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Envelopamento de motos já é uma realidade

16 de September de 2011
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André Jordão

Não é mais surpresa ver um carro preto fosco parado bem ao seu lado no farol, certo? O envelopamento de carros, principalmente modelos esportivos, SUVs e picapes, já virou moda no Brasil e as empresas que prestam esse tipo de serviço tem trabalhado muito para atender o consumidor, que está cada dia mais exigente e antenado às novidades. Um cliente busca a exclusividade, o outro quer proteção e ainda tem aquele que almeja rejuvenescer seu veículo.

Seja qual for o motivo do envelopamento, o interessante é o leque de opções que esta técnica proporciona. Sem preconceito com este ou aquele tipo de veículo, ou seja, de populares a superesportivos de grife, a adesivagem já chegou às motocicletas que, mesmo com aplicação mais trabalhosa, começam a ser vistas pelas ruas das grandes cidades. Hoje, envelopar uma moto custa entre R$ 700 e R$ 1.500.

Para entender se vale à pena e se os audaciosos proprietários de uma moto envelopada estão satisfeitos, acompanhamos dois motociclistas que optaram pela adesivagem e ainda conhecemos de perto como trabalha a loja pioneira deste serviço em São Paulo, que realiza verdadeiras “metamorfoses ambulantes”.

O processo
Logo ao entrar na Preto Fosco, que está instalada no bairro nobre do Itaim, zona Sul da capital paulista, fica fácil entender as dimensões (e as dificuldades) do envelopamento. Um retrovisor prata era o que tinha sobrado de uma Mercedes SLK 55, que naquele momento estava quase toda branca fosca. Aqui já cabe uma observação: se sua ideia é mudar a cor da sua moto, não se esqueça de alterar a documentação também, isso é imprescindível para o proprietário não receber uma multa.

Mas antes de “botar a mão na massa” alguns lembretes: a moto deve estar limpa, lavada. Com uma bobina — nome dado ao rolo do adesivo — na mão e um “secador de cabelo” na outra, o funcionário começa a transformar o veículo. E é aí, no caso das motos, que as diferenças começam.

“Moto é complicado”, revela Paulo Surya, proprietário da Preto Fosco, empresa especializada em adesivagem automotiva. A dificuldade começa pelo tanque de combustível, muito arredondado, o que força a mão de obra a remendar os adesivos, dificultando o processo e aumentando o número de horas trabalhadas. Para ser ter uma ideia, uma motocicleta leva de dois a três dias para ser envelopada, o mesmo tempo de um Hyundai i30. E para lavar a moto depois da adesivagem, somente água corrente e sabão neutro.

Nas motos
Essa dificuldade acaba ficando evidenciada no preço final do serviço. “Hoje eu pintaria minha moto”, confessa Alfonso Pantalena, 57, proprietário de uma BMW R 1200 RT, ano 1999. Não que o trabalho realizado em sua BMW tenha ficado ruim, mas entre pagar quase o mesmo valor (R$ 1.150) para adesivar e pintar, Alfonso hoje optaria pela pintura.

Neste quesito fica clara a insatisfação do cliente. “Não recomendaria a ninguém trocar a cor da moto”, continua Alfonso. “Mudar a cor da motocicleta é realmente complicado. Além do problema da documentação, o serviço não fica 100% perfeito, já que todas as emendas precisam ser caprichosamente executadas, para não evidenciar a cor original que está embaixo”, completa Alfonso Pantalena.

Neste caso específico, Alfonso saiu do verde original para o preto fosco. Então ele não gostou do resultado? Pelo contrário. Alfonso confidenciou que sua BMW passou por um processo de rejuvenescimento. “E isso não tem preço”, concluiu.

Para todos
Para mostrar que a adesivagem é para todos, consultamos também Frederico De Cunto, dono de uma Kasisnki Mirage 650. Mais ousado, Frederico, além de optar pelo preto fosco, pediu que alguns detalhes da moto recebessem um adesivo que imita fibra de carbono.

Aos 38 anos, Frederico também está receoso quanto ao processo. “Gostei muito do resultado, mas faltam mecanismos, ferramentas ou técnicas para deixar a moto 100%”, analisa.

E é realmente isso que confessa Paulo Surya. “Estamos em uma correria tão grande que não consegui ainda me estruturar para receber as motos, embora elas não parem de chegar”. Com o “boom” do envelopamento que aconteceu ano passado, as empresas começaram a receber mais carros do que planejavam e isso fez com que as motos ficassem para trás. “Vou fazer um balcão para apoiar os tanques e as carenagens das motos, aí ficará muito mais fácil”, anuncia Paulo, da Preto Fosco, revelando que a estrutura para atender melhor as motos ainda não está do seu gosto.

Tendências
Mesmo assim, motos chegam a todo tempo na loja. Até um scooter Citycom 300i, da Dafra, estava passando por este tipo de customização. Neste caso, o dono do scooter optou por fazer detalhes em fibra de carbono, mas manteve o branco original do modelo.

Entretanto, as tendências não param por aí. Até “tatuagem” nos veículos podem ser feitos. Os adesivos, em contraste com a pintura original, marcam a lataria e formam o desenho que o interessado escolher.

E não é só isso. “Olha isso aqui”, chamava a atenção Paulo Surya. Na mão do dono da Preto Fosco uma película incolor que já está sendo muito utilizada na Europa. Com ela, o proprietário do veículo opta pela proteção, já que ficará praticamente invisível sobre sua moto, por exemplo.

A tendência do envelopamento é tão forte que as algumas concessionárias de São Paulo enxergaram uma forma de também faturar com este tipo de serviço. Revendas das marcas como a Volkswagen e a Mitsubishi oferecem carros já adesivados, tudo em parceria com a empresa do Paulo Surya.

Conclusão
A moda pegou! Hoje a gama de cores dos adesivos é imensa e o grau de customização só depende da criatividade (e do bolso também). Mas, cuidado para não se arrepender. Apesar de ser somente um adesivo e, no pior dos casos é só retirá-lo, escolha com cautela a sua customização. É como uma tatuagem na pele, ela pode ser tirada, mas o trabalho é proporcional. O envelopamento para motos já é uma realidade, mas que ainda precisa ser aperfeiçoada, já que as motocicletas têm muitas partes arredondadas e muitos recortes a serem feitos.

Fotos: Doni Castilho



Fonte:
Agência Infomoto
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