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Dúvida intrigante: Anúncio vende?

06 de March de 2008
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Eduardo Mendes

O cidadão abre o jornal e se depara com um belo anúncio de uma nova marca de motos. Ele olha, folheia, lê, relê, avalia o design, preço, condições, etc.

Talvez o maior mérito de uma boa campanha publicitária seja aquele “poder” de despertar dentro da gente um desejo quase incontrolável de ver, olhar, tocar e sentir o objeto alvo. E, logicamente, impulsionar o consumidor rumo à concessionária para lá saciar esta ânsia e, por que não, transformar o nosso desejo em uma realidade em duas rodas.

O problema todo é que infelizmente a quase totalidade dos pontos de venda, e por tabela seus vendedores, ainda não sabe desta premissa: o objetivo principal da propaganda não é vender. É levar o cliente até a loja e lá sim o papel do vendedor é satisfazer os desejos despertados pelo anúncio e VENDER! Lindo não?

Pois bem amigo, todo o esforço — e bota esforço nisso — gasto pelo fabricante vai por ralo abaixo quando a “coisa” no ponto de venda simplesmente não acontece. Vejamos: catapultado pelo belo anúncio, a pessoa tenta em vão adquirir a moto (uma Kansas 150 modelo Custom) exatamente como foi anunciada, preço e condições, não em uma, mas em duas concessionárias da nova marca aqui no Rio de janeiro.

A primeira informação dada pelo vendedor é de que “sem entrada, o Banco Itaú não aprova”. Daí o cidadão indaga sobre o enunciado na mídia e recebe a pérola: “É só propaganda”.

O indivíduo então explica que tem renda comprovada de oito mil reais, CPF sem restrições, várias contas em bancos, todas especiais, cartão Amex, casa própria, carro ano 2004 quitado... E a resposta? “Não vamos nem tentar. Sem entrada com taxa de 2,1% ao mês o Itaú não está aprovando”.

Maravilha. A esta altura qualquer pessoa já teria ido embora. Mas não. O nosso cidadão gostou realmente do modelo e sugeriu então uma entrada de R$ 1.500, ou quase 30% do valor da moto, que era de R$ 5.590. “Agora sim! Vamos passar a ficha”, diz o sorridente vendedor, que logo já emenda. “Só que com entrada a taxa é de 2,6%, viu?”.

Já em estado de choque, o protagonista desta história pega sua calculadora e descobre que, além de tudo, o vendedor estava mal informado. A taxa era na verdade de 2,85% ao mês. Moral: De que adianta todo o esforço publicitário? Sugiro a nova marca que troque urgentemente de banco parceiro, pois senão a “coisa” não vai andar.

O cidadão deste relato, acho que nem precisaria dizer, fui eu mesmo. Um motociclista de 43 anos, que já teve DT180, RD350, Ténéré e XL, mas que não pilotava há uma década.

E você, caro leitor, pode se perguntar: E aí, comprou? Sim, comprei. Uma linda moto na concorrência (Sundown), mais cara, mais potente e com taxa de 1,86% ao mês! Detalhe: sem anúncio.

O “motonauta” Eduardo Mendes participou do Moto Repórter, canal de jornalismo participativo do MOTO.com.br. Para mandar sua notícia, clique aqui.

RESPOSTA DA DAFRA MOTOS:

A Dafra Motos, além de estabelecer padrões rígidos quanto à qualidade de seus produtos, tem também extremo zelo com a qualidade do atendimento prestado pelos funcionários e colaboradores de sua rede de concessionários ao público consumidor.

Por essa razão, nos causa estranheza a informação contida na nota “Dúvida Intrigante: Propaganda Vende” acerca de um atendimento repleto de desencontros supostamente oferecido a um cliente da Dafra Motos em uma concessionária no Rio de Janeiro.

Entramos em contato com nossa rede concessionária nesse estado e verificamos que todas estão alinhadas com as diretrizes da Dafra Motos no que diz respeito à correção das informações prestadas ao público, bem como à forma de prestá-las.

Colocamo-nos à disposição do internauta Eduardo Mendes, autor da nota citada acima, e de qualquer outro potencial consumidor com problema semelhante, para maiores esclarecimentos.

