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Pedestre: respeito é bom e está na lei

03 de October de 2014
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Arthur Caldeira

A Semana Nacional do Trânsito deste ano, realizada entre 18 e 25 de setembro, visa conscientizar todos os atores do trânsito, sejam motoristas de automóveis, ônibus e caminhões ou motociclistas, a proteger e dar prioridade ao pedestre. Também não é por menos: no primeiro semestre de 2014, diariamente 370 pedestres envolveram-se em acidentes de trânsito no Brasil, segundo dados da Seguradora Líder, administradora do seguro DPVAT no País. E as estatísticas, embora imprecisas, são alarmantes. Em 2011, das 43.256 mortes no trânsito, 11.805 vítimas fatais eram pedestres, ou seja, 27%.

“Os pedestres são os mais vulneráveis no trânsito. Os demais atores têm lataria ou equipamentos e dispositivos de segurança que ajudam na proteção em caso de um acidente”, afirma o diretor-presidente da Seguradora Líder, Ricardo Xavier. As provas de que os pedestres são os mais sujeitos a falecerem em decorrência de um acidente são, de novo, as estatísticas. Das indenizações pagas por morte pelo DPVAT entre janeiro e junho deste ano, 31% foram destinadas a acidentes envolvendo pedestres. “No primeiro semestre, realizamos o pagamento de 7.806 indenizações por morte para família de pedestre, uma média de 43 óbitos por dia”, alerta Xavier.

Ao contrário da abordagem simplista dada apenas à importância da faixa de segurança, semáforos e outros, a Semana Nacional de Trânsito deste ano quer reforçar o conceito de segurança dos mais vulneráveis. Assunto previsto em lei. O artigo 29, XII, parágrafo 2º do Código de Trânsito Brasileiro, versa que: “Respeitadas as normas de circulação e conduta estabelecidas neste artigo, em ordem decrescente, os veículos de maior porte serão sempre responsáveis pela segurança dos menores, os motorizados pelos não motorizados e, juntos, pela incolumidade dos pedestres”. Em resumo, os veículos maiores têm de zelar pela segurança dos veículos menores. E todos devem dar prioridade à segurança do pedestre.

Motos e pedestres
De acordo com as indenizações do DPVAT em 2014, o veículo que mais vitimou fatalmente os pedestres foi o automóvel, considerando que 58% dos pedestres que vieram a óbito foram atropelados por este tipo de veículo. Porém foram as motocicletas que mais deixaram os pedestres com sequelas irreversíveis, pois 49% das vítimas receberam indenizações de invalidez permanente em decorrência de atropelamentos por elas. Vale também ressaltar que um atropelamento envolvendo motocicleta geralmente traz sérias consequências também ao motociclista.

Portanto, além de o pedestre ter prioridade no trânsito e a motocicleta ter de zelar pela segurança deste, o motociclista deve prestar atenção e tomar diversos cuidados para evitar um atropelamento. “A primeira dica é manter o farol aceso mesmo de dia para que o pedestre possa visualizar a motocicleta à distância e com mais facilidade. Por isso, as motos Honda, atualmente, já acendem o farol automaticamente ao girar a chave de ignição”, explica Renato Matsuda, 38 anos, instrutor de pilotagem do Centro Educacional de Trânsito Honda (CETH).
Com experiência de quatro anos e meio dando aulas de pilotagem para diversos órgãos públicos e autoridades, como o SAMU, os Bombeiros e motociclistas das polícias Militares e Rodoviárias, Matsuda ajudou-nos a elaborar dicas simples para respeitar o pedestre e evitar acidentes. Confira:

- Seja visto
O farol aceso é o primeiro passo para que os pedestres e os outros veículos vejam o motociclista. “Por ser pequena e rápida, os pedestres às vezes não enxergam a moto vindo de longe. Nunca conte que os outros estão lhe vendo”, avisa Matsuda. E ainda acrescenta que no trânsito não pode haver dúvidas. “Na dúvida, não vá. Reduza a velocidade”, diz.

Outra dica do instrutor é sobre o ponto cego dos veículos. “Quando a moto se coloca atrás das colunas dos carros ou ainda atrás de veículos maiores como ônibus e caminhões, os pedestres podem não ver a moto. Com isso correm para atravessar na frente do ônibus, por exemplo, e aparecem na frente da moto”. A dica é se posicionar na via de forma que os outros o vejam.

- Reduza a velocidade
A melhor e principal dica para evitar atropelamentos – e qualquer tipo de acidente – é não correr, ou seja, circular com uma velocidade condizente com a via. Para isso é importante ter total controle da moto e saber frear corretamente. “É importante saber usar os freios. Tirar a mão do acelerador, já faz com que o motor ajude a reduzir a velocidade. Daí então freie com os quatro dedos de uma maneira progressiva para não travar as rodas”, diz.

- O perigo dos smartphones
Atualmente, quase todo mundo tem um celular com acesso à internet, os smartphones. Redes sociais, programas de mensagens instantâneas e e-mails podem hoje ser vistos em qualquer lugar, inclusive nas ruas. E isso tira a atenção dos pedestres para atravessarem a rua com segurança. “Damos cursos para o pessoal do SAMU que nos relata que as ocorrências de atropelamentos porque o pedestre estava usando o smartphone e se distraiu têm aumentado”, revela o instrutor da Honda. Portanto ao avistar um pedestre, olhando seu smartphone, atenção! Ele pode não ver a moto e atravessar a rua na sua frente!

- Locais críticos
Hospitais, escolas, fábricas, campos e parques são locais com uma grande concentração de pessoas que podem, a qualquer momento, atravessar a rua. Portanto redobre a atenção nesses locais. “Ensinamos nos cursos o PIPED – Procurar, Identificar, Prever, Decidir e Executar. Ou seja, fique atento, identifique perigos, preveja o que pode acontecer, tome a decisão para evitar um acidente e execute a manobra”, ensina. Ou seja, se você estiver atento ao trânsito será capaz de identificar uma saída de escolares, quando os jovens estão eufóricos para ir embora e podem atravessar a rua fora da faixa e sem respeitar os semáforos. Preveja que isso pode acontecer e já reduza a velocidade nesses locais. Em hospitais, costuma haver muitas pessoas idosas que têm menor mobilidade e cruzam a rua mais vagarosamente. Cuidado!

- Ônibus e caminhões
Quando um ônibus ou um caminhão para na via, saiba que alguém irá descer. Pode acontecer de os passageiros desembarcarem e tentarem cruzar a rua ou avenida na frente do ônibus e serem surpreendidos pela motocicleta. “Ainda existe o perigo de o caminhoneiro parar, abrir a porta e pular da boleia e ‘surgir’ na frente da moto. Portanto cuidado quando algum desses veículos encostarem, pode haver algum perigo”, alerta Matsuda.

- No corredor entre os carros
Uma das situações de maior risco de atropelamento de um pedestre por uma motocicleta é no corredor entre os carros. O pedestre vê o trânsito parado e vai atravessar a rua no meio dos carros, mas se esquece que pode haver motos circulando. A dica para evitar esse tipo de acidente é rodar em velocidade reduzida e ficar atento ao local por onde está circulando, como escolas, hospitais, pontos de ônibus e estações de trem. Cuidado com as faixas de pedestres no meio da via, pois às vezes o pedestre atravessar ali, mesmo com o semáforo aberto para os veículos.

Fotos:  Arthur Caldeira



Fonte:
Equipe MOTO.com.br
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