma prática dos usuários ainda mais perigosa, que é o corte da corrente quando esta apresenta desgaste/folga.
 
O Observatório condena essa prática e trabalha para que, a informação sobre as consequências dessa atitude seja disseminada em massa.
 
4. Autonomia & Abastecimento
Nos modelos Honda Pop 100 (tanque com capacidade de 4 litros e autonomia de 140 Km) e Yamaha Crypton (tanque com capacidade de 4,2 litros e autonomia de 140 Km), a baixa autonomia e, no caso da Honda POP 100 a falta de indicador de nível de combustível, exige cuidado redobrado do piloto. Ainda nestes modelos a posição da torneira de combustível apresenta dificuldade em seu acesso quando da moto em movimento. Estas características têm influencia direta na segurança e dirigibilidade.
 
O Observatório já solicitou aos fabricantes estudos para mudar a torneira de combustível.
 
5. Conforto
Todos os modelos estudados atendem a proposta dos fabricantes. Os modelos Honda POP 100, BIZ 125 e CG 125 possuem as pedaleiras do passageiro fixadas na balança da suspensão traseira. Estas tendem a ser desconfortáveis para o passageiro que recebe em seus pés e pernas as oscilações do terreno. Nestes casos, recomenda-se maior cautela no transporte do passageiro.
 
Nesse caso, os fabricantes também foram informados.
 
6. Dirigibilidade
Embora o uso de motos do segmento Street, como a Honda CG 150 Titan, CG 125, Yamaha Factor, CB 300R e Underbone como Honda POP 100, BIZ 125 e Yamaha Crypton T115 em estradas de terra seja comum, trata-se de um fator de risco por conta da falta de aderência dos pneus. Os modelos saem de fábricas com pneus destinados ao uso em vias asfaltadas e sua utilização em estradas de terra, sobretudo na estação de chuvas exige um ponto de atenção do condutor. Os sulcos não são capazes de drenar a água ou garantir a aderência ao terreno. Os modelos Honda XRE 300 e a NXR Bros 150 (de uso misto On/Off Road) apresentam uma maior altura em relação ao solo, e o curso de suspensão e sistema de freios demonstraram ser mais adequados para transitar na maioria dos terrenos.
 
A SEGURANÇA PASSA TAMBÉM PELA MANUTENÇÃO
O Observatório também indica o que deve ser trocado numa motocicleta a cada 10 mil quilômetros rodados. A “cesta básica” da troca é composta por: sapata freio dianteiro (tambor), sapata freio traseiro (tambor), pastilha freio dianteiro (disco), pastilha freio traseiro (disco), óleo de motor, elemento do filtro ar, pinhão (transmissão), corrente (transmissão), coroa (transmissão), pneu traseiro - câmara ar, pneu dianteiro - câmara ar e, alinhamento de roda.
 
Para fazer essa manutenção, o Observatório pesquisou nas principais concessionárias o valor cobrado. O maior custo encontrado foi de R$ 1.833,24 (CB 300R) e o menor custo foi R$ 685,67 (Pop 100). O custo médio (10 Motos) – R$ 1.141,73. Uma observação importante constatada foi que há um aumento de 35% do custo para motocicletas equipadas com ABS.
 
AVALIAÇÃO DO SISTEMA DE FREIOS
Foram avaliados os freios convencional, ABS (sistema de frenagem de anti-bloqueio) e CBS (sistema de freio combinado) nas motos Honda CB 300R 2013 (com ABS) e Honda CB 300R 2013 (sem ABS) e Honda Lead 110 2013 (com CBS) e Suzuki Burgman 125 2013 (sem CBS). As velocidades adotadas para os testes foram 40 km/h e 60 km/h.
 
De todos os testes realizados, podemos afirmar que: o sistema de freio ABS não é recomendado para a maioria das vias e rodovias brasileiras. Caso esse sistema seja adotado pela indústria, que haja um dispositivo para que o piloto ligue ou desligue conforme a necessidade. Recomendamos sim o uso do CBS.
 
Segundo uma pesquisa recente divulgada pelo IIHS (Insurance Institute for Highway Safety) dos Estados Unidos, em 30 de maio de 2013 “...preocupações têm sido levantadas sobre o uso do ABS em situações de pistas com ondulações, e nenhum dos estudos referenciados aborda a questão. Fabricantes poderiam diminuir qualquer possível problema em pistas com ondulações de certos modelos (por exemplo, motocicletas dual-purpose), ajustando o sistema ABS com um interruptor de desativação que como padrão mantem a posição "on" quando o motor é ligado. Alternativamente, os fabricantes poderiam desenvolver sistemas ABS que detectam automaticamente as condições da superfície com ondulações e incorporar essa informação em ABS algoritmos desencadeantes. NHTSA deve continuar a permitir que os fabricantes instale CBS, mas não deve atrasar a regulamentação do ABS pois ainda não se sabe sobre a eficácia do CBS ".

Fotos: Divulgação



Fonte:
Equipe MOTO.com.br
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