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Especial Ducati 90 anos: Do rádio à MotoGP

17 de June de 2016
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O caráter inventivo sempre foi o combustível da família Ducati. Em 1926 os irmãos Adriano, Bruno e Marcello fundaram a Società Radio Brevetti Ducati, que no início de suas atividades produzia capacitores "Manens", criado e patenteado por Adriano. Dos capacitores, a produção migrou para outras peças de rádio e de engenharia, fazendo com que a Ducati encerrasse a década de 1930 como a maior indústria manufatureira de Bolonha (ITA). Algum tempo depois, veio a II Guerra Mundial. Do crescimento acelerado às ruínas, literalmente. Em 1944, a planta de Borgo Panigale foi destruída por bombas lançadas pelo exercito Aliado - a Ducati produzia componentes para a fabricação de rádios e outros artefatos usados pelo exército italiano.

A história nos ensina que é de momentos de crise que surgem novas ideias, novas perspectivas. Com a Ducati não foi diferente. Com a Itália devastada no pós-Guerra e, consequentemente, pouco dinheiro em circulação, os irmãos Adriano, Bruno e Marcello tiveram a ideia de instalar um pequeno motor à combustão em uma bicicleta. Nascia ali o Cucciolo, propulsor de 48 cm³ que ajudou a escrever o nome Ducati na história do motociclismo mundial.

De lá para cá, a marca se tornou uma referência em termos de design, tecnologia e alto desempenho. Prova disso é a participação das superesportivas Ducati no Mundial de Motovelocidade, categoria MotoGP. Hoje, a marca – que pertence ao Grupo Audi/VW – representa para italianos e motociclistas de todo o mundo um ícone do motociclismo mundial.

No seu evento bianual, o World Ducati Week 2016, que acontece no Circuito de Misano entre 1 e 13 de julho, a montadora apresentará duas novidades: uma edição especial e limitada de uma de suas superesportivas, além de um novo modelo. Aproveite e confira abaixo 10 modelos que ajudam a contar a história da Ducati em duas rodas:

Cucciolo – A bicicleta motorizada foi fabricada entre 1945 e 1955. O modelo foi o percursor da marca no segmento de duas rodas. O motor quatro tempos de 48 cm³ tinha potência declarada de 1,5 cv a 5.500 rpm.

Mariana Gran Sport 100 – É uma das motos mais cobiçadas pelos colecionadores. Simples, durável e versátil. O modelo original trazia motor de 98 cm³ e 9 cavalos de potência máxima. Uma das maiores façanhas dos engenheiros da Ducati foi mostrar que era possível produzir um motor até 350 cc, o primeiro monocilíndrico de “alta” capacidade cúbica. Por isso, a Marianna simbolizou uma nova filosofia dentro da Ducati: criar motos capazes de ganhar corridas. Foram várias as vitórias, principalmente em provas de longas distâncias. Em uma das edições do "Mototour" os seis primeiros lugares ficaram para a Gran Sport.

125 Desmo – O vitorioso modelo de competição foi o primeiro a usar o comando de válvula Desmodrômico, hoje uma marca registrada dos motores Ducati. O propulsor era um monocilíndrico, quatro tempos e de 124,6 cm³. Só por curiosidade e para comparar as conquistas da equipe de F1 de Enzo Ferrari, a Ducati 125 Desmo trazia em sua carenagem o “Cavallino Rampante”, marca da escuderia de Maranello.

Mark 3 - A família Mark 3 (modelos de 250, 350 e 450cc) também estava equipada com motores Desmo de um cilindro. A 250, por exemplo, trazia a essência do design italiano e é objeto de disputa de colecionadores ao redor do mundo. A Mark 3 foi produzida entre 1967 e 1975.

GT 750 – Em março de 1970, o engenheiro Fabio Taglioni fez o esboço do que seria o mais famoso motor construído pela Ducati: o bicilíndrico em “L”. Um ano depois nasce a 750 GT com propulsor de 748 cm³ e refrigeração a ar. Em função de seu desempenho, a Gran Turismo italiana caiu nas graças do motociclista europeu. A moto, segundo a fábrica, chegava a 200 km/h, isso no início de década de 1970.

Monster – Apresentada no Salão de Motos de Colônia (ALE) em 1992, a Ducati Monster criou um novo segmento de mercado: as nakeds. Destacou-se por sua originalidade e inovação. Rebelde e desnuda, o que chamava a atenção era a simplicidade de formas, tanque, motor e a ciclística amarrada em um quadro em treliça, marca registara da Ducati. As primeiras edições estavam equipadas com motor de 904 cm³, refrigerado a ar / óleo, que gerava 56,3 cv de potência máxima (a 7.000 rpm).

916 – Um dos maiores ícones da marca italiana surgiu em 1994 e foi fabricada até 1997. Rápida, leve e muito bonita, a superbike 916 conseguiu unir estilo, tecnologia e muita potência – 144 cv – e ultrapassava os 300 km/h. Com o piloto britânico Carl Fogarty, a 916 ganhou o título Mundial de Superbike em 1994 e 1995. No ano seguinte foi a vez do australiano Troy Corser levantar o caneco com a 916.

Multistrada – Em 2003, a Ducati apresentou a Multistrada, uma 1000 cm³ de dupla personalidade. Corpo trail e motor de características esportivas. Confortável e versátil podia enfrentar qualquer tipo de terreno. Hoje a Multistrada 1200 é comercializada em cinco versões, no modelo standard até a Enduro, e está pronta para encarar desafios na terra. A super aventureira deu o start para a Ducati se aventurar em outros segmentos e produtos, como as custom esportivas Diavel e XDiavel.

Scrambler - Inspirada nas linhas do ícone italiano dos anos 60 e 70, a Scrambler voltou em quatro versões diferentes: Icon, Full Throtle, Classic e Urban Enduro. A moto carrega tecnologias atuais com toques clássicos. O farol dianteiro redondo, por exemplo, conta com luzes de LED e iluminação diurna em volta do aro. Enquanto a tampa do tanque de combustível ostenta os dizeres “born in 1962”, ou nascido em 1962. O coração dessa linha é o Desmodue, propulsor de dois cilindros em “L” de 803 cm³, com comando de válvula Desmodrômico e arrefecimento a ar e óleo. Produz 75 cavalos de potência as 8.250 rpm.

1299 Panigale – A mais recente versão da 1299 Panigale foi criada pela Ducati para ser a mais potente, avançada e empolgante superesportiva. A marca italiana fez algumas alterações estéticas e anabolizou o motor chamado de Superquadro. A carenagem dianteira ficou mais larga, o parabrisa mais alto e o modelo ganhou novas entradas de ar abaixo dos faróis. O motor de dois cilindros em “L”, oito válvulas, refrigeração líquida e agora 1.285 cm³ de capacidade gera 207 cv a 10.500 rpm de potência máxima. O que, ao menos na ficha técnica, faz dela a superesportiva mais potente da atualidade.

TEXTO: Aldo Tizzani / Agência INFOMOTO
FOTOS: Divulgação



Fonte:
Agência Infomoto
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