moto.com.br

Publicidade:

Acontece

Ciclomotor não é uma motocicleta

09 de March de 2011
Compartilhe este conteúdo:

André Jordão

Quando o assunto é ciclomotor, muitas dúvidas ainda pairam sobre a cabeça dos motociclistas. É necessário ter habilitação para dirigir? Menor de idade pode pilotar um ciclomotor? Para sanar essa e outras dúvidas, fomos conversar com quem pudesse responder com autoridade.

Por isso nada melhor que o Código de Trânsito Brasileiro (CTB). De acordo com o CTB, ciclomotor é um veículo de duas ou três rodas, com motor de combustão interna, cuja capacidade cúbica não ultrapasse 50 cm³ e a velocidade final não exceda os 50 quilômetros por hora. Já a motocicleta caracteriza-se por ter apenas duas rodas, com ou sem um side-car.

Quanto aos equipamentos para os ciclomotores o código exige: espelhos retrovisores, de ambos os lados; farol dianteiro, de cor branca ou amarela; lanterna, de cor vermelha, na parte traseira; velocímetro; buzina; pneus que ofereçam condições mínimas de segurança; dispositivo destinado ao controle de ruído do motor. Reparem que não há necessidade de ter setas nos ciclomotores, o que na motocicleta é obrigatório.

Além da obrigatoriedade das setas, as motocicletas devem ter lanterna de freio, de cor vermelha e iluminação da placa traseira, a mais que os ciclomotores.

Depois de dotado de todos os equipamentos necessários, seu ciclomotor já pode ir para as ruas. Entretanto, o piloto deve ter no mínimo 18 anos. Isso porque, segundo o Conselho Nacional de Trânsito (Contran), “o condutor precisa ser penalmente imputável perante a lei”. Ou seja, estar apto a responder a justiça por tudo que for de responsabilidade dele.

Completado os 18 anos, a próxima exigência é a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). “Para a condução de qualquer veículo automotor é exigido que o condutor tenha 18 anos”, explica Moacyr Alberto Paes, diretor executivo da Abraciclo, associação dos fabricantes do setor de duas rodas. A habilitação precisa ser da categoria A, que autoriza o piloto a conduzir motocicletas, motonetas e ciclomotores. Todavia, a legislação abre uma exceção aos ciclomotores. “No caso específico do ciclomotor, o condutor deve se submeter a um exame para obtenção do ACC – Autorização para Conduzir Ciclomotores”, completa Moacyr. E, segundo o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), esta autorização está disponível desde 1985.

Pronto, agora posso ir pra rua?
Ainda não. Segundo a assessoria de comunicação do Denatran, “todo veículo automotor, elétrico, articulado, reboque ou semi-reboque, deve ser registrado/emplacado perante o órgão executivo de trânsito do Estado ou do Distrito Federal, no Município de domicílio ou residência de seu proprietário, na forma da lei”.

O licenciamento também segue estas condições, sendo exigida a renovação anual pelo órgão executivo de trânsito do Estado, ou do Distrito Federal, onde estiver registrado o veículo.

E as semelhanças com as motocicletas não param por ai. Todos os impostos e taxas incidem no emplacamento e renovação do licenciamento de um ciclomotor. Sendo assim, cobra-se o mesmo valor de Seguro Obrigatório deste veículo de até 50 cc, que é cobrado de uma motocicleta.

Quem e onde pode?
Veja bem, o capacete é obrigatório, seja para o piloto ou garupa. Sim, é permitido levar garupa em um ciclomotor. Já os equipamentos de segurança como jaqueta, luva, bota, etc, são recomendados e podem salvar sua vida, mas não usá-los não implicará em multa.

Depois de estar com ciclomotor regulamentado e o piloto habilitado, o CTB ainda adverte. “Os ciclomotores devem ser conduzidos pela direita da pista de rolamento, preferencialmente no centro da faixa mais à direita ou no bordo direito da pista sempre que não houver acostamento ou faixa própria a eles destinada. É proibida a sua circulação nas vias de trânsito rápido e sobre as calçadas das vias urbanas”.

Se você já viu ciclomotores desrespeitando essas leis, fica mais dúvida: quem fiscaliza todas essas determinações? “A responsabilidade da fiscalização do trânsito é de todos”, exclama Moacyr. O que quer dizer que o Sistema Nacional de Trânsito (SNT) é responsável por essa fiscalização, bem como todos os órgãos estaduais e municipais.

Seguindo todas essas regras, o piloto estará credenciado a rodar com este veículo barato, se comparado as demais motocicletas, e com baixo consumo de combustível.

Mercado
Muitas marcas estão apostando no crescimento do mercado de ciclomotores, um meio de locomoção barato e econômico, bastante popular nas regiões mais carentes do País. No segmento, a Dafra oferece o Super 50, vendido a R$ 3.490. Lançado em agosto de 2010, o Super 50 vendeu 6.753 unidades até fevereiro deste ano. A Traxx também possui um ciclomotor. O Traxx Star 50 é comercializado por R$ 3.456 e, segundo dados da Abraciclo, vendeu 24.175 unidades para o atacado em 2010. E por último, a Kasinski lançou em 22 de fevereiro, o Soft 50 de olho nesse crescente mercado. Com projeção de vendas de 8.750 unidades para 2011, o mais novo modelo da Kasinski tem preço público sugerido de R$ 3.490.

Fotos: Divulgação



Fonte:
Agência Infomoto
Compartilhe este conteúdo:

Harley-Davidson faz Open House com promoções

Honda realiza quinta etapa do Pit Stop Dream

Kawasaki Versys 650 vira Ninja para pegar estrada

Honda tem quatro milhões de motos flex no Brasil

Sampa Moto Point é novo encontro semanal de motos

Confira soluções em equipamentos para moto

Motors Company anuncia curso básico e Off Road

Triumph atualiza linha Tiger 800 com XRx e XCx

Aprilia Caponord 1200 Rally encara qualquer aventura

Confira soluções em equipamentos para moto

Kawasaki pode ter planos de novos scooters

Kawasaki Versys 650 vira Ninja para pegar estrada

Sampa Moto Point é novo encontro semanal de motos

Honda Bulldog como melhor amigo do homem


Comente

Para comentar é necessário autenticar, clique aqui!


Busca Rápida

Busca avançada

Comprar ou vender

Cadastre-se | Anuncie agora!

Últimos Anúncios

Montadoras