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Cresce a concorrência pelo segmento premium

09 de May de 2014
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Aldo Tizzani

Entre o final de abril e o início de maio, o mercado de duas rodas apresentou boas notícias e algumas novidades. A Yamaha irá produzir no Brasil a aventureira XT 1200Z Super Ténéré. Disponível nas versões Standard e Deluxe com preços sugeridos de R$ 55.990 e R$ 61.990, respectivamente. A Triumph passou a vender a versão standard da superesportiva Daytona 675 (R$ 41.900). A BMW trouxe ao mercado brasileiro o scooter C 600 Sport e a BMW K 1600 GTL Exclusive. O modelo, ideal para o turismo, conta com muito luxo, conforto e tecnologia embarcada. Topo de linha da marca alemã, a Exclusive custa R$ 124.500,00. Já a Honda apresentará este mês a crossover CB 500X. Com preços que variam entre R$ 23.500,00 (STD) e R$ 25.000,00 (ABS).

Esta enxurrada de novos produtos apresenta, em uma análise mais criteriosa, dois aspectos relevantes: o amadurecimento do motociclista brasileiro, além, é claro, de uma maior renda sendo utilizada para lazer e entretenimento. Por isso, a disputa por este consumidor está cada vez mais acirrada. Mas qual é o panorama hoje? Quais marcas estão se destacando. Qual é o volume de vendas? Confira o ranking dos principais players no Brasil.

Segundo a Abraciclo (associação que reúne os fabricantes de motos), as vendas no atacado para modelos acima de 450cc representam menos de 4% do todas de motos comercializadas no país. Assim como no mercado como um todo, a Honda é líder deste mercado Premium. Entre janeiro e abril a marca japonesa vendeu 5.680 unidades, entre modelos nacionais e importados. O resultado corresponde a 32% das vendas das motos acima de 450cc. Os modelos mais licenciados da Honda são: CB 500F, CB 600 F Hornet, CB 1000R, todos do segmento naked. Juntas somam 3.446 unidades emplacadas.

A Yamaha, segunda no ranking, comercializou 3.208 motos acima de 500cc neste primeiro quadrimestre. Destaques para a trail XT 660R (1.210) e para a naked XJ6 N (780). A XT660Z Ténéré e a XVS 950 A Midnight Star também tiveram um bom desempenho de vendas. Alias, a Midnight é a custom mais vendida do país, com 317 unidades emplacadas nos primeiros quatro meses do ano.

Harley versus BMW
Mas é no pelotão intermediário que as disputas estão mais acirradas. Entre janeiro e abril deste ano, a BMW vendeu 2.451 motos, enquanto a Harley-Davidson 2.419. No mesmo período do ano passado, as posições estavam invertidas: HD com 2.446 contra 2.299 motos comercializadas pela marca bávara. Além da mudança de posições, vale registrar o aumento nas vendas de ambas as marcas.

Entretanto, a Harley conta com apenas uma arquitetura de motor. O bom e velho “V2”, que foi instalado pela primeira vez em 1909, hoje equipa os 18 modelos - divididos pelas seis famílias. Da “básica” Sportster 883 até a exclusiva CVO Limited (1.800cc), considerada a moto de série mais cara do Pais – R$ 139.100 . Já a BMW oferece ao consumidor vários estilos de motos e motores. Do tradicional monocilíndrico que equipa a G 650 GS até os seis cilindros em linha da linha K 1600, passando pelos propulsores de dois cilindros paralelos, boxer e quatro cilindros em linha.

Detalhe: no primeiro trimestre deste ano, a BMW bateu um novo recorde em vendas globalizadas. De janeiro a março, foram comercializadas 28.719 unidades nos cinco continentes - 16,1% a mais do que no mesmo período de 2013. Os novos modelos R NineT, S 1000 R, R 1200 RT e K 1600 GTL foram os responsáveis por impulsionarem as vendas mundiais da marca alemã.

Inglaterra versus Japão
Outra disputa bastante interessante está entre a Kawasaki e a Triumph. A marca inglesa leva ligeira vantagem – 1.417 unidades contra 1.380 motos Kawa emplacadas em 2014. “Case” do segmento de duas rodas, a Triumph apresenta uma crescimento de mais de 260% em apenas um ano. Este resultado se deve a um bom planejamento, line-up variado, produtos de qualidade e preços competitivos. Só para ilustrar, a clássica Bonneville T100 custa R$ 29.900 (R$ 3.000 menos que sua principal concorrente, a HD Sportster 883R). Outros destaques ficam para a família de bigtrails Tiger (800cc e1200cc) que, juntas, emplacaram um total de 827 unidades neste ano. A naked Speed Triple, a superesportiva Daytona 675 e a grã-turismo Trophy 1200 vêm apresentando crescimento gradual em suas vendas.

Para finalizar, a Ducati não aparecia no ranking das 20 marcas mais vendidas em 2013. No primeiro quadrimestre do ano a montadora italiana já comercializou 353 unidades. O “carro-chefe” é a Monster 796 (R$ 37.900), que teve 128 unidades licenciadas de janeiro a abril. Outro destaque é a musculosa Diavel Black, que parte de R$ 58.900.



Fonte:
Agência Infomoto
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