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Baixinhos também têm vez no mundo das motos

06 de January de 2016
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Desde o ano passado, as motos trail têm disputado com as nakeds a liderança nas vendas. E não apenas na categoria premium – a partir de 499 cm³ – como também nas 250/300. Ao que tudo indica, isso se deve a uma mudança de atitude dos motociclistas, e não apenas um modismo. Afinal, as trails (e também as crossovers) encaram com mais segurança e valentia os diversos pisos precários do Brasil; especialmente durante viagens longas. 

Porém, vale lembrar que o povo brasileiro não é sinônimo de estatura elevada: segundo o último levantamento do IBGE, feito em 2009, a altura média dos homens adultos é de 1,72 m. Porém, mesmo abaixo dessa média, muitos pilotos entre 1,60 m e 1,70 m não se privam de adquirir motos altas, como as da linha BMW GS ou as Tiger da Triumph.

De olho neste cliente de pernas curtas e bolso comprido, tais marcas têm oferecido opções para garantir mais conforto – e segurança – a seus clientes. Recente (e única) opção de bigtrail que sai pronta da fábrica para os baixinhos é a versão Low Seat da Tiger XRx, que já era a mais baixa da linha 800cc da Triumph – formada também pela “alta” XCx.

Baixa de fábrica
Apesar do sobrenome “Low Seat” indicar somente o assento 5 cm mais baixo, essa diferença em relação à versão standard da XRx é garantida em especial pela nova suspensão. O curso das bengalas dianteiras, por exemplo, é 4 cm menor, enquanto o sistema traseiro tem 0,7 cm a menos de curso.

Para acompanhar a menor altura, a Low Seat perdeu o cavalete central e recebeu um “pezinho” lateral mais curto, além de um protetor de cárter reforçado, em alumínio. O resultado é que o assento em sua regulagem mais baixa dista 76 cm do solo (78 na regulagem máxima), contra 81/83 cm da Tiger 800 XRx comum.

A BMW, apesar de não disponibilizar variantes de suas off-road (800 ou 1200), oferece assentos mais baixos como acessórios, com 3 e 4 cm a menos. O que pode assustar são os valores médios: R$ 2.022 para F 800 GS/Adventure; R$ 1.938 no assentos que serve tanto na R 1200 GS como na R 1200 GS Adventure.

Alterações na ciclística
Há ainda soluções feitas em oficinas, como baixar a mesa junto das bengalas dianteiras, ou mesmo usar uma “catraca” para suspender a balança traseira. São artifícios que, segundo Pablo Berardi, instrutor-chefe do Triumph Riding Experience, geralmente alteram a ciclística da moto. “Ao mexer nos agregados da suspensão altera-se a dinâmica da moto, o que pode trazer um comportamento pior em algumas situações de pilotagem”, explica.

Segundo o instrutor, não há uma “regra pronta” no que diz respeito à porção do pé a ser apoiada no chão ao parar a moto. “O ideal é ter a metade do pé esquerdo, ou seja, a parte que corresponde ao ‘peito’ do pé, no solo, de modo a ter um apoio confiável com a moto parada”, conclui. Em relação a ser o esquerdo, ele conta que o pé direito é o que controla o freio traseiro, responsável pela parada total da moto e também por equilibrá-la em uma subida, por exemplo.

Ainda no raciocínio de Berardi, “mais vale investir no seu modo de pilotar e de controlar a moto, por meio de um curso para trails, do que em alterar a moto profundamente. Desde a escolha do modelo desejado, deve-se pensar racionalmente na sua medida em relação à do banco, de maneira a não ficar algo desproporcional, acima de um limite seguro. Ideal é dar uma volta para conferir como a dupla irá se comportar”, completa.

Pablo explica que adotar um assento mais baixo é o máximo que se pode fazer de maneira criteriosa. Porém, “o assento cavado perde em conforto, não tem milagre”, informa o instrutor. Para quem não gosta de alterar a originalidade, fica a dica de usar apenas metade do traseiro no assento, o conhecido “meio-bumbum” ao parar a moto.

Paixão pela GS 1200
Um caso de baixinho apaixonado por moto alta é o do dentista John Won, um coreano radicado no Brasil desde pequeno. Quando adquiriu sua BMW R 1200GS há cinco anos, Won, do alto de seus 1,66 m, recorda que pediu para o vendedor levar a moto até sua casa, com medo de tombar ao parar a bigtrail.

De lá para cá, foram mais de 40 mil km rodados entre longas viagens com a companheira. Porém, pouco rodou antes de fuçar bastante nela, para deixá-la do jeito desejado. Tudo começou com o banco, um dos primeiros protótipos “rebaixados” e feitos pela Pedrinho Motos (do Centro de SP). Won estima que o novo banco seja 4 cm mais baixo que o original. “É mais duro, não tem jeito”, relata.

Junto disso, John chegou a usar botas com sola de 7 cm, as quais eram “ruins de apoiar nas pedaleiras”. Partiu então para o uso de uma catraca junto da balança traseira, o qual somou mais 1,5 cm no rebaixamento da BMW.

Tais mudanças ajudaram o intrépido dentista a ter mais confiança ao pilotar sua BMW, algo que foi completado com um curso; ao qual ele credita “grande melhora na pilotagem”. E completa: “eu até poderia optar por uma trail mais leve, mas faço questão de viajar com certa sobra de motor”. Ou seja, para cada altura, nem sempre há uma medida de moto!



Fonte:
Agência Infomoto
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