Reiteramos ainda que, conforme divulgamos em todos os nossos materiais publicitários e outras formas de comunicação ao público, nossos financiamentos, conduzidos pelo Dafra Financiamentos, em parceria com o Banco Itaú, tem diversos planos, com ou sem entrada.

Enfatizamos que mais de 40% de nossas vendas financiadas são feitas sem entrada, porém destacamos que as normas para aprovação de crédito podem, em determinados casos, necessitar de entrada para compatibilizar prestação e renda do cliente, procedimento comum em todo o sistema financeiro brasileiro. 

Em www.daframotos.com.br, nossa companhia coloca-se à disposição para contatos.

Atenciosamente,
Dafra Motos.


Fonte:
Moto Repórter
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Comentários ( 7 )


Reynier do Nascimento JOrge Cedro -

postado em:12/07/2008, 09:52:29

Concordo plenamente com o Mendes a propaganda feita na TV aliada a dos jornais é impecavel, e realmente nos desperta o interesse de consumir o produto, eu, que já estou com 47 anos e a dez não usso moto fiquei interessadissimo, mas indo a duas lojas, em niterói\rj e no centro\rj me senti enganado pela propaganda, o atendiento e´péssimo, a resposta do vendedor quanto ao preço é que ao preço sugerido só consigo comprar a moto, no caso o modelo custon, em manaus na fábrica.

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reinaldo -

postado em:07/03/2008, 02:56:34

Comigo foi a mesma coisa entrei em uma loja susuki disposto a comprar no dinheiro, uma susuki yes para minha esposa, só que eu estava de chinelo, bermuda, regata e com o olho vermelho porque estava com conjuntivite inclusive com atestado médico e receita de colirio no bolso, vcs acreditam que o vendedor me discriminou achando que eu era dependente quimico e passou a bola para o gerente da loja? Fiquei tão indguinado com a situaçao que simplesmente sai da loja e comprei outra marca de moto.

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Edson Tonelli -

postado em:07/03/2008, 01:52:31

É exatamente isso que ocorre na maioria das lojas. Fazem nos sentir bobos, palhaços (não permitiram as verdadeiras palavras) ... Mas como não somos... Não compramos! Ou, nos ajudam a comprar de outro. Também parti para uma Sundow Future por semelhante motivo.

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Gilberto -

postado em:06/03/2008, 18:23:36

A impressão que dá é que muitas revendas perguntam ao primeiro que passar na rua: Queres ser vendedor de motos? Pois tem casos que v.pergunta qual a potência da moto e respondem: 125cc ou se o motor é OHC e eles nem desconfiam do que se trata. E com essa enxurrada de chinesas chegando a tendência é as coisas piorarem cada ez mais.

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Webster Vilela de Resende -

postado em:06/03/2008, 16:55:32

Na verdade todas as marcas só atendem bem quem é um efetivo comprador. Quem entra por exemplo numa loja BMW certamente não está a procura de uma promoção, então acha que é bem atendido. Quem está a procura de uma R1, CBR 1000, etc, também não procura uma bagatela. Então se sentem bem atendidos. Porém a coisa muda de figura, quando você não tem o recurso financeiro esperado pelo vendedor. As marcas só vendem para os aficcionados por elas, quem compra da marca "X" só compra dela. Dificilmente muda

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Jorge -

postado em:06/03/2008, 16:02:31

Infelizmente é assim mesmo !! Outro dia entrei numa concessionária Suzuki decidido a comprar (ou pelo menos tentar) uma moto de aproximadamente R$ 30.000,00... O vendedor que me atendeu (se é q se pode chamar aquilo de atendimento) sequer levantou da cadeira ! mal respondia as minhas perguntas... Sai de lá com a impressão de que estava tentando vender umas balas (daquelas q a mulekada vende no farol), ou pedindo um trocado com aquele discurso "Eu podia estar roubando ou matando... Triste

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Eduardo. -

postado em:06/03/2008, 10:21:01

Eduardo, e o pior é que alem dessa canseira para comprar alguma coisa, a imagem que as concessionarias tem de nós é de que NÓS é que precisamos dela para viver. E vc vai ver depois quando vc voltar la e precisar de um pós venda, horrivel... isso que eu ando de moto Grande, 600cc para cima, a unica marca que vi até hj que respeitam o cliente, consumidor, e a nossa velha e brava BMW.

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